Movimento Nossa São Paulo lança “Plataforma Cidades Sustentáveis”


Fonte: http://www2.abong.org.br/

O Movimento Nossa São Paulo e a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis (presente em cerca de 40 municípios do País), organizações apartidárias e inter-religiosas da sociedade civil, convidam para o lançamento “Plataforma Cidades Sustentáveis”, uma publicação que apresentará múltiplas práticas de sustentabilidade urbana em vigência em diversas cidades do mundo.

O objetivo é contribuir com o debate eleitoral e com os programas dos candidatos para as eleições deste ano, a fim de promover maior qualidade de vida nas regiões urbanas, onde vivem 85% dos brasileiros.

O evento de lançamento do material em versões impressa e eletrônica será realizado no dia 21 de julho, das 10h30 às 12h30, no Teatro Anchieta – Sesc Consolação – rua Dr. Vila Nova, 245, em São Paulo.

Na ocasião, será proposto aos candidatos ao Governo e ao Senado Federal pelo Estado de São Paulo presentes a assinatura de uma carta-compromisso para uma gestão pública fundada no desenvolvimento justo e sustentável nas cidades, baseado em experiências de sucesso já existentes em outras partes do planeta. Os candidatos poderão fazer uso da palavra por cerca de 10 minutos.

O evento ainda vai contar com a participação de Sérgio Abranches,  cientista político, pesquisador de Ecopolítica e comentarista da rádio CBN.  Abranches vai falar sobre o tema “O imperativo da sustentabilidade: nações, cidades e empresas sustentáveis”.

Entre as experiências abordadas na publicação haverá práticas sustentáveis em diversos temas, como energia e mobilidade. Um dos exemplos descritos é um programa de energia solar desenvolvido em uma cidade de 3 milhões de habitantes na China, que resultou em uma economia anual de 52.860 toneladas de C02.

Outros exemplos são os planos de mobilidade sustentável aplicados nas cidades das regiões de Lion (na França) e de Barcelona (na Espanha). As medidas implantadas nestas práticas se basearam na participação de diversos segmentos sociais, além dos governos locais, e  trouxeram expressiva melhora na eficiência e cobertura do transporte público, assim como a  ampliação do uso de veículos com energia limpa (bicicletas e bondes, por exemplo).

Por favor, confirme presença pelo e-mail zuleica@isps.org.br

ESPETÁCULO GAIA


O nosso objetivo hoje é estar informando a todos da realização do espetáculo cultural GAIA que acontecerá em 27/05/10, às 21:00 hs, no Teatro Glória Rocha em Jundiaí.

Espetáculo teatral de grande aceitação em São Paulo, cujo tema são os 4 elementos da Natureza, onde, de forma vibrante, emocionante e divertida, transmite a mensagem de amor ao meio ambiente.

A peça é da Produtora Cultural Rituais da Alegria (www.rituaisdaalegria.com.br) e já levou milhares de pessoas nas apresentações em São Paulo.

Faço então o convite para que todos venham assistir o espetáculo.  Assisti em São Paulo e posso dizer que é, simplesmente, imperdível!

Vejam abaixo a chamada para o evento que está sendo divulgado em diversos meios de mídia em Jundiaí e região.

Hora do Planeta 2010


Fonte: http://www.wwf.pt

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Una-se à Hora do Planeta 2010 e marque a diferença!

Contra o aquecimento global, uma acção global.
Não lhe e
stamos a pedir muito: é só mexer um dedo e… Desligar a luz!

HORA DO PLANETA
27 Março – 20H30 ás 21H30

Apagar as luzes por uma hora – a Hora do Planeta – é não só contribuir para a preservação do nosso Planeta, como fazer parte da maior plataforma voluntária de cidadãos contra as alterações climáticas.

Pelo segundo ano consecutivo, Portugal adere à Hora do Planeta e os resultados têm sido além das expectativas!

Já temos confirmadas oficialmente as cidades de Lisboa, Faro, Loulé, Águeda, Aveiro e Vila Nova de Famalicão. E todos os dias várias cidades e vilas do país procuram saber como aderir a este movimento que este ano já está a ultrapassar os números atingidos em 2009.

Monumentos nacionais (como: Cristo-Rei, Castelo de São Jorge, Museu da Electricidade e Padrão das Descobertas em Lisboa; Arco e Muralhas da Cidade de Faro; Biblioteca Manuel Alegre, em Águeda; ou o Mosteiro do Landim, em Vila Nova de Famalicão) engrossam a lista de mais de 70 monumentos que em todo o mundo irão ficar às escuras em nome desta mensagem poderosa da WWF e da Hora do Planeta: ajudar a manter o nosso Planeta Vivo!

O Planeta conta consigo e com milhares de empresas e organizações nesta luta para marcar a diferença e fundamentar uma mudança real!

As expectativas para a HP2009, eram elevadas, mas foram superadas em todo o mundo de forma estrondosa!

Durante uma hora mais de 4 mil cidades, das quais 11 cidades portuguesas, em 88 países, 21 mil empr

esas e o estrondoso número de 1 200 milhões e pessoas em todo o mundo deram o seu voto ao Planeta.

A Hora do Planeta em 2009, alargava sua mensagem a Copenhaga, onde decorreu a Cimeira das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas – de onde deveria sair um novo acordo climático.

Os olhos estavam postos na cidade dinamarquesa, nos líderes mundiais e num Acordo Climático que fosse ambicioso, justo e realmente eficaz. Os países mais desenvolvidos, de quem se esperava um progresso em acções sustentáveis, minaram este objectivo.

E esta atitude vai ter repercurssões no futuro de todos nós!

Mas não é com críticas que mudaremos a situação. É com ações! E ações construtivas e em forma de celebração. Uma celebração por um Planeta Vivo!

AGENDA – BOLETIM DE FEVEREIRO


Conferência Internacional Ethos

Ocorrerá de 11 a 14 de maio de 2010, em São Paulo, é um evento promovido pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social e realizado pelo UniEthos – Formação e Desenvolvimento da Gestão Socialmente Responsável, em parceria com o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente, Movimento Nossa São Paulo, Pacto Global das Nações Unidas, Sustainalility, Accountability, BSR – Business for Social Responsability, Fórum Empresa, GRI – Global Reporting Initiative e Volans.

LOCAL: Hotel Transamerica – São Paulo/ SP

Av. das Nações Unidas, 18.591 – São Paulo, SP

Vejam mais em http://www.ethos.org.br/ci2010/

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Brasil sedia Conferência Internacional do Clima

Fortaleza (CE) recebe em agosto a 2ª Conferência Internacional sobre Clima, Sustentabilidade e Desenvolvimento Sustentável em Regiões Semiáridas (Icid 2010). O evento reúne representantes de vários países para discutir ações focadas nos desafios e oportunidades que enfrentam as regiões áridas e semiáridas do planeta, principalmente dentro dos aspectos ambientais e climáticos, vulnerabilidades, impactos, respostas de adaptação e desenvolvimento sustentável.

A programação também tem foco voltado para o aceleramento do alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (MDG) para reduzir vulnerabilidade, pobreza e desigualdade e melhoria da qualidade dos recursos naturais. Estudos de políticas comparativas e de síntese já são preparados, dentro de três principais temas: Informação climática e ambiental; Segurança humana, bem-estar e desenvolvimento humano e Processos de políticas públicas.

Destinada a governos, sociedade civil e especialistas, a Icid 2010 ocorre no Centro de Convenções do Ceará, numa realização do governo do Estado, Ministério do Meio Ambiente (MMA), Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e Banco do Nordeste (BNB).

Apóiam a iniciativa o Banco Mundial (Bird), Instituto Nacional do Semiárido (Insa/MCT), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Organização Meteorológica Mundial (OMM), Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe/MCT), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rede Clima, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (UNDP), Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento da França (IRD), Centro de Cooperação Internacional em Pesquisa Agronômica para os Países em Desenvolvimento (Cirad), Instituto Interamericano para Pesquisas de Mudanças Globais (IAI), Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), Comissão Ecônomica para a América latina e o Caribe (Cepal), Convenção da Diversidade Biológica (UNCBD), Agência Brasileira de Cooperação (ABC), Agência Nacional de Águas (Ana), Postdam Institute (PIK), Departamento do Governo Inglês (Dfid), Dimensões Sociais da Política Ambiental da Iniciativa (Sdep), The Nature Conservancy (TNC), Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos hidrícos (Funceme), Secretaria-Geral Ibero-Americana (Segib).

A organização do evento é do Centro de Gestão de Estudos Estratégicos (CGEE/MCT). O prazo para submissão de propostas se encerra no dia 15 de março.

Outras informações no endereço: http://www.icid18.org

(Envolverde/Ministério da Ciência e Tecnologia)

OFICINA ARTE E LUZ DA RUA


“O presente impõe formas. Sair dessa esfera e produzir outras formas constitui a criatividade.” (Hugo von Hofmannsthal) ————————————————————————————————

O ser humano tem uma capacidade criativa surpreendente e não para um só instante de dar formas a tudo o que nos envolve e que Deus nos confiou para que déssemos o melhor destino e condição. Estive recentemente na 8ª Conferência de Produção Mais Limpa organizada pelo vereador Gilberto Natalini, onde foram debatidos os avanços na esfera Municipal da cidade de São Paulo em relação ao Meio Ambiente e Saúde e também o planejamento para novas etapas, idéias e necessidades, para que a cidade possa ter um futuro de melhor qualidade e que se colocado em prática, poderão também beneficiar a todas as regiões do país, já que boas idéias e de sucesso podem ser aplicadas em qualquer lugar, desde que haja principalmente vontade política. No intervalo da Conferência, fui visitar alguns estandes lá instalados e me deparei com o pessoal da Oficina de Arte e Luz da Rua, o qual estavam expondo utensílios de diversos usos como abajures, esculturas, formas diversas e de rara beleza e tudo feito com o BAGAÇO DA CANA-DE-AÇÚCAR! Ouvi recentemente que é na simplicidade que encontramos a beleza e posso afirmar que este pequeno projeto pode ser enquadrado dentro deste princípio. A seguir vejam um resumo sobre este belo projeto.

https://alavancasocial.wordpress.com

Alavanca Social – Assessoria no 3º Setor (Gestão, Captação de Recursos, Elaboração de Projetos e Treinamento)

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A Oficina Arte e Luz da Rua iniciou-se em 1999 a partir de um grupo de moradores de rua que faziam artesanato para a ornamentação nas festas e eventos da Casa de Oração. Acolhendo a ansiedade do grupo que queria tornar o artesanato uma forma de geração de renda, foram realizadas diversas experiências com produtos diferentes, como caixinhas de embalagem com cartolina pintada a mão. Depois de um inicio de muitas dificuldades e fracassos, da insistência de um grupo de participantes da Casa de Oração do Povo da Rua surgiu em 2001 a Oficina Arte e Luz da Rua, formada por mulheres e homens em situação de rua. O trabalho da Oficina consolidou-se com a descoberta do reaproveitamento do bagaço da cana-de-açúcar na confecção de luminárias e outros objetos decorativos. Buscando trabalhar segundo os princípios da Economia Solidária, nossos produtos têm os preços abertos e os clientes podem conhecer todo o processo de produção e seu custo. Adquirir nossos produtos não significa somente levar lindas peças para casa, mas acima de tudo contribuir para o fortalecimento das pessoas em processo de saída da rua. Um mundo melhor é possível. A saída da rua é possível. Faça sua parte, seja nosso parceiro!!!

Conheça sugestões concretas na sessão “Como Colaborar”. Conheçam o projeto. Vejam mais informações em http://arteeluzdarua.blogspot.com .

Salvar a terra – um bocado de cada vez


Salvar a terra – um bocado de cada vez

Hoje, a frase “Reduzir, Reutilizar e Reciclar” tornou-se parte da rotina de jovens e velhos. Mas, quando plantamos árvores com as crianças, limpamos a margem do rio com os vizinhos e racionalizamos o uso da energia elétrica em casa, não percebemos uma das maiores ferramentas para a proteção de nosso planeta — o garfo. Na verdade, a escolha que fazemos em relação àquilo que comemos tem tanto impacto sobre o planeta quanto a escolha de uma sacola de pano, de papel ou de plástico para carregar as compras.

É fácil imaginar o lixo tóxico das fábricas, mas poucos param para pensar no impacto ambiental da produção de alimentos. O aumento da agricultura industrializada consome enorme quantidade de recursos naturais e cobra um alto pedágio ambiental. E, em nenhuma área, o impacto é mais destrutivo, com conseqüências a longo prazo, do que na produção de produtos animais — de carne e aves a peixe e laticínios.

Pense sobre estes fatos:

  • As 17 maiores áreas de pesca do mundo alcançaram e ultrapassaram seus limites naturais no começo da década de 90.
  • No mundo inteiro, um terço dos peixes é triturado como ração para outros animais.
  • A cada ano, nas Américas do Sul e Central, 20.000 km² de florestas tropicais são derrubados para criação de pasto.
  • A pecuária é terrivelmente ineficiente. A pessoa que não come carne nem laticínios consome, por dia, em torno de 2.500 calorias provindas de plantações; a pessoa que inclui apenas 30% de produtos animais na comida requer 9.000 calorias provindas de plantações.
  • Estrume, adubos químicos e pesticidas levados pelo rio Mississipi criaram uma área estéril de mais de 18.000 km² no fundo do Golfo do México chamada de “Zona Morta”.
  • O perigoso micróbio pfiesteria matou 30.000 peixes na Baía de Chesapeake quando o esterco de galinha usado nas fazendas passou para as águas.
  • A produção de carne causa a devastação de enormes extensões de terras. A terra usada como pasto provoca erosão e perda de plantas e de animais nativos.
  • A cada ano, as fazendas produtoras de animais geram aproximadamente cinco toneladas de esterco para cada habitante dos EUA.
  • “Administrar” a produção de esterco está se tornando um grande problema. Em 1995, por exemplo, lagoas de contenção espalharam mais de 150 milhões de litros de esterco de porco nas águas da Carolina do Norte  — o dobro da quantidade de óleo vazado em acidente da Exxon Valdez.

Fonte:   http://www.taps.org.br

Pantanal vive período mais seco desde 1974 e futuro preocupa especialistas


Pantanal vive período mais seco desde 1974 e futuro preocupa especialistas

Por Marco Antônio Soalheiro, da Agência Brasil

Brasília – O Pantanal mato-grossense experimenta, em 2009, o período mais seco dos últimos 35 anos e as mudanças climáticas podem tornar este tipo de fenômeno mais recorrente nas próximas décadas. O alerta é do pesquisador da Embrapa Pantanal, Ivan Bergier, em entrevista concedida sábado (09/05) ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

“Este ano será bastante atípico. Vai se realmente seco. Já temos detectados focos de incêndio e a incidência de queimadas deve ser alta até o fim do ano”, afirmou Bergier.

Entre 1974 e 2008 o nível do Rio Paraguai se manteve sempre alto, na faixa entre 3 metros e 5 metros. Este ano a projeção dos especialistas é de que fique abaixo dos 3 metros. A última seca prolongada na região ocorreu entre os anos de 1963 e 1973. Não é possível afirmar que vá se repetir um ciclo parecido. O prognóstico indica até um aumento de precipitação na região até 2050. Entretanto, também não permite descartar a preocupação com novas situações atípicas.

“Hoje estamos vendo um ano muito seco e daqui para frente é uma incógnita. Pode haver manutenção de níveis máximos, mas as mudanças climáticas podem ter outros efeitos aqui [no Pantanal] como o aumento da ocorrência de eventos extremos”, disse.

As chuvas acima da média histórica no Norte e Nordeste estão relacionadas, segundo Bergier, ao fenômeno La Niña, que amplifica as chuvas naquelas regiões e, ao mesmo tempo, torna o clima mais seco na Região Sul. As causas da seca vigente no Pantanal ainda não estão claramente detectadas.

“Ainda não temos uma explicação consistente. Pode ter relação com erupção vulcânica, mas ainda não existe um fenômeno compreensível para explicar esse período de seca”, afirmou Bergier.

(Envolverde/Agência Brasil)

EDUCAÇÃO ESCOLAR


Ciências verdes na escola

Por Ricardo Voltolini, da Revista Idéia Socioambiental

Em abril a Organização para Cooperação e Desenvolvimento  Econômico (OCDE)  divulgou novos dados de um estudo de 2006 cujas conclusões devem servir como sinal de alerta para educadores, pais e ambientalistas.  Em exame internacional denominado PISA (Programa para Avaliação Internacional de Estudantes), três em cada dez alunos brasileiros demonstraram saber muito pouco ou quase nada a respeito das questões de meio ambiente.

Sobre este exame vale ressaltar que a OCDE o aplica a cada três anos em 57 países, incluindo o Brasil. A rigor, ele se propõe a comparar o desempenho de alunos de 15 anos de escolas públicas e particulares, em Língua Portuguesa, Matemática e Ciências, disciplinas consideradas básicas para medir o nível efetivo de conhecimento adquirido na escola.  A versão mais recente, realizada em 2006, enfatizou o aprendizado de Ciências. E desta vez, em caráter inédito, estruturou-se em questões relacionadas aos temas da conservação ambiental, do aquecimento global, da poluição e das novas fontes de energia alternativas ao petróleo.

No Brasil, o resultado foi uma catástrofe: 37% dos estudantes testados não obtiveram o nível mínimo de conhecimento exigido. Apenas 5% atingiram as notas máximas. Entre as 57 nações testadas, o País ficou na nada confortável posição de número 54, à frente apenas do Azerbaijão, do Quirgistão e do Qatar, países que estão longe de figurar entre os mais expressivas do mundo.  Uma lástima. Apenas para efeito de comparação, a Finlândia, primeira no ranking do PISA, contou com 6% dos estudantes no nível mínimo e 25%, no máximo. A média dos países pesquisados ficou em 16% no nível mais baixo e 19%, no mais alto.

Fosse integrante de uma classe global, o estudante brasileiro estaria entre os últimos de uma turma que tem como melhores alunos, além de Finlândia, Hong Kong, Estônia, Canadá, Taiwan, Japão, Austrália, Holanda e Coréia do Sul. Outra constatação lamentável que não diminui, embora atenue pelo porte da companhia, o constrangimento das nossas notas vermelhas: países integrantes do G20 como a França, os Estados Unidos e a Itália também ficaram abaixo da média mundial.

Louvável a decisão da OCDE de tomar as questões ambientais  como base do provão de Ciências do PISA. Ao fazê-lo, a organização ligada às Nações Unidas  certamente pretendeu dar ao tema a sua devida importância, reconhecendo que ele se insere entre as grandes preocupações da humanidade na primeira década deste século. Mais do que isso, quis mostrar quão necessário se faz capacitar os jovens para que compreendam a complexidade sistêmica do assunto e enfrentem melhor os desafios contemporâneos  que advirão das mudanças climáticas e seus impactos locais e globais. Afinal, a seguir o atual curso de fatos, caberá a eles – as tais “futuras gerações” sempre citadas nos documentos de natureza ambiental–  o imbróglio de lidar  com um planeta mais quente e com recursos mais escassos.

Uma das conclusões  do estudo– esta positiva – é que a maioria dos alunos  se mostrou preocupada em agir em defesa do ambiente. Cerca de 97% dos brasileiros acreditam, por exemplo, que a poluição é um problema grave e de difícil solução. No entanto, destes apenas 21% se disseram otimistas em relação a melhorias nas próximas duas décadas– um sintoma preocupante de descrença na capacidade presente de solução dos líderes de empresas e de governos.

Estar familiarizado, como se sabe, não significa conhecer o tema ambiental. Em reforço a essa conclusão, o exame produziu argumentos importantes. Um exemplo: embora 90% dos estudantes tenham ouvido falar dos problemas de poluição, metade dos alunos não foi capaz de apontar sequer uma fonte de poluição geradora da chamada chuva ácida. Com o bombardeio de notícias sobre o aquecimento global nas TVs e na Internet, e ainda com a recente abordagem do tema nas melhores salas de aula, os jovens de hoje têm mais acesso às informações sobre as mudanças climáticas e seus efeitos do que os das duas décadas anteriores. Pelo que mostra, no entanto, o estudo da OCDE, esse conhecimento ainda é  superficial, pouco embasado e completamente descontextualizado.

Os resultados do PISA de Ciências fizeram soar o alarme: algo precisa ser feito e rápido. E qualquer que seja a solução é certo que impactará também a melhoria da qualidade do ensino de Matemática e Língua Portuguesa, disciplinas nas quais o Brasil costuma tirar notas muito baixas no exame da OCDE. Capacitação de professores e ênfase ao tema nos currículos são medidas óbvias e necessárias. Métodos de ensino sensíveis, baseados em investigação lúdica, que estimulem o pensar científico –não a clássica decoreba — e levem os estudantes a fazer conexões entre o que se aprende e a sua vida cotidiana também podem fazer muita diferença.

Não são poucos os que colocam o Brasil como candidato a potência ambiental nem os que acreditam que, em cinco ou dez anos, ele será reconhecido mundialmente como o celeiro do planeta. Para atingir tal condição, no entanto, além de capital natural, precisará contar também com um capital intelectual. A educação pública de qualidade é o investimento sustentável mais importante que um país pode e deve fazer.

* Ricardo Voltolini é publisher da revista Ideia Socioambiental e diretor da consultoria Ideia Sustentável: Estratégia e Conhecimento em Sustentabilidade. ricardo@ideiasustentavel.com.br
(Envolverde/Revista Idéia Socioambiental)