ONU Brasil lança campanha pelo fim da violência contra a juventude negra


Bom dia pessoal!

Sempre é muito bom observar movimentos na sociedade e Instituições no sentido de reduzir a desigualdade, discriminação, preconceitos, etc. A ONU Brasil lançou uma campanha contra a violência direcionada à juventude negra e traça parâmetros importantes para a transformação de fatos tristes que ainda acontecem em determinadas camadas da sociedade.

Compartilho com vocês hoje um artigo da ONU Brasil que trata deste assunto:

A Organização das Nações Unidas no Brasil lança, no próximo dia 7 de novembro, a campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra jovens negros.

A iniciativa, ligada à Década Internacional de Afrodescendentes, envolve os 26 organismos da equipe de país da ONU. O objetivo é sensibilizar sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais a respeito da importância de políticas de prevenção e enfrentamento da discriminação racial.

A Organização das Nações Unidas no Brasil lançou em 7 de novembro, a campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra jovens negros.

A iniciativa, ligada à Década Internacional de Afrodescendentes, envolve os 26 organismos da equipe de país da ONU. O objetivo é sensibilizar sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais a respeito da importância de políticas de prevenção e enfrentamento da discriminação racial.

Para a ONU, o racismo é uma das principais causas históricas da situação de violência e letalidade a que a população negra está submetida. Atualmente, um homem negro tem até 12 vezes mais chance de ser vítima de homicídio no Brasil que um não negro, segundo o Mapa da Violência.

O lançamento, com divulgação de vídeos e materiais de campanha, teve início às 15h30, na Casa da ONU, em Brasília (DF), e contou com a presença do coordenador residente das Nações Unidas, Niky Fabiancic; de representantes do governo e da sociedade civil que atuam no tema; e do ator Érico Brás — apoiador da campanha “Vidas Negras” e participante dos vídeos e peças.

No Brasil, sete em cada dez pessoas assassinadas são negras. Na faixa etária de 15 a 29 anos, são cinco vidas perdidas para a violência a cada duas horas. De 2005 a 2015, enquanto a taxa de homicídios por 100 mil habitantes teve queda de 12% entre os não negros, para os negros houve aumento de 18%.

“O Brasil é um dos 193 países comprometidos com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Um dos principais compromissos dessa nova agenda é não deixar ninguém para trás em relação às metas de desenvolvimento sustentável, incluindo jovens negros. Com a campanha Vidas Negras, a ONU convida brasileiras e brasileiros a se engajarem e promoverem ações que garantam o futuro de jovens negros”, comenta o coordenador residente da ONU, Niky Fabiancic.

Segundo pesquisa realizada pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e pelo Senado Federal, 56% da população brasileira concorda com a afirmação de que “a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte de um jovem branco”. O dado revela o grau de indiferença com que os brasileiros têm encarado um problema que deveria ser de todos.

A campanha quer chamar atenção para o fato de que cada perda é um prejuízo para o conjunto da sociedade. Além disso, deseja alertar sobre como o racismo tem restringido a cidadania de pessoas negras de diferentes formas.

Peças e números

Segundo dados recentemente divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), de cada 1 mil adolescentes brasileiros, quatro vão ser assassinados antes de completar 19 anos. Se nada for feito, serão 43 mil brasileiros entre os 12 e os 18 anos mortos de 2015 a 2021, três vezes mais negros do que brancos.

Entre os jovens, de 15 a 29, nos próximos 23 minutos, uma vida negra será perdida e um futuro cancelado, segundo o Mapa da Violência. A campanha defende que esta morte precisa ser evitada e, para isso, é necessário que Estado e sociedade se comprometam com o fim do racismo — elemento-chave na definição do perfil das vítimas da violência.

As peças da campanha abordam diferentes facetas da questão, que vão da discriminação como obstáculo à cidadania plena; passam pelo tratamento desigual de pessoas negras em espaços públicos; e pelo vazio deixado pelos jovens assassinados nas famílias e comunidades; chegando até o problema da filtragem racial (escolha de suspeitos pela polícia, com base exclusivamente na cor da pele).

Participam dos vídeos e demais materiais, além de Érico Brás, Taís Araújo, Kenia Maria, Elisa Lucinda e o Dream Team do Passinho.

A campanha, principal ação do Sistema ONU Brasil no mês da Consciência Negra, não para por aí. Ela seguirá estimulando o debate sobre a necessidade urgente de medidas voltadas para superação do racismo nos diferentes segmentos da sociedade.

Para atendimento à imprensa, por favor, entre em contato com:
Thiago Ansel – Consultor de Comunicação da Campanha Vidas Negras
ansel@unfpa.org | (61) 3038-9253 | (21) 99545-5647


Programa de Treinamento Alavanca Social e Instituto Sabedoria

Faça a pré-inscrição!


Palestras Acadêmicas

Programa de palestras gratuitas em Instituições de Ensino!


R2 Creative

Criação de Apresentações Profissionais, Pessoais e Acadêmicas!

A imagem e comunicação de sua Organização ou carreira em destaque!


Anúncios

Mães de Bebês com Microcefalia


Olá pessoal, bom dia!

Atuo como voluntário desde os 25 anos e tenho atuação profissional no terceiro setor desde 2007. Já vi e presenciei muitas situações, algumas boas, felizes, outras nem tanto, mas mesmo assim importantes, mesmo que seja para provocar um alerta ou até mesmo, promover modificações nas mentes e corações de todos.

Algumas me emocionam, outras me deixam tristes devido a determinadas situações, mas revelam uma força que pode surpreender e preencher cada um e impulsioná-lo na direção da união e do amor.

Porque estou falando isso? Recebi uma mensagem com uma apresentação que estava mostrando o universo de pessoas vivendo um grande drama em Campina Grande – MS, com mães travando a difícil batalha de receber uma nova vida, iniciando-a já com um grande desafio. Falo de crianças que estão nascendo com Microcefalia, doença grave que deforma a criança e impede o seu desenvolvimento natural, fazendo com que mães e pessoas ligadas a elas se dediquem muito para dar-lhes a melhor condição de vida.

Foi pensando nisso que Ianka, jovem mãe de 18 anos, criou um projeto e em união à Kickante (Plataforma de Financiamento Coletivo) o inseriram com o objetivo de obter ajuda para cuidar de seu filho e também para outras mães daquela região terem recursos necessários para tratamento de seus filhos que se encontram na mesma situação.

Vejam a seguir um breve resumo do projeto e o link que permitirá ter mais detalhes. Vamos ajudar!

Vejam o resumo:

campanha-ajuda-bebes-com-microcefalia

Já imaginou ouvir do seu médico que seu tão esperado filho vai nascer com microcefalia? Nós também não estávamos preparadas pra isso, e hoje buscamos forças sozinhas para enfrentar dificuldades emocionais e financeiras. Tivemos que largar nosso emprego para cuidar da saúde de quem mais amamos. Você não faria o mesmo? Agora contamos com a generosidade de pessoas como você para tratar nossos bebês. 

Eu, Ianka, tenho 18 anos e, aos sete meses de gestação de meu segundo filho, Sofia, soube da microcefalia. E com isso levou a brigas com meu marido. mais depois tudo se resolveu e estamos com nossa família unida novamente. Infelizmente não foi o mesmo com algumas mães. São centenas de nós, abandonadas por seus maridos, sozinhas com filhos doentes e dependentes.

campanha-ajuda-bebes-com-microcefalia2

Algumas de nós acordam de madrugada e saem ainda no escuro e sob muito frio para conseguir levar nossos pequenos para o tratamento. São dias difíceis, mas que sabemos que conseguiremos enfrentar se tivermos o básico, comida em casa para eles, água quente para um banho. Clique ao lado e dê o leite para nossos pequenos!

A microcefalia ainda está cercada de mistérios. No mundo inteiro, um exército de cientistas começou uma corrida para solucioná-los. Enquanto procuramos respostas, é preciso lidar com os problemas! Até o início do ano foram confirmados 863 casos de microcefalia, em 327 cidades brasileiras. Clique ao lado e transforme a realidade de trinta destas crianças, e nos ajude a lidar com tudo isso. É demais para enfrentarmos sozinhas, mas, com você, podemos ir adiante! Apoie nosso projeto.


Clique no link abaixo, conheça mais detalhes e faça a sua colaboração:

Mães de Bebês com Microcefalia

Compartilhe este projeto!


Quando há fraternidade, o amor é sereno; quando há solidariedade, o amor é ativo, e quando há caridade, o amor é vivo.

Juahrez Alves

The Ice-Bucket Challenge: a campanha de captação de recursos mais comentada dos últimos anos


Olá pessoal!

Esta campanha já aconteceu há algum tempo, mas sempre é bom relembrar o sucesso, participação mundial e arrecadação. Foi realmente impressionante.

Projetos geradores de renda são ótimos, mas também bons desafios para vencer, pois, apesar de poderem ser bem planejados, apresentam variáveis que, se não forem observados podem trazer dificuldades durante sua realização.

Este, ao contrário, conseguiu atingir todos os meios de comunicação e mídias, e uma adesão surpreendente. Acompanhem abaixo o artigo da Associação Brasileira de Captação de Recursos, elaborado por Flávia Lang.

Fonte da imagem: www.forbes.comFonte da imagem: http://www.forbes.com

Nos últimos dias a campanha americana The Ice-Bucket Challenge, ou “desafio do balde de gelo” ganhou incrível visibilidade nas redes sociais e na mídia. Algumas pessoas gostam e outras não, mas uma coisa ninguém pode discordar: a campanha é um fenômeno em arrecadação de recursos para uma organização que trabalha com uma doença não tão conhecida e disseminada: a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). De acordo com os dados da ALS Association – organização americana que promove essa campanha–, ela arrecadou mais de US$ 53.3 milhões (116 milhões de reais) de 29 de julho a 21 de agosto. Comparando com o mesmo período do ano passado, o resultado surpreende: é 24 vezes maior (US$ 2.2 milhões). Mais de 1.1 milhão de pessoas realizaram a primeira doação para a organização e esse número não para de crescer. Incrível, não?

logo als association

Desenvolvo campanhas de engajamento público e captação de recursos de pessoas físicas há mais de 15 anos e, depois de acompanhar o debate nas redes sociais, iniciei uma reflexão sobre a campanha baseada nas informações publicadas no site da ALS Association e na mídia, focando nos aspectos de captação de recursos. Acredito que muitas novidades ainda estão por vir e, depois que a campanha terminar, será muito interessante estuda-la mais a fundo.

  1. A causa – Sempre que converso com uma organização, a primeira pergunta que me fazem é: “a causa da nossa organização não é tão forte, como podemos arrecadar fundos?”, ou “existem causas mais importantes como criança e meio ambiente, como conseguiremos?”.

Minha resposta é sempre a mesma: eu acredito que todas as causas são importantes, merecem ser tratadas com respeito e, no mundo diverso de hoje, temos espaço para buscar apoiadores para todos. Nesse caso específico, a Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença não tão conhecida e que atinge um grupo pequeno de pessoas se comparada com outras doenças. Mas nem por isso ela deve ser ignorada. Isso demonstra que, independentemente da causa, uma boa ideia, bem implementada, tem grande potencial de mobilizar recursos.

  1. A inspiração – A campanha foi inspirada na história de Pete Frates, antigo capitão de um time de beisebol, esporte tão tradicional nos EUA quanto o futebol no Brasil. Em 2012, ele foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica, uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal que afeta as células do sistema nervoso e da medula, causando uma paralisia motora irreversível. A campanha começou no mundo esportivo. O banho de água com gelo é comum no esporte americano para comemorar uma grande vitória ou um título. Então, acredito que para essa causa essa demonstração faz um certo sentido. Mais recursos para pesquisa podem significar avanços ou mesmo uma vitória.
  2. O ícone inicial – O apoio de Pete Frates, que desde que descobriu a doença tem uma ligação forte com a causa e com a organização, foi essencial para esse sucesso. Ao longo dos últimos dois anos, Frates buscou construir uma rede de amigos e simpatizantes que organizaram eventos para levantar fundos para a pesquisa sobre a ELA. Ele é uma celebridade com forte vínculo com a causa. Então, temos um ponto adicional: o ícone inicial da campanha já tinha uma relação real com a causa e, para ele, ela é muito relevante.
  3.  O desafio – No Brasil isso ainda não é muito comum, mas desenvolver campanhas criando desafios para captar recursos para uma organização é uma forma muito difundida nos EUA e na Inglaterra, entre outros países. Muitas pessoas iniciam campanhas de captação de recursos para realizarem uma corrida ou outras atividades. Apesar de não termos essa tradição, a campanha trabalha com um formato muito popular onde foi criada.
  4. Conexão – Um dos principais fatores de sucesso é a conexão. Na linguagem de captação de recursos “peer to peer fundraising “(captação de recursos com seus pares), mas isso não significa necessariamente conexão com a causa. A fortaleza da campanha é a conexão entre as pessoas. Então, apesar de arrecadar um valor incrível e ter um número enorme de pessoas que realizaram a primeira doação, os próximos passos é que definirão a campanha. Até o momento, essa campanha é como um evento, com data de início e término. Neste caso, ela é um sucesso. Se analisarmos o compromisso futuro dos doadores com a organização, a pergunta é se a ALS Association conseguirá transformar esse doador pontual em um doador comprometido, que realiza doações no longo prazo. Espero que eles busquem a segunda opção e que seja atingida, mas para isso têm um grande caminho para fidelizar essas pessoas.
  5.  A importância de contribuir – Essa campanha utilizou uma forma ousada e divertida para captar recursos, envolvendo as pessoas em uma ação. Apesar do desafio ser tomar um banho gelado ou doar, de acordo com muitas matérias sobre o assunto nos EUA, as pessoas fazem ambos: contribuem e aceitam o desafio, disseminando a campanha e conquistando novos adeptos. Isso contribui de forma essencial para a propagação da campanha. O resultado seria completamente diferente se fossem vídeos somente solicitando uma doação para uma causa.
  6. Infraestrutura – Uma organização precisa estar preparada para receber os novos doadores. É necessário ter uma base de dados, um sistema para o recebimento de doações eficiente, um formulário seguro e fácil para a realização da doação e um servidor que aguente o aumento do trafico adicional gerado pela campanha. Imagina se eles não estivessem preparados, as pessoas não conseguiriam doar e o resultado seria bem diferente.
  7. Viralidade e abrangência – Essa é uma campanha baseada no marketing viral, o que significa que não tem um alto custo de investimento. Por outro lado, uma organização perde o controle quando utiliza marketing viral, a campanha fica nas mãos dos participantes. E, a partir daí, tudo pode acontecer para o bem ou para o mal. Ninguém esperava esse resultado surpreendente em montante arrecadado, número de doações, número de vídeos, comentários, compartilhamentos, participação das pessoas (celebridades ou não), disseminação da informação e participação internacional.
  8. Celebridades envolvidas – Quando uma campanha tem o apoio de uma celebridade, principalmente que esteja alinhada com a causa, normalmente os resultados são mais expressivos. Nesse caso, a campanha foi iniciada no mundo do esporte com celebridades próximas a Frates. Mas, com todos os componentes de uma campanha viral, ela rapidamente se “alastrou” para celebridades mundiais de esportes, negócios, música, artes, entre outros. E o mais importante: as pessoas comuns aderiram. São pessoas como eu e você que somamos as mais de 1.1 milhão de novas doações. Na minha percepção, isso é um fator superpositivo. Não conheço outra campanha que atingiu tantas pessoas mundo afora, disseminou tanta informação sobre uma causa e bateu níveis recordes em captação de recursos com pessoas físicas em curto espaço de tempo como esta da ALS Association que não sejam campanhas de emergências relacionadas com grandes desastres naturais como, por exemplo, o Tsunami na Ásia ou o terremoto no Haiti.

Algumas pessoas comentaram que existem doenças mais importantes que precisam de recursos. Ou epidemias mais urgentes. Eu não acredito que deveria existir competição sobre qual é a causa mais importante. Como escrevi anteriormente, acredito que todas as causas são importantes e essa campanha pede recursos para essa causa, sem desmerecer nenhuma outra.

A campanha é um sucesso em arrecadação de recursos para uma causa não tão conhecida e acredito que devemos utilizar esse caso para reflexão e aprendizado. Isso mostra, mais uma vez, que todas as causas podem encontrar seu espaço. Por outro lado, estamos falando de sucesso financeiro. Quem trabalha com captação de recursos sabe que esses doadores não necessariamente realizarão uma segunda ou terceira contribuição. E para isso existem outros formatos de campanhas que buscam doadores fieis a uma causa e contribuem por muitos anos.

ice-bucket-challenge

Outros comentaram que as celebridades estão participando para se promover. Acredito que isso também possa ser verdade, mas uma boa campanha não é aquela que traz benefícios mútuos? Quando uma empresa doa, as organizações não têm um pacote de contrapartida que oferecem para elas de exposição de marca, entre outros benefícios? Por que as celebridades não podem contribuir com uma campanha e se promoverem ? Aliás, muitas delas nem precisam de semelhante exposição, na realidade.

Outras perguntas relevantes:

A ALS Association ou qualquer outra organização conseguiria captar mais de US$ 53.3 milhões sem o apoio de celebridades? A campanha é baseada no marketing viral, mas conseguiria essa abrangência?

E os resultados: imagine o beneficio que esse recurso vai gerar e o número de pessoas que ficarão informadas sobre essa causa. E imagine quantas pessoas descobrirão que todos podem doar e que, com um pouco de cada um, podemos fazer muito!

Vale lembrar que essa é uma campanha americana criada no contexto americano. Agosto é alto verão, beisebol é um esporte tradicional, o banho de gelo faz parte da cultura, entre outras coisas. Como em qualquer campanha realizada fora do país, boas campanhas inspiram, mas dificilmente uma campanha que utiliza componentes culturais, pode simplesmente ser copiada. É preciso colocá-las no contexto local. Várias celebridades brasileiras aderiram ao desafio e também doaram (ou não) para a ALS Association ou outra organização brasileira. Mas essa não é uma campanha brasileira, criada para captar recursos aqui. Para isso, teríamos que considerar, por exemplo, a crise de água que estamos enfrentando, o combate ao desperdício, entre outros fatores culturais. Enfim, pensar em outro desafio para outra causa ou para a mesma, mas dentro da realidade brasileira é o nosso desafio.

Campanhas criativas e que conectem as pessoas são essenciais para o sucesso na captação de recursos de pessoas físicas. Normalmente buscamos a conexão da pessoa com a causa. A ALS Association ousou, arriscou e continua colhendo os frutos financeiros. No longo prazo precisaremos fazer uma outra análise para saber se realmente a causa entrou na agenda de pelo menos uma parcela das pessoas que doaram neste momento. Mas também temos que analisar se o objetivo, nesse caso, não era só o dinheiro e a visibilidade. Se for, já foi atingido.  E com muito sucesso.

Quando desenvolvemos uma campanha, precisamos estabelecer objetivos claros para permitir uma avaliação correta.  Às vezes somos muito temerosos com o tipo de campanha que devemos desenvolver. Para crescermos, podemos nos inspirar nessa campanha, utilizando componentes que conectem pessoas a pessoas e a causas, que envolvam, engajem e principalmente que no final, elas decidam contribuir para um mundo melhor para todos, respeitando as escolhas de cada um, inclusive de doação, e descubram como é bacana fazer a diferença. Reforçando esse ciclo onde as organizações e as pessoas contribuem e convidam novas pessoas para apoiar uma causa, desenvolveremos um ciclo virtuoso em que todas as causas só têm a ganhar.

Flavia Lang Revkolevsky é especialista em mobilização de recursos de pessoas físicas. Cofundadora e gestora daAder&Lang. Possui mais de 15 anos de experiência na liderança das áreas de comunicação, marketing e desenvolvimento institucional de organizações internacionais como Greenpeace, CARE e Plan International. Fez parte da diretoria e, atualmente, é membro do Conselho Fiscal da ABCR. E-mail: flang@aderelang.com.

Curso do Terceiro Setor Instituto Sabedoria – Captação de Recursos: Crowdfunding Planejamento e Meios de Divulgação


crowdfunding

Matriz Dourada_Crowdfunding

Aproveite as promoções e descontos concedidos em dezembro, janeiro e fevereiro. 

Forme um grupo e faça já a sua inscrição!

ícone inscrições

Imperdível! Descontos de 50% em todos os eventos neste período para grupos mínimos

de 06 pessoas! Tem outra ideia? Fale conosco e faça sua proposta!

Dia de Doar da Rede Cidadã


Olá pessoal!

Hoje estamos compartilhando informações sobre a Rede Cidadã e suas ações sociais.

A partir de 01/12/2015 será lançada campanha para este dia tão importante para Organizações e Projetos Sociais em todo o país. Para entenderem o que estou dizendo, vejam abaixo um resumo de tudo o que vai acontecer neste dia:

diadedoar       logo juntos com vc       logo rede cidadã

Rede Cidadã é uma das entidades que farão parte do Dia de Doar da plataforma Juntos.com.vc,
Plataforma de financiamento coletivo para projetos sociais realiza o Dia D para estimular a doação no País

No dia 1º de dezembro, a plataforma de financiamento coletivo de projetos sociais Juntos.com.vc realizará o Dia de Doar, quando disponibilizará seus recursos para arrecadação de fundos a vários projetos, entre eles, a Rede Cidadã. Por meio do site www.juntos.com.vc, qualquer pessoa, física ou jurídica, poderá contribuir, de forma efetiva, para modificar a realidade de muitas pessoas. A plataforma irá mediar as doações por meio do site, sem nenhum custo para as entidades. “Essa ação tem que ser comemorada. Por meio dela, projetos sociais dos mais relevantes, sobretudo, para comunidades e pessoas carentes, poderão receber ajuda, fomento, para continuar sua caminhada de ajuda ao próximo”, explica Fernando Alves, diretor executivo da Rede Cidadã.

Como doar?
Para contribuir, o doador deve acessar o site da plataforma (www.juntos.com.vc) e conhecer os projetos disponíveis. Lá, estarão acessíveis todos os dados das entidades, bem como sua área de atuação, quantas pessoas são beneficiadas pelo projeto, o que exatamente ele faz, entre outras informações que atestam a idoneidade de cada organização social. Assim, pode optar livremente pelo projeto social com o qual se identifica mais. A partir daí, é só clicar em “Quero contribuir”, com qualquer quantia, não há restrição, já que a ideia da plataforma é que cada ajuda é igualmente importante, pois faz parte de um todo que se torna grandioso e ajuda a muitos. Mais informações são encontradas no site da plataforma ou no www.diadedoar.org.br, endereço do Dia D.

Por que ajudar a Rede Cidadã?
Especializada na geração de trabalho e renda para jovens, adultos e segmentos sociais mais vulneráveis, como pessoas com necessidades especiais, seniores (maiores de 50 anos) e o público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), a Rede Cidadã insere esses indivíduos no mercado de trabalho por meio de projetos de Empregabilidade e de Aprendizagem, atendendo também a Lei do Jovem Aprendiz. Além disso, promove a melhoria de gestão de micro e pequenos empreendimentos, por meio do seu Eixo de Empreendedorismo, que disponibiliza mentores que oferecem todo o suporte técnico e de conhecimento ao micro e pequeno empreendedor.

A entidade oferece qualificação especializada em diversos segmentos, tais como os setores de varejo alimentar, tecnologia, entre outros. As próprias empresas parceiras da entidade absorvem a mão de obra que se forma dentro da instituição, o que faz girar uma roda de empregabilidade e parceria. Há, ainda, o diferencial de considerar o perfil de cada profissional, tanto na indicação da capacitação quanto no direcionamento das vagas.

Além desse trabalho, a organização facilita a entrada de empreendedores no mercado, dando a eles todo o suporte para o fomento do seu negócio. “Todas as pessoas que nos procuram, seja para aprender um ofício, se recolocar no mercado, ou para iniciar ou incrementar o próprio negócio recebe toda orientação. Atendemos cidadãos a partir dos 16 anos e a não há limite de idade. A crise que vemos hoje no País reitera a necessidade de formação profissional, sobretudo para as pessoas mais carentes, já que sabemos que, sem uma profissão, sem treinamento, as chances de ocupar uma vaga no mercado diminuem ainda mais”, explica o diretor.

Considerada uma das principais entidades do gênero no país, a Rede Cidadã possui atuação em 47 cidades de nove estados brasileiros. A instituição cria complementaridade entre projetos sociais de governos, empresas e iniciativas sociais do Terceiro Setor com o objetivo de fortalecer o movimento de responsabilidade social empresarial com foco na geração de trabalho e renda.

A Rede Cidadã atua a partir de uma metodologia desenvolvida exclusivamente pela própria organização, a Rede de Geração de Trabalho e Renda (RGTR). Esse método já foi reconhecido em 2011 pelos avaliadores da Fundação Banco do Brasil como Tecnologia Social – iniciativas que compreendem produtos, técnicas ou metodologias reaplicáveis, desenvolvidas na interação com a comunidade e que representam efetivas soluções de transformação social.

Para mais informações: www.redecidada.org.br.

_______________________________________________

Visite o site do Instituto Sabedoria e conheça a melhor maneira de você se capacitar em ações no Terceiro Setor

______________________________________________

Médicos sem Fronteiras – Nesta sexta 07/10/15, ajudar vai ser uma delícia!


Quer ajudar Médicos Sem Fronteiras de uma forma diferente?

O 10º Bloomin’Day está chegando! No dia 7 de outubro, em todos os restaurantes da rede Outback Brasil, toda a receita líquida da venda da tradicional cebola dourada, a Bloomin’Onion®, será revertida para MSF.

Confirme sua presença no evento oficial do Facebook

campanha msf

7 de outubro msf

Todo o dinheiro arrecadado com a renda de Bloomin’ Onion® do Outback será destinado ao MSF

O Outback Steakhouse realizará no próximo dia 07 de outubro a tradicional arrecadação de fundos com a 10ª edição do Bloomin’ Day, quando o valor obtido com a renda das famosas cebolas douradas e servidas com molho bloom, descontados os custos e impostos, é destinado à uma instituição sem fins lucrativos. Neste ano, a rede escolheu a organização Médicos Sem Fronteiras, que utilizará o dinheiro em seus projetos de ajuda humanitária.

“Cada um dos restaurantes contribui ativamente para a comunidade ao seu redor. Ao realizar uma ação nacional como o Bloomin´ Day, temos a oportunidade de unir esforços para apoiar uma grande organização como os Médicos Sem Fronteiras”, explica Salim Maroun, presidente do Outback Brasil.

Os restaurantes da rede localizados no Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Niterói, Campinas, Goiânia, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Ribeirão Preto, Vitória, São José dos Campos e São Bernardo do Campo participam da ação.

A organização Médicos Sem Fronteiras atua em situações de conflitos armados, epidemias, catástrofes naturais, desnutrição e exclusão do acesso à saúde. Em contextos que envolvem conflitos, as equipes de MSF levam assistência médica às pessoas mais vulneráveis, independente de que lado do embate elas estejam. Nas emergências causadas por desastres naturais, quando as estruturas de saúde são atingidas ou ficam sobrecarregadas, profissionais são rapidamente enviados ao local da catástrofe.

“Esse tipo de parceria que nós selamos com Outback é muito importante para Médicos Sem Fronteiras. Além do dinheiro arrecadado, fundamental para a manutenção dos nossos projetos, essa iniciativa nos permite levar informações sobre os contextos em que atuamos para os colaboradores do Outback e para os consumidores”, diz Tyler Fainstat, diretor executivo de Medicos Sem Fronteiras-Brasil.

Compartilhe com seus amigos, compareça e ajude MSF a continuar salvando milhares de vidas.

Caminhos da Vacina estréia em São Paulo (Médicos sem Fronteiras)


logo msf

Exposição interativa dos Médicos sem Fronteiras (MSF) estará de 3 a 20 de setembro no Parque do Ibirapuera, apresentando os desafios da organização para vacinar populações em áreas remotas. A entrada é gratuita, todos os dias da semana, de 9h às 19h. Simultaneamente, o site com o documentário interativo que acompanha o trajeto das vacinas de Bruxelas à República Democrática do Congo na íntegra também está no ar.

Aproveitem o passeio no parque e visitem a exposição. Imperdível conhecer mais este maravilhoso trabalho realizado no mundo todo.

Para verem uma pequena amostra vejam um dos vídeos sobre este tema: Caminhos da Vacina no Congo

MSF – Apoie esta ideia!

Captar recursos no Terceiro Setor é difícil? Parte 2


Etapa de Preparação e Pesquisa

Olá pessoal!

Relembrando os momentos da parte 1, onde destacamos a insegurança pessoal e a capacitação como alguns dos principais fatores da dificuldade das pessoas em realizar o planejamento e execução de campanhas de Captação de Recursos.

Hoje vamos falar sobre assuntos muito importantes neste processo de construção de uma boa campanha, que é a fase de sonhar, idealizar, estar preparado e iniciar a elaboração dos passos principais necessários para as definições, planejamento e execução dos processos de captação.

ideia

Tudo se inicia com um sonho, uma ideia, uma possibilidade, um desejo. Não importa se trata-se de algo pequeno ou grande, tudo é importante dentro do contexto que procura-se dar forma.

O próximo passo é colocar essa ideia inicial no papel e a partir daí fazer as seguintes perguntas a si mesmo:

  • É possível de ser realizado?
  • Tenho estrutura para torna-lo realidade?
  • Tenho recursos suficientes?
  • Estou preparado para desenvolvê-lo?
  • Preciso de capacitação?

A partir das respostas, saberá se tem condições de dar sequência e caso sinta que é possível inicie uma nova série de perguntas a você mesmo:

  • O que eu farei?
  • Qual o objetivo?
  • Porque eu farei?
  • Qual será o local e público alvo?
  • Como será feito e que recursos necessitarei?
  • Quais serão os custos?

Estas respostas ainda serão genéricas, mas nortearão os próximos passos dos processos seguintes.

Research-with-Focus-People

Não se constrói nada sozinho. A participação de outras pessoas interessadas no projeto será fundamental para que tudo comece a tomar forma, e bem definido e planejado, possa gerar os frutos necessários para sua realização e sucesso.

A opinião de cada um é importantíssima para a definição de todas as necessidades e recursos. Nada ou ninguém deve ser deixado de fora, do mais humilde até o mais alto cargo da organização, principalmente no momento de definição de responsabilidades e dos detalhes do plano de captação dos recursos.

pensando em recursos

Lembro sempre que, apesar da grande maioria pensar somente no recurso financeiro como principal fonte para a condução dos projetos, será fundamental que a visão dos gestores das organizações e responsável pela captação de recursos, seja sempre de planejar esta atividade para a obtenção também de recursos humanos e materiais, pois a somatória dos três recursos é que se encontra a solução de tudo o que é necessário para a sua realização e resultados. Neste quesito, no momento de planejar uma campanha de captação de recursos, sempre coloco os recursos na seguinte ordem de importância: Humano (sem ele nada evolui), material (estrutura) e financeiro para manter tudo.

shutterstock_

Deve-se salientar também, que será extremamente importante ter alguém diretamente responsável pela captação dos recursos, do inicio ao fim dos processos e que será determinante para a condução, coordenação, desenvolvimento/acompanhamento e avaliação. Esta pessoa é que irá conduzir todos os passos do plano em todas as etapas até a sua conclusão. Quanto mais capacitado e preparado para esta tarefa, maiores serão as possibilidades de sucesso.

study_group_students_university_library

A seguir inicia-se um processo que vai durar quase que o tempo todo do desenvolvimento do plano de captação, que é a etapa de pesquisas e estudo sobre o que se deseja fazer. É neste momento que se idealizam as possibilidades, a missão ou objetivo geral e visão do projeto, os principais recursos humanos, materiais e financeiros, definição do grupo de trabalho, definição de responsabilidades, a estrutura mínima necessária para sua execução, custos envolvidos em todas as fases e resultados desejados.

Esta fase também é ainda de definições, porém, importantes para a realização do planejamento da campanha de captação de recursos.

A preparação é fundamental para o inicio do planejamento, suas fases, etapas e atividades, a qual será objeto da parte final destas postagens. Esperamos que as informações de hoje possam ajuda-las(os) na realização da tarefas.

Em nosso próximo post estaremos falando um pouco sobre as características e perfil ideal para a condução e participação na atividade de captação de recursos.

——————————————————–

INSCREVA-SE em nossos CURSOS e promova EVENTOS conosco!

——————————————————–