Carta Aberta à Presidenta da República Dilma Rousseff


Fonte: http://www.gife.org.br/

 

Excelentíssima Senhora Presidenta,
As entidades que firmam esta carta compõem o Comitê Facilitador da Plataforma por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil, cuja agenda foi apresentada a Vossa Excelência em 2010, quanto ainda candidata, e à qual respondeu por meio de Carta às Organizações da Sociedade Civil. Nesse documento, em que reconheceu a legitimidade de nossas propostas, Vossa Excelência afirmou que o governo deveria pautar-se por “uma relação democrática, respeitosa e transparente com as organizações da sociedade civil, compreendendo seu papel fundamental na construção, gestão, execução e controle social das políticas públicas”. Declarou que “a Plataforma … nos propõe uma relação jurídica mais adequada entre o Estado e as OSCs, reconhecendo que, para cumprirem suas funções, as entidades devem ser fortalecidas sem que isso signifique reduzir a responsabilidade governamental, em um ambiente regulatório estável e sadio”.

Finalmente, comprometeu-se a “constituir um Grupo de Trabalho, composto por representações das OSCs e do governo … com o objetivo de elaborar, com a maior brevidade possível, no prazo máximo de um ano, uma proposta de legislação que atenda de forma ampla e responsável, as necessidades de aperfeiçoamento que se impõem, para seguirmos avançando em consonância com o projeto de desenvolvimento para o Brasil, o combate à desigualdade social e o interesse público.

Assim como a Excelentíssima Senhora, acompanhamos com preocupação as denúncias sobre irregularidades em convênios firmados entre ministérios e entidades sem fins lucrativos, principalmente porque a maneira como tais fatos vêm sendo tratados por setores de gestão pública e pela mídia comprometem a imagem pública de uma infinidade de organizações que prestam regularmente serviços públicos e fazem com que a opinião pública julgue sem critérios e se volte contra todas as organizações, entre elas as que têm prestado relevantes serviços à democracia deste país.

O Decreto Presidencial n. 7.568, de 16 de setembro de 2011, a nosso ver, acerta em procurar estabelecer critérios legítimos para balizar decisões quanto ao estabelecimento de convênios com organizações da sociedade civil. Saudamos também o fato de que o Decreto institui Grupo de Trabalho composto por representantes de governo e da sociedade civil, destinado a reformular a legislação aplicada às Organizações da Sociedade Civil, cumprindo compromisso de campanha da Senhora Presidenta. Com grandes expectativas, estamos cooperando com a Secretaria Geral da Presidência da República para a realização de seminário internacional nos próximos dias 9 a 11 de novembro, em Brasília, quando será instalado o GT em reunião inaugural.

Nesse contexto de união construtiva de esforços, nos surpreendeu o novo decreto, nº 7.592, suspendendo todos os repasses para organizações não governamentais, a fim de proceder em determinado tempo a sua avaliação e cancelamento daqueles considerados irregulares. Tememos que a maioria das organizações sem fins lucrativos sejam penalizadas injustamente. Se o governo entende que é necessário organizar uma força tarefa para avaliar a qualidade dos convênios em vigência, poderia fazê-lo sem que fosse necessária a suspensão de repasses, o que pode causar graves problemas àquelas entidades que estão cumprindo regularmente suas obrigações.

Segundo o Portal da Transparência de 2010, das 232,5 bilhões de transferências voluntárias do governo federal, 5,4 bilhões destinaram-se a entidades sem fins lucrativos de todos os tipos, incluídos partidos políticos, fundações de universidades e o Instituto Butantã, por exemplo. Foram 100 mil entidades beneficiadas, 96% delas por transferências de menos de 100 mil reais. Se juntarmos todas as denúncias contra ONGs publicadas na imprensa nos últimos 24 meses, as entidades citadas não passariam de 30, o que nos leva crer que além de desnecessária, a suspensão generalizada de repasses poderia constituir medida arbitrária e de legalidade questionável, que criminaliza a sociedade civil organizada.

Esperamos realizar nosso seminário e instituir nosso GT em um contexto de confiança na esfera pública ampliada e nas suas instituições. Esteja certa, Senhora Presidenta, do nosso incondicional apoio no combate à corrupção e na busca por instrumentos adequados para a concertação de esforços do Estado e sociedade civil pela construção de um Brasil mais justo e democrático.

Em 28 de outubro de 2011, assinam esta carta as seguintes entidades membros do Comitê Facilitador da Plataforma por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil.

Respeitosamente,

Associação Brasileira de ONGs (ABONG)
Cáritas Brasileira
Conselho Latino-Americano de Igrejas  (CLAI) –Regional Brasil
Fundação Grupo Esquel Brasil
Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE)
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)
União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária UNICAFES

Eventos em Jundiaí e São Paulo


Olá pessoal,

Vejam a seguir chamadas para diversos eventos que estarão acontecendo em Jundiaí e São Paulo.

Todos os eventos estão relacionados a temas de interesse social e envolve, em sua maioria, ações de organizações do Terceiro Setor, que tanta diferença fazem na vida das comunidades por todo o Brasil.

Participem!!!  Vejam a seguir:

Entrevistas sobre o Terceiro Setor na Rádio Cidade de Jundiaí

Novembro/2011: Curso de Mediação Cultural no Sesi – Módulo Captação de Recursos

Centro de Voluntariado de Jundiaí – Atitude Solidária – presente na IX Conferência Municipal da Pessoa com Deficiência de Jundiaí

Atividades na Associação Maria de Magdala em Jundiaí

Evento Cáritas Jundiaí – 11ª Feira da Solidariedade

Evento Cáritas Jundiaí – 8º Fórum do Terceiro Setor

União dos Deficientes de Jundiaí promove Bazar

Palestra sobre Liderança Executiva na Fundação ACL em São Paulo

PRONATEC – Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego


Fonte: http://pronatecportal.mec.gov.br

Em 26/10/2011 foi sancionada a lei que institui o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – PRONATEC; altera as Leis nºs 7.998, de 11 de janeiro de 1990, que regula o Programa do Seguro-Desemprego, o Abono Salarial e institui o Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT, 8.212, de 24 de julho de 1991, que dispõe sobre a organização da Seguridade Social e institui Plano de Custeio, 10.260, de 12 de julho de 2001, que dispõe sobre o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior, 11.129, de 30 de junho de 2005, que institui o Programa
Nacional de Inclusão de Jovens-PROJOVEM e e dá outras providências.

Este programa pretende melhorar a oferta ao ensino médio, possibilitando condições para o ingresso no mercado de trabalho.

Para terem acesso a todas as premissas da lei acessem: http://www.audisa.net/arquivos/1319643411.pdf

Seleção pública para projetos de esporte educacional


Fonte: http://www.gife.org.br

Foi lançada em agosto a Seleção Pública 2011 do Programa Petrobras Esporte & Cidadania. Através de processo seletivo, a Petrobras investirá R$ 30 milhões no período de dois anos em projetos voltados ao desenvolvimento de crianças e adolescentes por meio do esporte, alinhados aos princípios de inclusão, educação integral, cidadania e diversidade. A iniciativa é uma parceria com o Ministério do Esporte.

A seleção é uma iniciativa estratégica do programa, que visa democratizar o acesso de organizações sociais, em todo país, aos recursos da Petrobras no segmento de Esporte Educacional. Representará o maior investimento já realizado por uma empresa nesta área.
Durante o período de inscrições, a Petrobras promoverá Caravanas Esportivas em todos os estados brasileiros.

Tratam-se de oficinas para capacitação de organizações sociais em elaboração de projetos. Além das caravanas presenciais, a Petrobras começa, em setembro,
o atendimento online às instituições interessadas em inscrever projetos esportivos na
Seleção Pública do Esporte & Cidadania. Até o término do período de inscrições, das 9 às 21 horas, uma equipe de especialistas ficará à disposição para prestar esclarecimentos às instituições interessadas.

As inscrições para a Seleção Pública podem ser feitas gratuitamente até 1º de março de 2012 no site: www.petrobras.com.br/ppec.

IV Congresso Internacional das Avapes de Reabilitação e Inclusão


IV Congresso Internacional das Avapes
Com o objetivo de buscar a ampliação e atualização de conhecimentos e metodologias praticadas no Brasil e no mundo, dentro de uma perspectiva de contínuo desenvolvimento do saber, a Fenavape organizará nos dias 07 a 09 de novembro de 2011, em São Paulo, a 4ª edição do Congresso Internacional das Avapes, fórum de caráter interdisciplinar, voltado aos profissionais da iniciativa pública, privada, organizações não governamentais e fundações, que atuam em ações nas áreas de reabilitação e inclusão de pessoas com deficiência, gestão de organizações sociais, diversidade, responsabilidade social e programas sustentáveis.Com o tema ‘Tecnologias Sociais: Compartilhando Tendências Globais’, o público do evento terá acesso a organizações e especialistas de todo mundo, reunidos no Brasil para promover o intercâmbio de conhecimentos e a disseminação de iniciativas sociais consolidadas, replicáveis, que vem sendo amplamente utilizadas e difundidas.

A programação incluirá uma diversidade de painéis, palestras e workshops, com a demonstração de temas inovadores voltados à qualificação e formação profissional, empregabilidade e inclusão. O corpo de palestrantes será constituído de profissionais renomados, nacionais e internacionais, representantes de órgãos governamentais, da sociedade civil e de empresas privadas.

Paralelamente à programação do IV Congresso Internacional das Avapes ocorrerá o encontro das Comissões e Assembleia Geral da Rehabilitation International. A RI é uma rede mundial reconhecida, fundada em 1922, com vasto trabalho em prol da defesa de direitos, promoção de políticas públicas nacionais e internacionais e melhoria de qualidade de vida para pessoas com deficiência. Com organizações membro em 100 países, a RI mantém comissões em vários segmentos, e fornece um fórum para o intercâmbio de experiências e informações sobre pesquisas e práticas no campo da deficiência.

As inscrições para o IV Congresso Internacional das Avapes são limitadas. Faça agora mesmo a sua pré-reserva somente pelo e-mail congresso@fenavape.org.br .
R$ 150,00 – até 31/08/11

R$ 200,00 – de 01/09 a 30/09/11

R$ 300,00 – de 01/10 até a data do evento
Clique aqui e faça o download da programação prévia do evento.

O IV Congresso Internacional das Avapes tem o patrocínio do BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, FUMIN – Fundo Multilateral de Investimentos, Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, e da Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Acessibilidade e Inclusão; assim como apoio de todas as Organizações Licenciadas da Rede Avape. Clique aqui e conheça as Organizações.

Serviço:

IV Congresso Internacional das Avapes

07 a 09 de novembro de 2011 – das 9h às 18h

Hotel Caesar Park Faria Lima – Avenida das Olimpíadas, 205 – Vila Olímpia – São Paulo

Pré-Inscrições somente pelo e-mail: congresso@fenavape.org.br

ATITUDE SOLIDÁRIA na TV Educativa de Jundiaí (TVE)


  

Olá pessoal!

O ATITUDE SOLIDÁRIA – Centro de Voluntariado de Jundiaí e região foi assunto na TV Educativa de Jundiaí na última segunda-feira (26/09/11).

O projeto foi tema principal da reportagem do Telejornal da TVE 2ª Edição e tratou da importância do voluntariado para as organizações sociais e do Centro de Voluntariado que está chegando para ficar e transformar as ações solidárias em Jundiaí e região.

A reportagem também comentou sobre ações voluntárias do Grendacc e com imagens do Lar Anália Franco que possuem uma área voluntária sólida e atuante.

Desta forma, compartilho com vocês o vídeo com a reportagem mencionada:

Caso tenham alguma dificuldade na visualização favor acessar http://www.youtube.com/watch?v=CUUydzT86As

Façam seus comentários, participem ativamente desta nova onda que está chegando para ficar e transformar a nossa região!

Visitem nosso Blog: http://atitudesolidária.wordpress.com  e opinem sobre os melhores assuntos que poderemos estar levando até vocês!

Rodrigo Alvarez vê como promissora a carreira de captador de recursos


Fonte: http://www.idis.org.br/

O coordenador da pesquisa sobre a atividade, realizada no Festival Latino-Americano de Captação de Recursos – FLAC 2011, uma parceria do IDIS com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), acredita que a abordagem estratégica do tema pelas organizações impulsionará o desenvolvimento da função.

Em entrevista ao portal IDIS, Rodrigo Alvarez, coordenador do convênio The Resource Alliance e responsável pelo programa de mobilização recursos do IDIS, explica que objetivo da pesquisa “FLAC 2011 – O captador de recursos: quem é você?” foi conhecer melhor os profissionais que atuam na captação de recursos. Segundo ele, o captador de recursos do futuro deve ser um profissional com capacidades técnicas apuradas de comunicação, marketing, negociação, planejamento e finanças. O estudo, coordenado pelo professor Mário Aquino, da FGV, foi desenvolvido por Alvarez e pelo professor Fernando Nogueira, também da Fundação Getúlio Vargas.

Qual é o objetivo da parceria com a Fundação Getúlio Vargas?

Queremos gerar conhecimento sobre investimento social privado,  filantropia e mobilização de recursos com foco no Brasil, pois sempre utilizamos os parâmetros internacionais – principalmente americanos. Essa parceria se concretizará através da publicação de estudos de caso, papers, pesquisas e, no futuro, na criação de disciplinas de graduação e pós-graduação na grade de cursos ofertados pela Getúlio Vargas. A ideia da pesquisa de mapeamento sobre o profissional de captação de recursos surgiu como forma de direcionar melhor nossa participação no FLAC. Nas duas primeiras edições, coordenamos o Festival. A partir deste ano, com o Festival engrenado, assumimos um papel mais alinhado com nossa missão no setor, que é gerar conhecimento.

Quase a metade dos entrevistados na pesquisa atuam como captadores de recursos. A área está em expansão?
Sim. Com o crescimento econômico brasileiro, a filantropia privada também está avançando. Até hoje, predominou no País a participação governamental, da cooperação internacional, ou privada, assistencialista na composição de receitas das organizações sem fins lucrativos brasileiras. Nossa percepção é que irá crescer a participação quantitativa e qualitativa de indivíduos e empresas como apoiadores e promotores de causas, o que vai requerer, do lado das organizações da sociedade civil, um perfil de um profissional com capacidades técnicas apuradas de comunicação, marketing, negociação, planejamento e finanças.

O estudo também mostra que muitos captadores acumulam a atividade com outras funções. Não seria melhor que se dedicassem exclusivamente à captação?

pesquisa mostra que o mercado ainda é uma Babel, com diversos tipos de perfis profissionais atuando nessa área. Há organizações em que o captador é o próprio idealizador/gestor da organização, enquanto outras têm captadores terceirizados e em outras os profissionais dividem seu tempo entre funções administrativas e a de captador. Mas também já temos organizações em que o profissional consegue se dedicar exclusivamente à função. A forma de evitar o acúmulo de atividades é criar uma área específica de captação de recursos.

Qual é o caminho da profissionalização do captador?
Em primeiro lugar, ele deve procurar formação específica no tema – no Brasil, ou em outros países. Também é importante que a organização em que trabalha considere essa atividade estratégica e esteja disposta a investir na criação de uma área de captação de recursos, desde que tenha condições para isso.

Como você vislumbra o futuro dessa atividade?

Deve estar mais estruturada, gerando interesse para que estudantes a considerem um possível caminho profissional. Também deve estar mais segmentada: haverá captadores de recursos especializados em pequenos doadores individuais, com especialidade em ferramentas de marketing tradicional e digital; outros captadores serão especializados em grandes doadores, com trânsito e credibilidade para apoiar indivíduos de alto poder aquisitivo a realizarem seu investimento social; e, finalmente, outros que serão especializados no desenvolvimento de parcerias com empresas. Pesquisas internacionais revelam que a função deve se integrar cada vez mais com a área de comunicação, gerando um profissional que é muito mais um mobilizador da causa do que propriamente uma pessoa que busca dinheiro para a manutenção de uma entidade.