Fórum Sou Capaz – Indústria paulista é 2ª maior empregadora de pessoas com deficiência


Fonte: http://www.fiesp.com.br

Setor apresentou aumento significativo de contratações entre os anos de 2009 a 2010

No terceiro e último dia da 5ª Mostra Fiesp/Ciesp de Responsabilidade Socioambiental, a inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho foi discutida durante o II Fórum Sou Capaz. Durante a exposição foi apresentado o relatório O Cenário do Trabalho da Pessoa com Deficiência no Estado de São Paulo, produzido pelo Departamento de Ação Regional (Depar) da Fiesp.

“Como muitas indústrias estavam com problemas com a fiscalização e sentiam dificuldades em cumprir a Lei nº 8.213/91, a Lei de Cotas, o Depar passou a trabalhar não só esta questão, mas também a valorização deste grupo do capital humano”, sublinhou Cristiane Gouveia, coordenadora do Programa Sou Capaz.

Realizado com base nos dados levantados pela Relação Anual de Informações Sociais (Rais), Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e Organização Mundial da Saúde (OMS), o relatório tem como objetivo viabilizar uma inclusão eficiente e eficaz com a contratação das pessoas com deficiência, além de realizar um trabalho de retenção deste contingente pelas empresas.

Também faz parte da proposta identificar em quais áreas e que ocupações estas pessoas desempenham na indústria. “Alguns setores não têm essa possibilidade em razão da insalubridade e periculosidade, e o relatório permite a compreensão do cenário e sinaliza a existência de outras categorias de deficiências que são adaptáveis”, explicou Cristiane. Segundo ela, o relatório será realizado e aprofundado em sua totalidade a cada dois anos, com abordagem de um único setor a cada semestre.

Mercado de trabalho

O Estado de São Paulo, conforme dados da Rais, em 2010, possui 12.873.605 empregos formais, dos quais 100.305 são de pessoas com deficiência, habilitadas, ou reabilitados. Deste número, a indústria contratou 37,36%. De acordo com o estudo do Depar/Fiesp, a indústria ocupa a segunda colocação no ranking de contratações, atrás apenas do setor de serviços e administração pública (veja gráfico abaixo).

Com os impactos da crise financeira mundial de 2008 a 2009, o setor industrial adequou seu quadro de funcionários para atender a normas jurídicas que interferiram na inclusão das pessoas com deficiência, o que ocasionou uma pequena queda nas contratações. Porém, mesmo com o panorama econômico atribulado, entre 2009 e 2010 houve um aumento significativo de crescimento de admissões e retenção de profissionais.

O gráfico aponta que pessoas com deficiência física e auditiva foram as mais absorvidas pelo mercado, devido à facilidade destas pessoas em se adaptarem às acessibilidades estrutural, comportamental e atitudinal.

Qualificação profissional

O relatório indica que a falta de capacitação tem sido um dos principais entraves para a inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho. Algumas ocupações exigem qualificação específica, o que não se limita ao setor industrial.

O emprego formal de analfabetos e formados até o 5º ano do ensino fundamental é inferior aos formados nos ensinos médio e superior, resultando na defasagem da educação fornecida pelas escolas públicas e privadas no Brasil.

A exigência do mercado de trabalho em relação à educação vem, desde 2008, alterando este cenário, no qual apresentou ascensão na contratação de pessoas com formação nos ensinos médio e superior, colaborando assim, para o aprimoramento da mão de obra qualificada.

Ainda com base nos dados da Rais entre 2008 a 2010, os profissionais da indústria com deficiências auditiva e física possuem as maiores remunerações médias em relação aos demais.

Eficiência

Para Eliane Belfort, diretora-titular do Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp, o Programa Sou Capaz dá subsídios à discussão do tema. “As pessoas capazes são as que buscamos para a indústria, e estamos trabalhando as diversidades”, afirmou.

Ela frisou ainda a importância das políticas estruturantes, pois as políticas compensatórias, embora significativas para o debate, não são permanentes. “As políticas estruturantes diminuem a vulnerabilidade social e aumentam a capacidade de geração de renda ao longo do tempo”, analisou a diretora.

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

 

 

 

 

 

Eventos em Jundiaí e São Paulo


Olá pessoal,

Vejam a seguir chamadas para diversos eventos que estarão acontecendo em Jundiaí e São Paulo.

Todos os eventos estão relacionados a temas de interesse social e envolve, em sua maioria, ações de organizações do Terceiro Setor, que tanta diferença fazem na vida das comunidades por todo o Brasil.

Participem!!!  Vejam a seguir:

Entrevistas sobre o Terceiro Setor na Rádio Cidade de Jundiaí

Novembro/2011: Curso de Mediação Cultural no Sesi – Módulo Captação de Recursos

Centro de Voluntariado de Jundiaí – Atitude Solidária – presente na IX Conferência Municipal da Pessoa com Deficiência de Jundiaí

Atividades na Associação Maria de Magdala em Jundiaí

Evento Cáritas Jundiaí – 11ª Feira da Solidariedade

Evento Cáritas Jundiaí – 8º Fórum do Terceiro Setor

União dos Deficientes de Jundiaí promove Bazar

Palestra sobre Liderança Executiva na Fundação ACL em São Paulo

PRONATEC – Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego


Fonte: http://pronatecportal.mec.gov.br

Em 26/10/2011 foi sancionada a lei que institui o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – PRONATEC; altera as Leis nºs 7.998, de 11 de janeiro de 1990, que regula o Programa do Seguro-Desemprego, o Abono Salarial e institui o Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT, 8.212, de 24 de julho de 1991, que dispõe sobre a organização da Seguridade Social e institui Plano de Custeio, 10.260, de 12 de julho de 2001, que dispõe sobre o Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior, 11.129, de 30 de junho de 2005, que institui o Programa
Nacional de Inclusão de Jovens-PROJOVEM e e dá outras providências.

Este programa pretende melhorar a oferta ao ensino médio, possibilitando condições para o ingresso no mercado de trabalho.

Para terem acesso a todas as premissas da lei acessem: http://www.audisa.net/arquivos/1319643411.pdf

Pessoas com deficiência buscam melhor educação


 

Fonte: http://portaldovoluntario.v2v.net/blogs/112818/posts/12597

Postado por Marcelo Medeiros |

“A pessoa com deficiência
quebra a cultura da indiferença.
Tenha coragem de ser diferente”

De acordo com o último Censo, 1,67% dos brasileiros, ou 2,8 milhões de pessoas, possui deficiência intelectual. São cidadãos que nos últimos anos começaram a ser mais bem recebidos pela sociedade, mas que ainda não conseguem exercer seus direitos plenamente. Hoje eles permanecem em busca de reconhecimento social e cobram políticas públicas que atendam suas necessidades plenamente, principalmente no que se refere à educação.

“A pessoa com deficiência deve ser estimulada a conquistar sua autonomia dentro de suas limitações e a buscar sua independência”, resume o pediatra Eduardo Barbosa, presidente da Federação Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Fenapae). “Assim se conquista a dignidade”.

Dignidade que vem sendo batalhada há muito. Desde a promulgação da Constituição de 1988, a situação das pessoas com deficiência intelectual melhorou, dizem os especialistas, pois houve conquistas significativas. Entre elas, estão a possibilidade de cursar escolas tradicionais, obrigadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) a assistir quem tiver necessidades especiais, e o direito de receber um salário mínimo por mês caso não possuam meios de subsistir. Ativistas também citam a maior exposição de questões relacionadas a pessoas com deficiência intelectual na mídia para que ela seja melhor aceita pela sociedade (veja abaixo uma lista de filmes que tratam do tema).

Dificuldades

Não à toa, apesar dos anos de reivindicações e das leis e políticas criadas, os cidadãos com deficiência intelectual ainda sofrem com o preconceito.

“As pessoas com deficiência, apesar de conquistas legais, ainda necessitam da valorização de suas habilidades e capacidades, e, também do empoderamento, no sentido de enfrentarem as adversidades e barreiras que ainda existem e as impedem de terem uma vida social plena com efetivas possibilidades de relacionamentos, trocas sociais e ganhos ambientais, e de sentirem-se pertencentes ao grupo social em que estão inseridas”, analisa Fabiana Oliveira, professora da Fatec Senai e coordenadora de Educação da Fenapae.

Educação é problema

Uma das maiores dificuldades se refere à educação. Já é consenso que crianças e jovens com deficiência intelectual não só podem, como devem ir à escola, da mesma  forma que qualquer pessoa da mesma faixa etária. O que se discute é que tipo de ensino elas devem ter. A Fenapae, por exemplo, durante anos lutou pela inclusão das pessoas com deficiência em escolas normais, reivindicação já atendida pela legislação, mas hoje diz ser preciso oferecer opções aos pais. Além da possibilidade de matrícula em uma escola regular, vagas em estabelecimentos educacionais exclusivos também devem ser abertas, de acordo com as Apaes.

“Esse atendimento deve abranger todas as possibilidades de oferta – substitutivo, complementar e suplementar- que será definido em função das necessidades do aluno”, diz Barbosa. Para ele, é preciso ainda alargar a faixa etária para a qual a educação deve ser obrigatória, hoje de 4 a 17 anos. Isto porque a pessoa com deficiência intelectual pode demorar mais a absorver conteúdos, logo, precisa ser atendida até quando for necessário. Além disso, é preciso fazer com que a criança não precise se adaptar à escola, mas ela ao aluno.

O Censo Escolar 2010 afirma que apenas 1,2% das matrículas em instituições de educação infantil é de pessoas com algum tipo de deficiência. No Ensino Fundamental, o quadro é um pouco melhor -8,5% dos estudantes possuem algum tipo de deficiência. No Ensino Médio, o percentual volta a cair -1,3% discentes possuem alguma deficiência.

Para efeito de comparação, 14% da população nacional nessas faixas etárias possui algum tipo de deficiência. Ou seja, ainda há um bom número de pessoas fora da escola. Com isso agravam sua exclusão social.

A solução para o problema, de acordo com Fabiana Oliveira, é lutar pelos direitos. “Lutar sempre para que a inclusão social não seja apenas uma promessa de governo, mas um compromisso coletivo. Acreditar que o filho pode superar-se diante das barreiras com o seu
apoio e entender o papel primordial da família nesse processo”, diz.

 

Escola Formare – Uma escola para a vida


Olá a todos!

Informamos a abertura das inscrições do Processo Seletivo da Escola Formare DHL Louveira, projeto de desenvolvimento de jovens de baixa renda que no ano de 2012 vai estar cursando o 3° Colegial e moradores nas cidades de Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista.
A prova de seleção vai ocorrer no dia 11/12/2011 as 09:30h na Escola Estadual Dr Antenor Soares Gandra.
Estou a disposição para eventuais dúvidas!

Obrigado

Rodrigo Procacino Martins
DHL - Supply Chain
Estrada da Cruz Grande
1700 - Burch - Louveira/ SP
Zip Code: 13290-000
Brazil
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Phone: +55-19-3848-9460
E-mail: rodrigo.p.martins@dhl.com
http://www.dhl.com

Novo programa capacita pessoas com deficiência no setor de TI


  

Fonte: http://maisrh.wordpress.com

O Sindicato das Empresas de Processamento de Dados e Serviços de Informática do Estado de São Paulo – SEPROSP (secretaria@seprosp.org.br) firmou contrato com a Uni Sant’Anna (www.unisantanna.br) e a Fundação Leonídio Allegretti para realização do Programa Piloto SEPROSP Eficiente de capacitação profissional nas áreas de Tecnologia e Informática para 80 pessoas com deficiência física, auditiva e visual.

O curso, com duração de quatro meses (300 horas), será ministrado nas dependências da Uni Sant’Anna por professores universitários, qualificados em educação inclusiva. O conteúdo inclui as disciplinas de português, matemática, conhecimentos gerais, informática e conduta profissional.

O objetivo do programa é promover o aprimoramento educacional e a capacitação profissional de pessoas com deficiência física, visual e/ou auditiva para inserção no mercado de trabalho do setor de TI. Desde o início do curso, 80 pessoas com deficiência serão contratadas pelas empresas associadas ao SEPROSP, com salário inicial de R$ 600,00 para 100 horas mensais.

Conforme a Lei 8213/91 (Lei de Cotas), empresas com mais de 100 funcionários são obrigadas a ocupar de 2 a 5% dos cargos com pessoas com deficiência. Assim, o programa irá minimizar a dificuldade das empresas em encontrar profissionais capacitados para preencher as vagas previstas pela legislação.

Os interessados que tenham o 2º grau completo, mais de 18 anos de idade e laudo médico que comprove a deficiência, de acordo com o Decreto 5.296/04, devem enviar nome completo, número do RG e telefone para o e-mail inclusao@santanna.br e/ou ligar para o telefone (11) 2175-8000 (ramal 8086).

O programa será dirigido por Flávia Cintra, Coordenadora do Núcleo de Desenvolvimento Inclusivo da Uni Sant’Anna/Fundação Leonídio Alegretti, referência internacional na área, e contará com equipe multidisciplinar, composta por psicólogos, psicopedagogos, intérpretes de LIBRAS, ledores e auxiliares de inclusão, entre outros. O início das aulas está previsto para maio de 2011, com os primeiros 80 candidatos selecionados.

O curso será realizado no campus Santana do Centro Universitário Sant’Anna, localizado próximo à estação Tietê do Metrô, que possui rampas de acesso, elevadores com sinalização em Braille, toaletes adaptados para cadeirantes e computadores com sintetizador de voz.