FESP-SP e Alavanca Social lançam novos cursos para o 3º Setor


   

Olá a todos!

A Alavanca Social e a Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESP-SP, ampliaram a parceria relacionada aos Cursos de Extensão que tanto sucesso vem fazendo pela excelente condução na escolha dos temas, sempre de grande interesse e repercussão, proporcionando um aprendizado diferenciado baseado na experiência de seus docentes e nas avaliações feitas por pessoas que participaram anteriormente desta modalidade de cursos e também em toda sua grade principal de cursos de Graduação, Pós-graduação, etc.

A parceria possibilitou um avanço e um significativo aumento dos assuntos relacionados ao 3º Setor, com temas importantes e direcionado para melhores práticas neste magnífico setor da economia.

Vejam a seguir um pequeno resumo dos próximos cursos relacionados ao Terceiro Setor e suas respectivas datas:

Para mais informações, valores e detalhes favor acessar: http://www.fespsp.org.br/extensao/cursos

Façam já sua inscrição!  Reservem sua vaga!

Importante:

  • Alunos regularmente matriculados em cursos de graduação e pós-graduação da FESPSP têm 40% de desconto nos cursos do programa de extensão.
  • Instituições conveniadas e ex-alunos da FESPSP têm 15% de desconto no valor total do curso.
  • Por motivações logísticas a FESPSP reserva-se ao direito de mudar a data de início, cronogramas e docentes dos cursos; ou não abrir turmas caso não haja quórum mínimo.

Um teto para meu País (UTPMP) revela o Brasil da extrema pobreza


Olá!

Compartilho sempre as idéias, pensamentos e ações concretas que transformem positivamente o meio em que vivemos!

Compartilhe você também! Veja a seguir:

Fonte desta informação: Thaís Yamashita

Hoje 16,2 milhões de brasileiros moram em situação de pobreza extrema, ganhando menos de R$ 70 por pessoa ao mês. Esse número corresponde a toda a população do Chile e é dobrado se considerarmos todas as pessoas que vivem em situação de pobreza. A realidade com a qual convivemos é uma vergonha e parece que poucas pessoas se importam. Só para exemplificar, cito duas situações:

As violações aos direitos humanos no Rio por conta dos projetos da Copa e dos Jogos Olímpicos, que provocaram remoções de comunidades completas, compensações baixas e unilaterais, demolição de centenas de moradias sem uma solução concreta. Tais condutas -disfarçadas de políticas públicas- são simplesmente intoleráveis. O governo federal e estadual tem que garantir transparência nos direitos e respeito irrestrito à lei e ao devido processo.

Outro caso evidente que muitos não querem mais ver -talvez porque o período de chuvas já terminou- são as famílias que moram em zonas de risco, simplesmente porque não têm outra possibilidade. Atualmente, são mais de 173 mil famílias vivendo em zonas de alto risco no Estado de São Paulo, segundo pesquisa da Fundação Seade, encomendada pela Secretaria de Habitação – o equivalente a dois vezes o estádio Morumbi lotado.

Os dois exemplos representam milhões de famílias morando em uma emergência constante no Brasil; vivendo em uma condição de vulnerabilidade extrema.

Um Teto para meu País (UTPMP) apóia com força a proposta do governo de implementar uma política pública destinada a combater a extrema pobreza, mas com a mesma força exigimos que a implantação dessa política seja feita de uma forma que permita o desenvolvimento de ferramentas para os beneficiários, para que sejam eles os protagonistas de seu próprio desenvolvimento e não só receptores de um programa unilateral do Estado.

As famílias mais vulneráveis do Brasil não precisam nem desejam presentes, mas sim oportunidades e principalmente que se respeitem efetivamente seus direitos sociais garantidos na Constituição e nas leis. A vergonhosa situação de pobreza extrema que vive hoje o Brasil não é só problema do Estado e das famílias, é um problema multidimensional e são muitos os atores e responsáveis. Como sociedade, deixamos para trás uma parte de nós que fica isolada dos direitos e obrigações que cabem a todo cidadão. Sem acesso aos serviços públicos básicos nem a oportunidades de desenvolvimento, esse contingente que vive na pobreza não tem força para superar sua condição sem o apoio de outros setores.

A sociedade civil agrupada e organizada é um ator fundamental especialmente na denúncia da realidade e na proposta de soluções. Outro ator fundamental para terminar com a pobreza no Brasil são as empresas, sem elas não há solução possível. Responsabilidade Social Empresarial (RSE) não é um departamento dentro de uma corporação destinado a fazer doações ou capitalizar ações de caráter social. RSE é uma maneira de realizar ações, de forma permanente, estável e concreta, com o objetivo de gerar um efeito positivo na sociedade.

UTPMP vai continuar trabalhando para mostrar a realidade de pobreza em que vivem milhões de brasileiros e latino americanos, nos 19 países em que atuamos, e com a mesma convicção e perseverança manteremos nosso trabalho e nossa proposta como a principal forma de denúncia.

É por isso que nesta sexta, dia 10, e neste sábado, dia 11 de junho, tomaremos as ruas de São Paulo com milhares de voluntários para arrecadar fundos para dar continuidade ao nosso trabalho e denunciar esta realidade a toda sociedade brasileira. Participe você também da Grande Coleta 2011, inscrevendo-se aqui.

NÓS SOMOS O TETO!Ricardo Montero
Diretor Social
Um Teto para meu País – Brasil

Bazar na Associação Maria de Magdala


Olá pessoal!

A Associação Maria de Magdala estará promovendo de 08 a 10/06/2011, das 08:00 às 17:00, em sua sede localizada na Rua Senador Fonseca, 517 – Centro – Jundiaí – SP, o seu tradicional Bazar de Roupas, Sapatos, Livros novos e semi-novos, etc., a preços realmente imperdíveis.

Para maiores informações, ligar para 4522-4970

Não percam esta oportunidade e colaborem com os projetos da Associação.

Repassem esta informação para seus contatos!

Curso do 3º Setor na Fesp – Imperdível


As organizações do 3º Setor estão preparadas para adotar uma visão mais organizada e controlada em suas áreas e processos?

A Alavanca Social, estará ministrando nos dias 04, 11 e 18/junho/2011, a 4ª Edição do curso “A PROFISSIONALIZAÇÃO COMO FATOR DE IMPORTÂNCIA EM ORGANIZAÇÕES“.

Este curso é resultado da parceria entre Alavanca Social e Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo – FESP-SP.

Este curso acontecerá aos sábados, das 13:00 às 17:00 e tem como objetivo transmitir aos alunos sobre a importância das pessoas adotarem uma visão diferenciada para conseguir atingir seus objetivos em organizações do 3º Setor.

Faça sua inscrição!

Vejam a seguir um resumo do curso:

Mais informações no site: http://www.fespsp.org.br/extensao/socpol_terceiro.html

CURSO DO 3º SETOR NA FESP


 

“A PROFISSIONALIZAÇÃO COMO FATOR DE IMPORTÂNCIA EM ORGANIZAÇÕES”

 

Apresentação
A sociedade avança a passos rápidos e cada vez mais exige mudanças no contexto que as envolve e não poderia ser diferente em Organizações do Terceiro Setor.  Este setor da economia representa hoje um dos mais importantes segmentos no mundo todo, notadamente o Brasil que passa por uma reestruturação de conceitos, idéias e cresce para ser, em alguns anos, um dos principais países do mundo.

O Terceiro Setor, como sabemos, veio fechar o ciclo de ações da sociedade organizada, que tanto o Primeiro Setor (Governo) e o Segundo Setor (Empresas Privadas) não oferecem.  O seu principal objetivo é o de proporcionar condições humanas favoráveis para o povo de um país com dimensão territorial continental, trazendo benefícios de diversas formas.

Carga Horária
12 horas

Objetivos

  • Oferecer informações para a conscientização dos participantes na importância de estarem se preparando para um contexto profissional na área do 3º setor.
  • Demonstrar a importância do planejamento interno para o sucesso externo.
  • Conhecer as principais áreas de ação dentro de uma Organização Sem Fins Lucrativos.
  • Mostrar diferenças na Gestão e condução das atividades em Organizações existentes e atuantes no setor, bem como a necessidade de se prepararem de forma mais estruturada para suas tarefas.

Público Alvo

Fazem parte do perfil do atendente deste curso:

Gestores de Organizações sem Fins Lucrativos – buscando uma visão diferenciada da importância na preparação e realização das tarefas.
Profissionais do 3º Setor – pessoas atuantes neste segmento que queiram abraçar uma visão diferenciada da profissionalização nesta área e poderem aplicar em suas consultorias e ações.
Colaboradores e pessoas interessadas em encontrar alternativas de crescimento pessoal – Todos aqueles que, de alguma forma, estão ligados à estrutura de uma Organização sem Fins lucrativos.

Estrutura

Introdução ao  3º SetorVisão Global do 3º setor no Brasil e no mundo – 2hs

Gestão EficazVisão sistêmica das áreas de Gestão no Brasil – 2hs

Cases de Sucesso – Demonstração de Cases de Organizações Eficientes – 4hs

Áreas – O conhecimento, a informação e o treinamento proporcionando a renovação de conceitos – 2hs

Participação da Sociedade – A sociedade e seu papel fundamental para a mudança de conceito – 2hs

Cronograma

1ª aula – 4hs – 04/06/2011

2ª aula – 4hs – 11/06/2011

3ª aula – 4hs – 18/06/2011

Dia/Horário:  Sábados das 13 às 17:00

Nº de vagas: 50

Valor do Curso: 150,00

IMPORTANTE
Alunos regularmente matriculados em cursos de graduação e pós-graduação da FESPSP têm 40% de desconto nos cursos do programa de extensão.

Instituições conveniadas e ex-alunos da FESPSP têm 15% de desconto no valor total do curso.

Coordenador e Docente: Marcelo Rachid de Paula

http://www.fespsp.org.br/extensao/socpol_terceiro.html

Veja mais detalhes no endereço acima.


Esperamos por vocês!

Techsoup – Tecnologia à disposição do 3º Setor


Olá pessoal,

Hoje trago para vocês uma fonte de recurso excepcional para as Organizações do 3º Setor de todo o Brasil.

Todos sabem da importância de se ter a tecnologia adequada e atual para o desenvolvimento dos projetos, como para estar mais perto do que há de moderno nos computadores existentes nas organizações. Outro fator importante é contar com softwares de última geração, licenciados e colaborando com todas as ações, sejam elas internas ou externas.

Estou falando da Techsoup Brasil (http://www.techsoupbrasil.org.br/), que tem um programa de doação de softwares para organizações do 3º Setor e possibilita esta perfeita atualização de seus computadores e sistemas de controle.

Vejam a seguir um resumo desta organização, suas ações e o trabalho excepcional para que as Organizações do 3º Setor tenham o melhor em tecnologia:

Atualmente existem milhares de organizações não-governamentais (ONGs) espalhadas pelo Brasil e pelo mundo e que desenvolvem ações em diferentes áreas. Elas contam principalmente com a colaboração de seus engajados para tornarem determinado objetivo completo, mobilizando assim a opinião pública. O sociólogo Herbert José de Souza, mais conhecido como Betinho, diz que “as ONGs são comitês da cidadania e surgiram para ajudar a construir a sociedade democrática com que todos sonham”.

Você já parou para pensar quem auxilia o desenvolvimento da própria ONG? Foi pensando nessa questão que surgiu a TechSoup Global, uma organização também não-governamental que dá suporte tecnológico, monetário e de conhecimento para ONGs de todo o mundo.

Um esforço colaborativo da ATN – Associação Telecentro de Informação e Negócios trouxe a TechSoup Brasil, parceiro local da TechSoup Global. O braço brasileiro da organização presta essencialmente assistência tecnológica às organizações, doando licenças de software para que as ONGs tenham um bom desenvolvimento. A Microsoft é a principal parceira da TechSoup Brasil e doa softwares como Windows 7, pacote Office, Exchange Server, SQL Server e Dynamics.

No Brasil há um ano e meio, a TechSoup já auxiliou mais de 850 organizações em todo o país com a doação de mais de 15 mil licenças, que equivalem a cerca de 7 milhões de dólares. No site da TechSoup Brasil, além de conhecer mais sobre o programa, é possível encontrar informações sobre tecnologia corporativa.

Para participar do programa de doações:

Se você participa ou é dono de alguma ONG e se interessou pelo trabalho da TechSoup Brasil, confira um passo a passo para receber os softwares doados pela organização.

Faz parte da qualificação básica ser:

–          Pessoa jurídica legalmente constituída no Brasil e ser classificada como OSCIP,   Associação ou Fundação

–          Ter toda a documentação atualizada

–          Não ter fins lucrativos

–          Desenvolver atividades comunitárias de interesse público.

Escolas públicas e prefeituras não são elegiveis para o programa de doações da TechSoup Brasil. Organizações religiosas podem se tornar elegíveis ao programa de doações, uma vez que possuam atividades sociais em paralelo.

Se sua ONG se enquadra na qualificação acima, primeiro é necessário cadastrá-la através de um formulário on-line. Lá serão avaliados o tipo de atividade da organização, qualificação e ações. Junto com o cadastro é preciso enviar uma cópia da Razão Social e do Estatuto da Organização da ONG. Após o envio da documentação é preciso aguardar até 10 dias para confirmação do cadastramento no Programa da TechSoup Brasil onde será analisada a elegibilidade da organização. A confirmação de qualificação é enviada para o e-mail cadastrado e a partir daí é possível solicitar os produtos no site no prazo de 20 dias.

Para mais informações sobre como participar e sobre os produtos acesse o site da Techsoup Brasil.

Fonte: Pensando Grande

Crowdfunding – Uma nova maneira de empreender e realizar projetos


O crowdfunding chega ao Brasil

Fonte: http://www.hsm.com.br/blog/2011/02/o-crowdfunding-chega-ao-brasil/

Mais uma plataforma de negócios voltada ao empreendedorismo e a aceleração de projetos chega ao mercado brasileiro, o crowdfunding, e assim como as plataformas de compras coletivas (que muitas até já encerraram suas atividades) já dá sinais de que será a próxima bolha.

Em poucos meses do início do ano projetos como o Catarse, Incentivador, Movere.me, Motiva.me, Multidão e o Senso Incomun surgiram no cenário em uma espécie de inconsciente coletivo. Acredito que era algo tão desejado que o raio de insight acabou pegando todos ao mesmo tempo. Agora é saber qual deles tem maturidade, relacionamento e competência de mercado suficiente para se manter e progredir.

Modelos Colaborativos

Modelos de negócio colaborativos vieram para ficar. Modelar seu negócio através de uma plataforma participativa já é fator determinante do sucesso de um projeto, assim como na cultura open source, ganha quem tiver uma comunidade maior e mais participativa, o que, por experiência, não é nada fácil atingir (falarei mais sobre isso em outros posts).

Será que crowdfunding funciona?

A proposta dos projetos ainda não é muito diferente a do site pioneiro, kickstarter.com, onde os projetos postados que buscam incentivos permanecem no ar por alguns meses e possuem descrição e apresentação em vídeo. O site oferece também variadas formas de retornos para quem ajudar. Diferente dos modelos tradicionais, esses benefícios não são em dinheiro e sim através de outras formas não menos relevantes como, por exemplo, ter o nome nos créditos de um filme ou até mesmo aparecer como figurante em um que adoraria ver produzido e ficar registrado para sempre.

Acredito que um modelo de retorno financeiro também poderia ser pensado, afinal, mercados culturais também podem trazer ganhos e assim quebraria o ciclo de grandes patrocinadores ditando sobre o que deve ou não ser produzido, seja no cinema, teatro e shows.

Para quem é?

O crowdfunding pode ser utilizado em qualquer mercado, seja ele cultural, de tecnologia, saúde ou até mesmo projetos abertos de grandes empresas. Não somente para quem não tem recursos, mas para quem queira levantar muito capital.

Serviços além da plataforma

Outro ponto interessante é analisar as dificuldades de conseguir captação nos moldes tradicionais, apresentações e mais apresentações a investidores, reuniões, parcerias e uma energia enorme e muitas vezes pouco resultado. A pergunta é se essas plataformas serão muito mais do que virtuais e se vão cumprir seu papel de aceleradoras nesse processo de inovação em rede.

Para mais informações vale a visita: http://crowdfundingbr.com.br e ver esse vídeo de apresentação do Flattr, projeto internacional de crowdfunding

Manifesto contra alterações no Atual Código Florestal Brasileiro.


MANIFESTO CONTRA AS ALTERAÇÕES NO ATUAL CÓDIGO FLORESTAL

Nós, conselheiros do Conselho Diretor da Associação Brasileira de Organizações não Governamentais (ABONG), trabalhando na defesa de seus princípios e na implementação de seus objetivos, reunidos em Conselho em 12/03/2011, vimos apresentar esta moção contrária às alterações que estão sendo propostas para o Código Florestal ora vigente (lei no 4.771/65), de relatoria do deputado Aldo Rebelo, da Comissão para Revisão do Código Florestal da Câmara dos Deputados, pelos fatos abaixo descritos:
1. A criação da figura da área rural consolidada, ponto que anistia todos os desmatamentos e ocupações irregulares acontecidos até 22 de julho de 2008, inclusive em áreas protegidas, além de premiar os infratores da lei como é hoje, não traz uma solução para as ocupações irregulares, principalmente aquelas mais vulneráveis às ocorrências climáticas. Ao contrário, condena as populações que ocupam estas áreas.
2. A redução de 30 para 15 metros da área de preservação mínima para rios com largura de até cinco metros; a alteração do parâmetro para definição de Área de Preservação Permanente (APP) de margem de rio, deixando de ser o nível mais alto e passando a ser o seu leito menor; e a exclusão das várzeas do conceito de APP permitirão novos desmatamentos em 90% dos rios brasileiros sem qualquer análise de impacto, além de dispensar de recuperação áreas que hoje deveriam ser reflorestadas. O resultado impacta diretamente na qualidade de vida da população brasileira, uma vez que poderá causar erosão de solo, carreamento de fertilizantes e agrotóxicos e sedimentos para os rios, deixando-os assoreados e com a água contaminada e poluída.
3. A mudança no conceito de pequena propriedade rural para imóveis com até quatro módulos fiscais, alterando a área do módulo fiscal, poderá estimular um processo de fragmentação e desmembramento das propriedades em todo o país, principalmente dos imóveis rurais que já desmataram mais do que a lei permite para que sejam atingidos por este dispositivo e, assim, dispensados da obrigatoriedade de recompor a vegetação nativa.
4. A isenção de Reserva Legal (RL) para imóveis com até quatro módulos fiscais em todo país, sem limite de número de propriedades por proprietários, alcança todas as propriedades com ou sem vegetação no percentual exigido, dispensando a averbação – ou seja, não há reconhecimento
formal e público das áreas com remanescentes -, o que poderá induzir a novos desmatamentos, que trazem prejuízos à biodiversidade e à água, portanto para toda a sociedade.
5. Ao desconsiderar quatro módulos fiscais da base de cálculo para definição da área de reserva legal nas médias e grandes propriedades, o relatório beneficia infratores ambientais, cria injustiça para com os que ainda não desmataram e estimula o desmatamento. Áreas vegetadas ainda existentes ficarão sem a proteção da reserva legal e, portanto, sem o controle mais restrito.
6. Ao permitir a compensação de reservas legais em outros estados ou por intermédio de pagamento a um fundo ambiental, o relatório propõe a quebra da lógica do código em vigor de existência de vegetação mínima por bacias hidrográficas e por estados, que garante o mínimo de proteção à biodiversidade e à água regional e localmente, além de quebrar a regra de que o dano ambiental deve ser integralmente reparado.
7. Ao estabelecer a competência para definir os critérios técnicos de recuperação da reserva legal aos órgãos do Sistema Nacional de Meio Ambiente (SISNAMA) e ao regulamento, a proposta retira do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) e da consulta e debate com a sociedade civil a formulação dessas normas.
8. A redução das APPs de reservatórios artificiais de 30 para 15 metros em áreas urbanas e de 100 para 30 metros em áreas rurais e a dispensa de RL nos reservatórios para produção de energia elétrica ou abastecimento público permitirá mais desmatamentos no entorno destes reservatórios, contribuindo para o seu assoreamento e a piora da qualidade e escassez de água para a população rural e urbana.
9. O cômputo das APPs no cálculo das reservas legais, independentemente do tamanho da propriedade, reduz a extensão de áreas que poderiam ser recuperadas. Associada à criação das áreas rurais consolidadas, praticamente inviabiliza qualquer recomposição de reserva legal, pois mais de 95% do desmatamento em todos os biomas aconteceu antes da data de 22 de julho de 2008.
10. Exclui vegetação situada em altitude superior a 1.800 metros do conceito de APP, sem haver análise técnica do impacto dessa medida, que retira a proteção de áreas importantes do ponto de vista da conservação da biodiversidade.
11. Ao criar a figura do licenciamento municipal de desmatamentos nos casos de licenciamento municipal de empreendimentos, torna o licenciamento mais vulnerável à corrupção e à pressão locais. A necessidade de autorização estadual do desmatamento é uma garantia contra abusos comumente realizados contra os remanescentes florestais.
12. Ao anistiar provisoriamente, por até cinco anos e meio, desmatamentos ilegais ocorridos em reserva legal até julho de 2008, e ao declarar moratória de desmatamento por cinco anos (exceto nos casos de solicitação de licença de desmatamento até a entrada em vigor da Lei), o
relatório permite que atividades ilegais em APPs, reservas legais e áreas de uso restrito continuem operando até que o poder público (estados e União) elabore, em até cinco anos contados da entrada em vigor da Lei, programas de regularização ambiental que regulamentem a forma como os produtores rurais se adequarão à legislação. Essa medida permite que mais de 40 milhões de hectares desmatados ilegalmente entre 1996 e 2008 somente no bioma Amazônia continuem sendo utilizados pelos infratores até que o poder público elabore seus programas de regularização ambiental. Até que haja a definitiva aprovação desta lei (que ainda deverá tramitar no Senado e receber sanção ou veto da Presidência), é possível que haja muita solicitação de desmatamento, o que anula completamente os efeitos desta moratória, que nasce completamente desacreditada pelo próprio produtor rural dado o conjunto de flexibilizações propostas exclusivamente para beneficiar aqueles que não cumprem a lei.

São Paulo, 19 de abril de 2011
Conselho Diretor
Associação Brasileira de Organizações não Governamentais (ABONG)