A sua ONG utiliza o benefício do Google AdGrants?


Olá pessoal!

Um grande prazer estar aqui com vocês mais uma vez podendo compartilhar informações para as soluções que pessoas e organizações buscam e necessitam para que seus projetos se tornem viáveis e de muito sucesso dentro das comunidades.

Hoje vamos falar sobre o GOOGLE ADGRANTS, importantíssimo para Organizações Sociais que desejam se comunicar com seu público com mais eficácia e eficiência, através de ferramentas preparadas para atrair novos apoiadores, colaboradores, parceiros, fornecedores e pessoas interessadas nos projetos.

Como vocês lerão no artigo, não basta estar habilitado para recebe-lo, mas fazê-lo de maneira adequada, seguindo as regras definidas para seu uso de forma correta e racional. Não se trata de um dinheiro que vai entrar na conta da Organização, mas o crédito de US$10.000,00/mês em uma conta no Google Adwords, importante canal de comunicação em todos os setores da economia, ampliando a força de divulgação e também atraindo novos apoiadores e parceiros para o crescimento dos projetos.

Compartilho logo a seguir um artigo do site https://blog.trackmob.com.br que fala deste benefício.

Como ganhar o Google AdGrants?

A organização deve estar ciente da importância que existe em estar com a organização inserida no meio digital e utilizando os impulsionamentos para fazer com que o site chegue a mais pessoas.

Ter um site impulsionado no maior buscador da internet é, com certeza, algo que pode ajudar bastante nos resultados da sua captação de recursos. O mais interessante é que a empresa disponibiliza um serviço voltado para organizações, possibilitando um brinde de US$ 10.000 para gastar com a mídia paga do buscador. Esse artigo é feito para que você aprenda como conquistar esse recurso e melhorar a sua estratégia de captação.

Por que é importante ter o Google AdGrants?

A publicidade atual está sumariamente inserida no meio digital, que é mais barato e tem o potencial de atingir mais pessoas, além da vantagem de segmentação de público. Ou seja, a mídia digital é extremamente funcional para que você consiga atingir o público correto, que sejam mais propícios a realizar a doação e se tornarem fãs da sua organização.

Há meios gratuitos de se realizar a publicação de conteúdos, porém geram resultados de longo prazo e com maior complexidade. Existem também os métodos pagos de se realizar esse trabalho, como comprando palavras dos buscadores para que o seu site apareça no exato momento em que uma pessoa pesquisa algo relacionado à sua causa.

Muitas vezes uma organização não tem condições de bancar essa estratégia de marketing, até porque as doações que recebem precisam ir para a realização dos projetos e manutenção da própria organização, sendo algumas coisas priorizadas. Porém, sem esse tipo de ação, a dificuldade em melhorar os resultados de captação apenas se intensificam.

O Google, pensando nisso, promove um programa que ajuda as OSCs com a compra de palavras, entregando US$ 10.000 mensais em uso no Google Adwords (plataforma de mídia paga da empresa) para as organizações aceitas, a fim de fazer com que elas possam estar inseridas nesse meio de forma inteligente e estratégica.

A empresa adota esse programa como uma forma de realizar doações à organizações de todo o mundo e promover a elas meios de melhorarem seus resultados de captação de recursos. O benefício ainda conta com uma versão pro, que é ativada quando a OSC usa de maneira correta os US$10.000. Essa versão aumenta a doação para US$40.000 mensais em uso na plataforma.

Isso possibilita a campanha de muitos projetos, principalmente se você utiliza uma página de doação, pois você consegue impulsionar ela exatamente com as palavras relacionadas à causa, ou seja, impactando pessoas que estão buscando como doar para o seu trabalho.

Como faço para receber o Google AdGrants?

Agora que você já sabe qual a importância de ter esse benefício e utilizar ele corretamente, é hora de saber como pode recebê-lo. Muitas organizações não vão atrás do AdGrants devido ao fato de não entenderem qual o funcionamento do processo de aceitação do da empresa para a liberação do benefício.

Para obter o AdGrants é muito simples, porém requer um pouco de paciência, pois as análises feitas no processo costumam demorar alguns dias antes das respostas definitivas. Primeiramente, você precisa procurar um parceiro do Google no Brasil e se cadastrar para o AdGrants. Esse parceiro irá gerar um código de validação para que você inicie o processo. Uma instituição que faz isso com velocidade e maestria é a Techsoup.

Com o cadastro realizado e o código em mãos, você precisa entrar no site do Google para Organizações Sem Fins Lucrativos e fazer o seu cadastro. Aqui você já vai conquistar diversos benefícios muito relevantes para a sua organização, como um e-mail próprio do Google (nome@suaOSC.com.br), a versão premium do YouTube, o Google One Today (ajuda a encontrar apoiadores para os seus projetos) e Google Earth Solidário (fornece mapeamento voltado à causa que você defende, ajudando a encontrar locais que precisam de ajuda e doadores), dentre outras ferramentas da empresa que podem ser muito úteis para as estratégias de captação.

Com o cadastro criado, agora você precisa criar o AdWords, que é a ferramenta do Google para compra de palavras. Recomendamos que você realize o cadastro no AdWords Express, que é uma versão mais simples e rápida da plataforma, onde o cadastro é feito quase automaticamente e você já pode fazer isso usando o seu e-mail do Google.

Vá ao site do Google AdGrants e siga o passo a passo solicitado para a inscrição. Após isso, aguarde a resposta do Google sobre a sua aprovação (geralmente, a empresa demora 48h para enviar a resposta). Se você conseguir, parabéns! Você receberá US$ 10.000 para gastar mensalmente dentro do AdWords. Leia o nosso artigo sobre Mídia Patrocinada para entender como trabalhar com o Google AdWords.

Criando estratégias

Agora que você já tem o AdGrants, possibilitando maneiras efetivas de impulsionar a sua organização, precisa criar estratégias para usar o benefício com sabedoria. Muitas pessoas acham que é fácil atingir os US$ 10.000 comprando palavras por acreditarem ser pouco dinheiro se comparado aos custos. Porém, se você pensa dessa forma, se engana.

Gastar os US$ 10.000 oferecidos pela empresa é relativamente difícil, pois as palavras não têm um preço muito alto e você precisa atingir um resultado grande dentro de um mês para conseguir gastar tudo. Isso significa que você não precisa se preocupar, pois esse é um grande orçamento dado pelo Google e se você conseguir utilizar todos os US$ 10.000 todo mês, pode até subir para a versão pro do programa, que concede US$ 40.000.

É interessante que você conheça o público que realiza doações para a sua organização, tendo uma base do perfil de pessoas e ideias do que elas pesquisariam para encontrar a sua OSC. Você pode fazer o que chamados de Donor Persona (temos um e-book especial falando sobre isso), que é basicamente um documento que reúne as informações mais importantes dos seus doadores para melhorar as suas estratégias.

Feito isso, selecione todas as palavras que você julga relevante e que tem a ver com a sua organização ou campanha que está realizando e que condizem com o que o seu público procura. Por exemplo, se você trabalha com a causa do meio ambiente, poderia escolher palavras como: desmatamento, reciclagem, doação, entre outros. Dessa forma, os doadores que pesquisarem termos relacionados à sua causa serão apresentados ao seu site ou página de doação impulsionados.

Caso você crie uma campanha de última hora relacionada a algum incidente inesperado, não hesite em comprar as palavras sobre o tema no AdGrants. É o momento em que as pessoas estão mais suscetíveis à doação e pesquisando sobre o assunto.

Selecione as suas melhores campanhas para impulsionar, e não utilize apenas um assunto. Pense que existem pessoas dispostas a ajudar a OSC para os diversos eventos e projetos que você promove, e quanto mais impulsionar esses trabalhos, mais possíveis doadores você irá atingir.

Considerações

A tecnologia está a cada dia mais inserida no cotidiano das pessoas. Grande parte da população está conectada na maior parte do seu dia em algum dispositivo, seja celular, computador, tablet ou outros aparelhos que acessam as mídias digitais. Elas gostam de compartilhar assuntos de seu interesse e buscar informações novas para o seu dia a dia.

Utilizar esse canal é uma das coisas mais importantes atualmente e isso é visto por diversas empresas ao redor do país e do mundo. Porém, o terceiro setor ainda não entrou em definitivo no meio online, o que é um erro grande. Não perca mais tempo para fazer isso, até porque empresas como o Google oferecem esse tipo de ajuda que permite uma melhoria nos resultados da sua captação. Veja o site oficial do Google AdGrants voltado a tirar as dúvidas de quem deseja participar do programa.

Sucesso a todos!


ALAVANCA SOCIAL E INSTITUTO SABEDORIA JUNTOS NA PREPARAÇÃO DE PESSOAS E ORGANIZAÇÕES

 

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Sancionado novo marco regulatório das ONGs


foto novo marcoregulatorio

Fonte: http://www.institutoidesa.org.br/

O projeto de lei que cria um novo marco regulatório para as organizações não governamentais (ONGs) foi sancionado hoje (31) pela presidenta Dilma Rousseff.A lei estabelece normas para as parcerias voluntárias da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios com as organizações e estabelece regras para evitar o favorecimento de grupos específicos e a escolha de entidades sem preparo técnico ou estrutura para o cumprimento dos projetos.

Pela proposta, as ONGs terão que participar de processo seletivo (chamada pública) inscrevendo seus projetos para serem selecionados, pondo fim a uma das principais polêmicas referentes às parcerias, a forma de seleção. Terão ainda que cumprir uma série de requisitos para fazer parcerias com os governos. Entre as exigências para firmar os contratos estão: existir há, no mínimo, três anos;ter experiência prévia na realização do objeto do convênio; e ter capacidade técnica e operacional para desenvolver as atividades propostas.

A presidenta Dilma Rousseff disse que a democracia se fortalece quando se abre para a participação social e destacou que a criação de regras claras vai permitir o reconhecimento por parte do Estado da relevância e importância dessas instituições. “A legislação cria um ambiente muito mais adequado para a atuação das organizações da sociedade civil e reconhece nelas parceiras fundamentais do Estado na implementação de políticas em favor dos nossos cidadãos”.

A presidenta destacou que as regras mais transparentes fortalecem o reconhecimento das organizações e irá evitar que os erros de poucos contaminem o trabalho de milhares.

“A aprovação dessa lei representa, sem dúvida, ganho para todos nós, garante alicerces muito mais fortes para a atuação conjunta e complementar do Estado e da sociedade civil para a superação das nossas carências e garantia de direitos a oportunidades”, completou Dilma.

O novo texto traz também a exigência da ficha limpa tanto para as organizações quanto para os seus dirigentes. Passa a ser lei nacional a determinação de que as organizações e os dirigentes que tenham praticados crimes e outros atos de violação aos princípios e diretrizes ficam impedidos de celebrar novas parcerias. A medida vinha sendo aplicada nas parcerias firmadas pelo Poder Executivo Federal desde 2011.

Além disso, a norma prevê regras mais rígidas no planejamento prévio dos órgãos públicos, no monitoramento e na avaliação, e um sistema de prestação de contas diferenciado por volume de recursos.

A diretora executiva da Associação Brasileira das Organizações Não Governamentais (Abong), Vera Masagão, disse que a sanção da lei abre as portas para a regulamentação das ações. “Este é apenas o ponto de partida de um trabalho árduo que é a regulamentação que não vai ser apenas no nível da União.Vai dar muito trabalho assessorar e criar as condições para que todos os municípios possam implementar essas ações”.

Segundo a representante da Abong, o marco ajudará na constituição de um Estado mais forte e com capacidade de implementar políticas públicas, “com diálogo permanente com a sociedade e suas organizações”.

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O texto é resultado de inúmeras rodadas de consultas e debates públicos coma participação de representantes das organizações da sociedade civil, de parlamentares e da Plataforma por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil, aliança que reúne organizações.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, citou o caráter suprapartidário das discussões no Congresso Nacional em torno do aprimoramento do projeto. Ele destacou a colaboração de diversos parlamentares como a do senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) e do Senador licenciado para concorrer ao governo do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), ambos da oposição.

A Casa Civil não informou se houve vetos da presidenta ao texto que será publicado na edição de amanhã (1°) do Diário Oficial da União.

Carta Aberta à Presidenta da República Dilma Rousseff


Fonte: http://www.gife.org.br/

 

Excelentíssima Senhora Presidenta,
As entidades que firmam esta carta compõem o Comitê Facilitador da Plataforma por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil, cuja agenda foi apresentada a Vossa Excelência em 2010, quanto ainda candidata, e à qual respondeu por meio de Carta às Organizações da Sociedade Civil. Nesse documento, em que reconheceu a legitimidade de nossas propostas, Vossa Excelência afirmou que o governo deveria pautar-se por “uma relação democrática, respeitosa e transparente com as organizações da sociedade civil, compreendendo seu papel fundamental na construção, gestão, execução e controle social das políticas públicas”. Declarou que “a Plataforma … nos propõe uma relação jurídica mais adequada entre o Estado e as OSCs, reconhecendo que, para cumprirem suas funções, as entidades devem ser fortalecidas sem que isso signifique reduzir a responsabilidade governamental, em um ambiente regulatório estável e sadio”.

Finalmente, comprometeu-se a “constituir um Grupo de Trabalho, composto por representações das OSCs e do governo … com o objetivo de elaborar, com a maior brevidade possível, no prazo máximo de um ano, uma proposta de legislação que atenda de forma ampla e responsável, as necessidades de aperfeiçoamento que se impõem, para seguirmos avançando em consonância com o projeto de desenvolvimento para o Brasil, o combate à desigualdade social e o interesse público.

Assim como a Excelentíssima Senhora, acompanhamos com preocupação as denúncias sobre irregularidades em convênios firmados entre ministérios e entidades sem fins lucrativos, principalmente porque a maneira como tais fatos vêm sendo tratados por setores de gestão pública e pela mídia comprometem a imagem pública de uma infinidade de organizações que prestam regularmente serviços públicos e fazem com que a opinião pública julgue sem critérios e se volte contra todas as organizações, entre elas as que têm prestado relevantes serviços à democracia deste país.

O Decreto Presidencial n. 7.568, de 16 de setembro de 2011, a nosso ver, acerta em procurar estabelecer critérios legítimos para balizar decisões quanto ao estabelecimento de convênios com organizações da sociedade civil. Saudamos também o fato de que o Decreto institui Grupo de Trabalho composto por representantes de governo e da sociedade civil, destinado a reformular a legislação aplicada às Organizações da Sociedade Civil, cumprindo compromisso de campanha da Senhora Presidenta. Com grandes expectativas, estamos cooperando com a Secretaria Geral da Presidência da República para a realização de seminário internacional nos próximos dias 9 a 11 de novembro, em Brasília, quando será instalado o GT em reunião inaugural.

Nesse contexto de união construtiva de esforços, nos surpreendeu o novo decreto, nº 7.592, suspendendo todos os repasses para organizações não governamentais, a fim de proceder em determinado tempo a sua avaliação e cancelamento daqueles considerados irregulares. Tememos que a maioria das organizações sem fins lucrativos sejam penalizadas injustamente. Se o governo entende que é necessário organizar uma força tarefa para avaliar a qualidade dos convênios em vigência, poderia fazê-lo sem que fosse necessária a suspensão de repasses, o que pode causar graves problemas àquelas entidades que estão cumprindo regularmente suas obrigações.

Segundo o Portal da Transparência de 2010, das 232,5 bilhões de transferências voluntárias do governo federal, 5,4 bilhões destinaram-se a entidades sem fins lucrativos de todos os tipos, incluídos partidos políticos, fundações de universidades e o Instituto Butantã, por exemplo. Foram 100 mil entidades beneficiadas, 96% delas por transferências de menos de 100 mil reais. Se juntarmos todas as denúncias contra ONGs publicadas na imprensa nos últimos 24 meses, as entidades citadas não passariam de 30, o que nos leva crer que além de desnecessária, a suspensão generalizada de repasses poderia constituir medida arbitrária e de legalidade questionável, que criminaliza a sociedade civil organizada.

Esperamos realizar nosso seminário e instituir nosso GT em um contexto de confiança na esfera pública ampliada e nas suas instituições. Esteja certa, Senhora Presidenta, do nosso incondicional apoio no combate à corrupção e na busca por instrumentos adequados para a concertação de esforços do Estado e sociedade civil pela construção de um Brasil mais justo e democrático.

Em 28 de outubro de 2011, assinam esta carta as seguintes entidades membros do Comitê Facilitador da Plataforma por um Novo Marco Regulatório para as Organizações da Sociedade Civil.

Respeitosamente,

Associação Brasileira de ONGs (ABONG)
Cáritas Brasileira
Conselho Latino-Americano de Igrejas  (CLAI) –Regional Brasil
Fundação Grupo Esquel Brasil
Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE)
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST)
União Nacional de Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária UNICAFES