Veja como fica uma casa construída por garrafas Pet


Olá pessoal!

Num mundo onde encontram-se muitos desafios a serem vencidos, principalmente para comunidades de baixa renda, surgem soluções maravilhosas, que permitem que pessoas possam viver dignamente e em comunidade. Hoje estamos compartilhando com vocês uma dessas soluções, que permitiu ao pedreiro Ed Mauro Aparecido Morbidelli construir sua casa através desta técnica.

Sabemos que trata-se de uma solução não muito recente, mas que vale a pena ser divulgada. Vejam a seguir a matéria do site http://ciclovivo.com.br/.

Pedreiro usa 11 mil garrafas PET para construir sua própria casa em MG

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Construir usando garrafas PET é um jeito muito eficiente de resolver dois problemas de uma só vez: colaborar para a preservação ambiental, ao mesmo tempo em que reduz os custos da obra. Essa conclusão foi confirmada pelo pedreiro Ed Mauro Aparecido Morbidelli, que aproveitou a técnica para erguer a sua própria casa.

Localizada em Extrema, cidade mineira próxima à divisa com São Paulo, a residência possui cem metros quadrados e tem as suas principais paredes fabricadas com uma base que mescla garrafas plásticas cheias de terra, terra e cimento. Em entrevista ao CicloVivo, Morbidelli explica que foram usadas 11 mil garrafas PET em todo o projeto.

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Esta técnica evitou que uma enorme quantidade de plástico fosse descartada e ajudou a substituir outros tipos de materiais tradicionais à construção civil. Esta foi a principal motivação para Morbidelli. “O que me inspirou foi a possibilidade de estar reaproveitando um material que traz tanto mal ao nosso meio ambiente se descartado em lugares inapropriados e que assim eu pudesse fazer algo diferente e poder mostrar que é possível reaproveitar mais nossos lixos”, comentou. Mesmo sendo uma construção não convencional, o resultado e a eficiência da residência são iguais aos de uma casa comum e em alguns pontos são ainda melhores.

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O pedreiro levou dois anos para ter a casa finalizada, com telhado e acabamento, também feito de forma sustentável em barro. Segundo ele, é preciso ter paciência. “Não se consegue levantar uma casa assim com o mesmo tempo de uma casa normal. Precisa ter paciência e persistência, mas o resto acaba sendo do mesmo jeito”, explicou.

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Segundo Morbidelli, uma das principais diferenças ao trabalhar com o plástico é a dificuldade maior no assentamento, mas as facilidades e benefícios também são importantes. Um dos objetivos do projeto era ter uma casa que armazenasse o calor interno durante o frio e mantivesse o ambiente fresco durante o calor e a proposta foi alcançada com sucesso. Além disso, a estrutura com garrafas facilita a instalação dos sistemas hidráulicos, por exemplo. Como não é necessário cortar paredes, basta encaixar a estrutura entre as garrafas e chumbar.

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“Optei por um alicerce de pedra onde eu conseguiria fazer na mesma largura da garrafa e que esse alicerce não deixaria subir a umidade da terra para as paredes”, explicou o pedreiro sobre a estrutura. A técnica sustentável não foi usada somente nas paredes. Ao invés de usar os materiais tradicionais para o acabamento, o construtor usou barro e o arrimo foi feito com pneus reaproveitados. O resultado é uma casa altamente eficiente e com custos muito baixos.

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Um grupo de estudantes paulista também usou técnica semelhante para construir a Casa PET. Clique aqui e veja os detalhes desse projeto.

Por Thaís Teisen – Redação CicloVivo

Um teto para meu País (UTPMP) revela o Brasil da extrema pobreza


Olá!

Compartilho sempre as idéias, pensamentos e ações concretas que transformem positivamente o meio em que vivemos!

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Fonte desta informação: Thaís Yamashita

Hoje 16,2 milhões de brasileiros moram em situação de pobreza extrema, ganhando menos de R$ 70 por pessoa ao mês. Esse número corresponde a toda a população do Chile e é dobrado se considerarmos todas as pessoas que vivem em situação de pobreza. A realidade com a qual convivemos é uma vergonha e parece que poucas pessoas se importam. Só para exemplificar, cito duas situações:

As violações aos direitos humanos no Rio por conta dos projetos da Copa e dos Jogos Olímpicos, que provocaram remoções de comunidades completas, compensações baixas e unilaterais, demolição de centenas de moradias sem uma solução concreta. Tais condutas -disfarçadas de políticas públicas- são simplesmente intoleráveis. O governo federal e estadual tem que garantir transparência nos direitos e respeito irrestrito à lei e ao devido processo.

Outro caso evidente que muitos não querem mais ver -talvez porque o período de chuvas já terminou- são as famílias que moram em zonas de risco, simplesmente porque não têm outra possibilidade. Atualmente, são mais de 173 mil famílias vivendo em zonas de alto risco no Estado de São Paulo, segundo pesquisa da Fundação Seade, encomendada pela Secretaria de Habitação – o equivalente a dois vezes o estádio Morumbi lotado.

Os dois exemplos representam milhões de famílias morando em uma emergência constante no Brasil; vivendo em uma condição de vulnerabilidade extrema.

Um Teto para meu País (UTPMP) apóia com força a proposta do governo de implementar uma política pública destinada a combater a extrema pobreza, mas com a mesma força exigimos que a implantação dessa política seja feita de uma forma que permita o desenvolvimento de ferramentas para os beneficiários, para que sejam eles os protagonistas de seu próprio desenvolvimento e não só receptores de um programa unilateral do Estado.

As famílias mais vulneráveis do Brasil não precisam nem desejam presentes, mas sim oportunidades e principalmente que se respeitem efetivamente seus direitos sociais garantidos na Constituição e nas leis. A vergonhosa situação de pobreza extrema que vive hoje o Brasil não é só problema do Estado e das famílias, é um problema multidimensional e são muitos os atores e responsáveis. Como sociedade, deixamos para trás uma parte de nós que fica isolada dos direitos e obrigações que cabem a todo cidadão. Sem acesso aos serviços públicos básicos nem a oportunidades de desenvolvimento, esse contingente que vive na pobreza não tem força para superar sua condição sem o apoio de outros setores.

A sociedade civil agrupada e organizada é um ator fundamental especialmente na denúncia da realidade e na proposta de soluções. Outro ator fundamental para terminar com a pobreza no Brasil são as empresas, sem elas não há solução possível. Responsabilidade Social Empresarial (RSE) não é um departamento dentro de uma corporação destinado a fazer doações ou capitalizar ações de caráter social. RSE é uma maneira de realizar ações, de forma permanente, estável e concreta, com o objetivo de gerar um efeito positivo na sociedade.

UTPMP vai continuar trabalhando para mostrar a realidade de pobreza em que vivem milhões de brasileiros e latino americanos, nos 19 países em que atuamos, e com a mesma convicção e perseverança manteremos nosso trabalho e nossa proposta como a principal forma de denúncia.

É por isso que nesta sexta, dia 10, e neste sábado, dia 11 de junho, tomaremos as ruas de São Paulo com milhares de voluntários para arrecadar fundos para dar continuidade ao nosso trabalho e denunciar esta realidade a toda sociedade brasileira. Participe você também da Grande Coleta 2011, inscrevendo-se aqui.

NÓS SOMOS O TETO!Ricardo Montero
Diretor Social
Um Teto para meu País – Brasil