Hoje é o dia internacional do Voluntariado


voluntário em grupo

Existem muitas situações acontecendo pelo mundo e todas elas, importantes para alguém ou alguma coisa.

As pessoas, num processo natural de construção e segurança, convivem em comunidade, pois isso permite a integração, o desenvolvimento pessoal e coletivo, o progresso natural quando o ser humano coloca em prática suas habilidades e conhecimentos em benefício do todo.

Poderíamos ficar falando sobre esta condição de viver em sociedades por muito tempo, mas hoje quero destacar uma das mais importantes atitudes que um pessoa pode empreender em favor de causas e do crescimento. Estou falando do VOLUNTÁRIO. Você sabe o que é? Muitas pessoas ainda imaginam o voluntariado como um emprego normal do mercado de trabalho e por desconhecimento, tratam esta atividade como uma coisa corriqueira, sem valor ou porque é realizado sem remuneração. Muito pelo contrário, trata-se de uma nobre atitude humana, onde, o uso das aptidões e capacidades são colocadas em prática em benefício do coletivo.

Atuo como voluntário (talvez nem tanto como desejaria) desde a década de 80 e posso dizer que, pelas experiências que vivi, todas foram fantásticas, inovadoras e que engrandeceram a minha capacidade e disposição para o trabalho. Hoje atuo como voluntário de forma virtual nos dias de semana e de forma presencial nos finais de semana, e, em todas elas, o senso de responsabilidade deve estar presente, pois, com certeza, existirão pessoas e organizações dependendo do meu trabalho naquele momentos e quando assumimos um compromisso, temos de oferecer o máximo de nós para que tudo corra conforme desejado e planejado.

O voluntariado permite o crescimento pessoal, espiritual, profissional e intelectual. Permite a formação e preparação para novos tempos. Contribui para o crescimento e o progresso das comunidades. Permite a cura interior daquele que procura respostas. Proporciona alegria àquele que doa seu tempo e habilidades em prol do outro. É transformação pura do ser e colabora com a sociedade desejosa de mudanças que atendam suas necessidades naturais de quem vive em comunidade.

Somente como ilustração, no Oriente, Europa e América do Norte, o voluntariado é visto como uma das mais importantes atitudes na construção de uma sociedade mais feliz e justa, e propicia a chegada de recursos e riquezas onde estão inseridos. No Canadá, 1,8% do PIB nacional advém do Voluntariado, com receitas e valores girando a casa de milhões de dólares anuais. No Brasil o voluntariado ainda está engatinhando, mas caminha para, num futuro breve, se tornar uma das referências mundiais, pois o brasileiro possui um forte apelo à solidariedade e ajuda ao próximo, principais características do voluntário.

O Voluntário não recebe valores materiais pelo seu trabalho, mas recebe algo de valor inestimável…a estima e o reconhecimento pelas suas realizações e principalmente pelo bem estar pessoal experimentado pela sua nobre atitude.

Considero o voluntariado o prólogo de uma sociedade futura que virá, onde o bem estar do outro, é mais importante que o individual.

Hoje comemora-se o DIA INTERNACIONAL DO VOLUNTÁRIO, e é justo dizer que…”São heróis anônimos promovendo a transformação em tudo aquilo que tocam”. Trata-se de uma das mais belas obras do ser humano e exercício puro da  cidadania.

Que as pessoas tenham essa consciência e que as Instituições dos 3 setores da economia se preparem para a chegada deles para que o crescimento seja natural e para que as comunidades estejam cada vez melhores.

VOLUNTÁRIO…PARABÉNS PELO SEU DIA!!!

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Rodrigo Alvarez vê como promissora a carreira de captador de recursos


Fonte: http://www.idis.org.br/

O coordenador da pesquisa sobre a atividade, realizada no Festival Latino-Americano de Captação de Recursos – FLAC 2011, uma parceria do IDIS com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), acredita que a abordagem estratégica do tema pelas organizações impulsionará o desenvolvimento da função.

Em entrevista ao portal IDIS, Rodrigo Alvarez, coordenador do convênio The Resource Alliance e responsável pelo programa de mobilização recursos do IDIS, explica que objetivo da pesquisa “FLAC 2011 – O captador de recursos: quem é você?” foi conhecer melhor os profissionais que atuam na captação de recursos. Segundo ele, o captador de recursos do futuro deve ser um profissional com capacidades técnicas apuradas de comunicação, marketing, negociação, planejamento e finanças. O estudo, coordenado pelo professor Mário Aquino, da FGV, foi desenvolvido por Alvarez e pelo professor Fernando Nogueira, também da Fundação Getúlio Vargas.

Qual é o objetivo da parceria com a Fundação Getúlio Vargas?

Queremos gerar conhecimento sobre investimento social privado,  filantropia e mobilização de recursos com foco no Brasil, pois sempre utilizamos os parâmetros internacionais – principalmente americanos. Essa parceria se concretizará através da publicação de estudos de caso, papers, pesquisas e, no futuro, na criação de disciplinas de graduação e pós-graduação na grade de cursos ofertados pela Getúlio Vargas. A ideia da pesquisa de mapeamento sobre o profissional de captação de recursos surgiu como forma de direcionar melhor nossa participação no FLAC. Nas duas primeiras edições, coordenamos o Festival. A partir deste ano, com o Festival engrenado, assumimos um papel mais alinhado com nossa missão no setor, que é gerar conhecimento.

Quase a metade dos entrevistados na pesquisa atuam como captadores de recursos. A área está em expansão?
Sim. Com o crescimento econômico brasileiro, a filantropia privada também está avançando. Até hoje, predominou no País a participação governamental, da cooperação internacional, ou privada, assistencialista na composição de receitas das organizações sem fins lucrativos brasileiras. Nossa percepção é que irá crescer a participação quantitativa e qualitativa de indivíduos e empresas como apoiadores e promotores de causas, o que vai requerer, do lado das organizações da sociedade civil, um perfil de um profissional com capacidades técnicas apuradas de comunicação, marketing, negociação, planejamento e finanças.

O estudo também mostra que muitos captadores acumulam a atividade com outras funções. Não seria melhor que se dedicassem exclusivamente à captação?

pesquisa mostra que o mercado ainda é uma Babel, com diversos tipos de perfis profissionais atuando nessa área. Há organizações em que o captador é o próprio idealizador/gestor da organização, enquanto outras têm captadores terceirizados e em outras os profissionais dividem seu tempo entre funções administrativas e a de captador. Mas também já temos organizações em que o profissional consegue se dedicar exclusivamente à função. A forma de evitar o acúmulo de atividades é criar uma área específica de captação de recursos.

Qual é o caminho da profissionalização do captador?
Em primeiro lugar, ele deve procurar formação específica no tema – no Brasil, ou em outros países. Também é importante que a organização em que trabalha considere essa atividade estratégica e esteja disposta a investir na criação de uma área de captação de recursos, desde que tenha condições para isso.

Como você vislumbra o futuro dessa atividade?

Deve estar mais estruturada, gerando interesse para que estudantes a considerem um possível caminho profissional. Também deve estar mais segmentada: haverá captadores de recursos especializados em pequenos doadores individuais, com especialidade em ferramentas de marketing tradicional e digital; outros captadores serão especializados em grandes doadores, com trânsito e credibilidade para apoiar indivíduos de alto poder aquisitivo a realizarem seu investimento social; e, finalmente, outros que serão especializados no desenvolvimento de parcerias com empresas. Pesquisas internacionais revelam que a função deve se integrar cada vez mais com a área de comunicação, gerando um profissional que é muito mais um mobilizador da causa do que propriamente uma pessoa que busca dinheiro para a manutenção de uma entidade.