ONU Brasil lança campanha pelo fim da violência contra a juventude negra


Bom dia pessoal!

Sempre é muito bom observar movimentos na sociedade e Instituições no sentido de reduzir a desigualdade, discriminação, preconceitos, etc. A ONU Brasil lançou uma campanha contra a violência direcionada à juventude negra e traça parâmetros importantes para a transformação de fatos tristes que ainda acontecem em determinadas camadas da sociedade.

Compartilho com vocês hoje um artigo da ONU Brasil que trata deste assunto:

A Organização das Nações Unidas no Brasil lança, no próximo dia 7 de novembro, a campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra jovens negros.

A iniciativa, ligada à Década Internacional de Afrodescendentes, envolve os 26 organismos da equipe de país da ONU. O objetivo é sensibilizar sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais a respeito da importância de políticas de prevenção e enfrentamento da discriminação racial.

A Organização das Nações Unidas no Brasil lançou em 7 de novembro, a campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra jovens negros.

A iniciativa, ligada à Década Internacional de Afrodescendentes, envolve os 26 organismos da equipe de país da ONU. O objetivo é sensibilizar sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais a respeito da importância de políticas de prevenção e enfrentamento da discriminação racial.

Para a ONU, o racismo é uma das principais causas históricas da situação de violência e letalidade a que a população negra está submetida. Atualmente, um homem negro tem até 12 vezes mais chance de ser vítima de homicídio no Brasil que um não negro, segundo o Mapa da Violência.

O lançamento, com divulgação de vídeos e materiais de campanha, teve início às 15h30, na Casa da ONU, em Brasília (DF), e contou com a presença do coordenador residente das Nações Unidas, Niky Fabiancic; de representantes do governo e da sociedade civil que atuam no tema; e do ator Érico Brás — apoiador da campanha “Vidas Negras” e participante dos vídeos e peças.

No Brasil, sete em cada dez pessoas assassinadas são negras. Na faixa etária de 15 a 29 anos, são cinco vidas perdidas para a violência a cada duas horas. De 2005 a 2015, enquanto a taxa de homicídios por 100 mil habitantes teve queda de 12% entre os não negros, para os negros houve aumento de 18%.

“O Brasil é um dos 193 países comprometidos com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Um dos principais compromissos dessa nova agenda é não deixar ninguém para trás em relação às metas de desenvolvimento sustentável, incluindo jovens negros. Com a campanha Vidas Negras, a ONU convida brasileiras e brasileiros a se engajarem e promoverem ações que garantam o futuro de jovens negros”, comenta o coordenador residente da ONU, Niky Fabiancic.

Segundo pesquisa realizada pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e pelo Senado Federal, 56% da população brasileira concorda com a afirmação de que “a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte de um jovem branco”. O dado revela o grau de indiferença com que os brasileiros têm encarado um problema que deveria ser de todos.

A campanha quer chamar atenção para o fato de que cada perda é um prejuízo para o conjunto da sociedade. Além disso, deseja alertar sobre como o racismo tem restringido a cidadania de pessoas negras de diferentes formas.

Peças e números

Segundo dados recentemente divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), de cada 1 mil adolescentes brasileiros, quatro vão ser assassinados antes de completar 19 anos. Se nada for feito, serão 43 mil brasileiros entre os 12 e os 18 anos mortos de 2015 a 2021, três vezes mais negros do que brancos.

Entre os jovens, de 15 a 29, nos próximos 23 minutos, uma vida negra será perdida e um futuro cancelado, segundo o Mapa da Violência. A campanha defende que esta morte precisa ser evitada e, para isso, é necessário que Estado e sociedade se comprometam com o fim do racismo — elemento-chave na definição do perfil das vítimas da violência.

As peças da campanha abordam diferentes facetas da questão, que vão da discriminação como obstáculo à cidadania plena; passam pelo tratamento desigual de pessoas negras em espaços públicos; e pelo vazio deixado pelos jovens assassinados nas famílias e comunidades; chegando até o problema da filtragem racial (escolha de suspeitos pela polícia, com base exclusivamente na cor da pele).

Participam dos vídeos e demais materiais, além de Érico Brás, Taís Araújo, Kenia Maria, Elisa Lucinda e o Dream Team do Passinho.

A campanha, principal ação do Sistema ONU Brasil no mês da Consciência Negra, não para por aí. Ela seguirá estimulando o debate sobre a necessidade urgente de medidas voltadas para superação do racismo nos diferentes segmentos da sociedade.

Para atendimento à imprensa, por favor, entre em contato com:
Thiago Ansel – Consultor de Comunicação da Campanha Vidas Negras
ansel@unfpa.org | (61) 3038-9253 | (21) 99545-5647


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Guia de ONGs para Pessoas com Deficiência


Olá pessoal, bom dia!

Quero compartilhar com vocês hoje um guia importante que lista Organizações da cidade de São Paulo, cujo público alvo são pessoas com deficiência.

Ver a seguir as informações para conhecerem alguns detalhes sobre este guia e também o link para baixa-lo:

Das 90 organizações não-governamentais que atuam em prol de pessoas com deficiência na cidade de São Paulo, 50 estão sediadas na Zona Sul. A informação consta no Guia de ONGs para Pessoas com Deficiência – Cidade de São Paulo, organizado pelo Instituto Mara Gabrilli (IMG), como parte de seu esforço em disponibilizar informações sobre os principais serviços existentes para pessoas com deficiência e suas famílias.

Com lançamento no Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência (21 de Setembro), o Guia lista organizações presentes em São Paulo indicando sua área de atuação, público-alvo e contatos, como endereço, telefone e e-mail. Além das atuantes na Zona Sul, o Guia traz 14 organizações na Zona Oeste, 11 na Zona Leste, 10 na Zona Norte e 5 no Centro. Algumas, como a AACD (Associação de Assistência à Criança Deficiente) e a APMDFESP (Associação dos Policiais Militares Portadores de Deficiência), estão presentes em mais de uma região da cidade.

A necessidade de criar o Guia de ONGs para Pessoas com Deficiência – Cidade de São Paulo veio do mutirões de atendimento do Projeto Cadê Você?, que localiza e identifica pessoas com deficiência, residentes nas comunidades mais carentes do município. Criado em 2010, o projeto do IMG já atendeu 799 pessoas com deficiência, e sua famílias, criando uma rede de proteção e levando informações sobre os principais serviços existentes no setor.

Região da Cidade de São Paulo                   ONGs para pessoas com deficiência

Centro                                                                                                              5

Zona Sul                                                                                                         50

Zona Oeste                                                                                                     14

Zona Leste                                                                                                      11

Norte                                                                                                               10

Para facilitar o acesso e atualização, o Guia também está disponível na internet e permite que novas organizações façam seu cadastro on-line. A iniciativa do IMG conta com patrocínio do McDonald‘s, Bombril e Sabesp. Acesse: www.ongseservicos.org.br.

Para baixar o Guia gratuitamente, clique aqui.

Fonte: Instituto Mara Gabrilli

 


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Austrália abre supermercado gratuito apenas com produtos que seriam descartados


Olá pessoal,

Compartilhando com  vocês uma notícia publicada no site ciclovivo.com.br e que foi também compartilhada por Franciscas Moraes no Twitter (@fmoraes1963).

Ideia fantástica, que, se adotada em todos os países do mundo, reduziria significativamente a fome que teima em estar presente em toda parte, apesar de produções fantásticas de alimentos em diversos países, como o Brasil, que é líder na produção de alimentos, com uma agropecuária forte, mas com um desperdício e modelo de distribuição muito aquém do que poderia estar presente para as populações carentes. Como diz o velho ditado: “Em casa de ferreiro o espeto é de pau”.

Independente destas questões, é muito legal ver na Austrália e alguns países encontrando soluções para evitar o desperdício e principalmente suprir as necessidades de pessoas menos favorecidas. Não tenho conhecimentos de que no Brasil exista um projeto como esse, mas se não tem, já passou da hora de iniciar um modelo semelhante em todos cantos do país. E nestas horas fico fazendo um paralelo entre o momento atual do Brasil, com uma crise enorme nas áreas político/institucional, com bilhões sendo desviados para interesse de poucos, que poderiam ser utilizados para projetos como esse e outros também importantes que não acontecem por pura falta de recursos. Oxalá tudo se encaminhe para isso no mais breve tempo. Leiam a seguir a matéria. Boa leitura e reflexões:

Austrália abre supermercado gratuito apenas com produtos que seriam descartados

O mercado é baseado no modelo “Pegue o que precisa, dê o que puder.”
Tudo é gratuito para aqueles que não podem pagar por isso, ou é possível doar a quantia que a pessoa desejar. Foto: Divulgação/OzHarvest

Seguindo uma tendência de outros países do mundo, a Austrália ganhou se primeiro supermercado com produtos rejeitados por supermercados, restaurantes e pelos próprios clientes. Criado pela OzHarvest, ONG de combate ao desperdício de alimento, no novo mercado as cenouras antigas e alimentos enlatados com data de validade por vencer, ou recém-vencidos, são tratados com respeito e dignidade. Tomates maduros, que seriam jogados no lixo, são empilhados com orgulho.

A mercearia teste, localizada em Sidney, vai além dos rótulos de venda e uso para lidar com o desperdício de alimentos e seu impacto no meio ambiente e para combater a fome. Tudo é gratuito para aqueles que não podem pagar por isso. Ou é possível doar a quantia que a pessoa desejar.

A loja armazena uma gama de produtos, incluindo frutas e legumes frescos, pães, conservas, refeições congeladas, bebidas, e produtos de higiene pessoal e de limpeza. As prateleiras serão semanalmente modificadas, dependendo do que for recuperado. Os clientes são incentivados a doar qualquer coisa que eles não queiram mais.

O desperdício de alimentos na Austrália custa cerca de US $ 20 bilhões por ano. Os consumidores australianos desperdiçam vinte por cento dos alimentos comprados e jogam fora uma em cada cinco cestas de compras de alimentos todos os anos. Quatro milhões de toneladas de alimentos acabam em aterros sanitários, onde se decompõem e acabam emitindo metano, um potente gás de efeito estufa.

O empresária australiana atrás do OzHarvest, Ronni Kahn, acredita que este supermercado é um passo na direção certa. “Toda vez que salvamos comida boa, ajudamos o planeta. Cada vez que usamos esse alimento para a alimentação de pessoas famintas, lidamos com questões sociais”, diz Kahn em entrevista à revista Broadsheet.

Ronni Kahn, a idealizadora do projeto | Foto: Divulgação/OzHarvest

O OzHarvest trabalha com mais de 2.500 doadores de alimentos. “Nós resgatamos alimentos que não podem ser vendidos por supermercados e varejistas de alimentos pelo seu prazo de validade, mas que ainda estão perfeitamente bons para o consumo”, diz Kahn. “Se algo expirou, isso não é motivo para jogá-lo fora.” “Só resgatamos comida que seja absolutamente comestível. Estamos mostrando aos nossos consumidores como é loucura que este produto tenha sido rejeitado”, diz ela. “Todos os nossos motoristas são treinados no manuseio, eles não aceitam nenhum produto que eles mesmo não comeriam.”

A maioria dos produtos são produtos considerados com “defeitos” como enlatados amassados ou frutas e legumes com alguns “hematomas”, que acabam indo parar no lixo. “Tudo o que fazemos não é sobre lucro, é sobre propósito”, diz Kahn.

“As pessoas vão entrar e dizer: ‘Uau, isso é exatamente o que eu iria comprar em qualquer lugar, e agora eu posso apenas levá-lo, usá-lo, ou dar para alguém”.

Khan diz que a OzHarvest planeja abrir outros estabelecimentos, tanto em Sidney como em todo o país. “Acreditamos totalmente que isso será um catalisador para outros desenvolvedores imobiliários. Temos a capacidade de levá-lo ao redor do país, se todas as forças se unirem. Este é um modelo duplicável.”

 

Saiba mais sobre o projeto na página deles no Facebook

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Duas novas vagas de trabalho na APAESP


Olá pessoal,

Compartilhando com vocês mais oportunidades!

A APAESP abriu duas novas vagas de trabalho. Ver a seguir os detalhes:

Psicóloga

Atender crianças com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, deficiência intelectual, síndrome genéticas e Rn de risco no Serviço de Estimulação e Habilitação.

Possuir conhecimentos em atendimento terapêutico, deficiência intelectual; trabalhos com grupos; reabilitação infantil e atendimento multidisciplinar.

Modalidade: Temporária para cobertura de licença maternidade.

Horário: De segunda a quinta 12h às 17h e sexta 12h às 16h.

Residir em Parelheiros ou região.

Benefícios: Assistência Médica; Assistência Odontológica; Cesta Básica; Seguro de Vida; Vale-Transporte.

 

Assistente Social

Acolher, atender e orientar as famílias das crianças com deficiência intelectual no Serviço de Estimulação e Habilitação, efetuando as orientações e encaminhamentos necessários, garantindo o atendimento adequado.

Possuir conhecimentos em Deficiência Intelectual, reabilitação Infantil, políticas vigentes, trabalho em Organização Social e Word Básico.

Modalidade: Temporária para cobertura de licença maternidade.

Horário: 1 semana das 08h ás 14h e outra semana das 11h ás 17h.

Residir próximo a Zona Norte ou região.

Benefícios: Assistência Médica; Assistência Odontológica; Cesta Básica; Seguro de Vida; Vale-Transporte.

 

Atenciosamente,

Jennifer Teles

Recursos Humanos

APAE DE SÃO PAULO

jennifer.teles@apaesp.org.br | http://www.apaesp.org.br

Fone: (11) 5080-7132


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Cartilha da violência contra a mulher


Olá pessoal, tudo bem?

Hoje quero compartilhar com vocês um artigo publicado originalmente no site Carta Capital e trata de um assunto triste e de poucos resultados quando é tratado pelas vias normais que conhecemos hoje em dia.

A obtenção de resultados está diretamente relacionada com uma série de fatores, como idealização, vontade política, mudança de mentalidade de culturas machistas e tantas condições que necessitam de mudanças radicais na implementação de atitudes que reverta esta condição. Para ilustrar melhor, leia o artigo a seguir, além de terem a possibilidade de baixar a Cartilha da Violência contra a Mulher.

Boa leitura e reflexões a todos!

Cartilha da violência contra a mulher

O femicídio emerge de uma base social em que diversas formas de abuso da integridade da mulher são naturalizadas no cotidiano

Por Rosana Pinheiro-Machado —

Quando se fala em violência contra a mulher, a primeira coisa que pode vir à mente é a agressão física*. Isso ocorre por razões óbvias: ela deixa marcas visíveis, dói na pele e na alma, humilha e mata. No entanto, neste 8 de Março, gostaria de chamar atenção para o fato de que o femicídio emerge de uma base social mais profunda, em que diversas formas de abuso da integridade da mulher são naturalizadas no cotidiano.

Os dados de violência contra a mulher no Brasil são alarmantes. Somos o quinto país em violência contra a mulher. A cada cinco minutos, uma mulher é agredida – isso contando apenas os casos que foram denunciados, já que muitas mulheres se escondem de vergonha, dor e medo do agressor (que em 70% dos casos é o próprio parceiro).

São cinco mil mulheres mortas por ano, treze por dia. A violência contra a mulher não pode ser tratada como uma questão exclusivamente de gênero, já que ela está diretamente relacionada com a violência estrutural, com a desigualdade social, regional e racial. As maiores das vítimas desse femicídio são justamente as mulheres mais pobres, negras e do Norte e Nordeste do país.

A agressão física e o femicídio não nascem do vácuo, mas possuem raízes em representações sobre a mulher enraizadas em nossa cultura. Eles são apenas o estopim de uma sociedade marcada pela presença de diversas formas de violência contra a mulher que são menos visíveis e, portanto, nem sempre tratadas como violência.

Violência é toda forma de violação da dignidade que causa dor física ou emocional. Muito se fala em agressão doméstica, mas é assustador o silêncio e a ignorância que existem em torno do assunto de relacionamento abusivo, por exemplo. Ciúmes não é amor. Controle não é amor.

Levantar a voz e jogar um objeto na parede não são atos inofensivos para extravasar a raiva, mas um alerta vermelho. Fuja. Humilhação da mulher na frente dos outros? Fuja.

A dominação psicológica é considerada em muitos países como uma violência tão grave como a física, pois ela destrói a autoestima, anula a personalidade e tudo é vivido por meio de um processo invisível e solitário.

Uma propaganda de cerveja, que estampa diariamente a bunda da mulher, agride e assalta a personalidade de muitas mulheres. Cantadas também agridem. Temos o direito de caminhar na rua com a roupa que quisermos sem sermos molestadas. É lamentável ainda ouvir que uma mulher deveria ficar feliz por ser assediada nas ruas e por levar cantada.

No ambiente de trabalho, funcionárias têm que não apenas ouvir “galanteios” de seus chefes e ficar quietas, mas também agradecer o “elogio”. O mesmo acontece com alunas em relação aos seus professores.

Existem muitas pessoas que defendem as cantadas – seja do ambiente do trabalho, acadêmico ou mesmo o fiu-fiu da rua – como forma de praticarmos nossa brasilidade, ou seja, de exercermos a sexualidade em comparação a tantos países onde as pessoas são reprimidas.

Eu tenderia a concordar se as cantadas fossem multidirecionais e se o resultado dessa prática unilateral não culminasse em um sistema social que acaba em espancamento, estupro e mutilação de mulheres.

Também ainda existem pessoas que, quando ouvem falar de estupro, pensam naquele cara que pega uma mulher de roupa curta e justa numa praça escura. Embora isso seja um cenário possível, o estupro é muito mais ordinário do que se imagina e é praticado por vizinhos, parentes, colegas e parceiros.

Existem muitas mulheres que sequer têm noção que já passaram por situações de estupro. Situações em que não consentiram enquanto estavam embriagadas, por exemplo.

Também existe a violência que a mulher se submete por medo, vergonha ou culpa. Lá no íntimo a mulher sabe que tinha algo errado naquele sexo que ela não queria fazer, mas se sentiu culpada (de não ser a mulher maravilha na cama) de pedir para parar no meio do ato – mesmo que fosse para o namorado.

Muitas mulheres não sentem prazer e muitas sentem dor durante o sexo. Parceiros abusivos, de um lado; falta de informação, vergonha e sentimento arcaico de obrigação sexual, de outro, fazem com que mulheres se coloquem nessa situação degradante.

Quando se fala de estupro é preciso discutir consentimento. Mas as coisas não são tão simples assim. Também é preciso discutir o que é consentimento para meninas muito jovens que foram educadas em uma sociedade autoritária de valores masculinos.

Nós só podemos falar de consentimento, portanto, quando estamos falando de mulheres adultas que já possuem consciência não apenas de seu corpo, seus pontos de dor e prazer, mas também das relações de poder que estruturam o nosso cotidiano. Mas infelizmente estamos muito longe disso, já que o sexismo não é discutido obrigatoriamente nas escolas.

É risível, portanto, falar em consentimento quando nos referimos a uma aluna jovem que manteve relações sexuais com um professor, ou funcionária com seu chefe, por exemplo. É muito como a coação direta ou indireta no mundo acadêmico ou empresarial.

Afinal, o poder é a coisa mais fascinante e desastrosa que o ser humano inventou. Como sabemos, tanto o ambiente acadêmico como empresarial estão repletos de homens que usam o poder e o conhecimento como uma arma de caça e coação.

Nós, mulheres, precisamos falar de violência de forma plural porque a cantada na rua e a bunda da propaganda de cerveja são apenas a base de um sistema cultural que poderá culminar em morte.

Ninguém fará nada por nós mesmos em um sistema de poder que é predominante dominado por homens. É preciso ter mais mulheres no poder, mulheres feministas. Da mesma forma, é preciso empoderar mulheres para que respondam a cantadas sem medo, que boicotem produtos que objetificam seus corpos, que denunciem seus chefes e professores e, finalmente, que fujam de relações abusivas.

É preciso ensinar sexismo – e seu antídoto, a igualdade de gênero – nas escolas para que as meninas, já desde cedo, saibam se defender em uma sociedade de predadores. É preciso rever nossos ensinamentos para nossos alunos e alunas, sobrinhos e sobrinhas, filhos e filhas.

Infelizmente, a normalidade de ensino doméstico de gênero ainda é dizer para os meninos que eles devem ser gentis, ao estilo “abrir a porta do carro para as mulheres”. Gentileza é a base de tudo, mas dispensamos aquela gentileza que trata a mulher como uma flor frágil. Queremos a gentileza do respeito e da escuta.

Para as meninas, ensina-se a se vestirem decentemente e a se comportar “com modos”. Como agir com modos é uma coisa intangível, porque isso simplesmente não existe, temos uma sociedade em que meninas nunca se comportam e, de forma culturalmente legitimada, pagam um preço alto por isso: com sua pele, sua dor, sua carne, seu útero e sua vida.

Oito de Março é o dia nacional de luta contra a violência contra a mulher. (Carta Capital/ #Envolverde)

*Este texto é parte da cartilha do PSOL “A Luta das Mulheres Muda o Mundo”, lançada em Março/2017. 

 


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Você conhece o Projeto Banho de Gato?


Olá pessoal,

Passando hoje para compartilhar com vocês este belo projeto.

Tenho o hábito de dizer que todos os projetos sociais são bons para pessoas e comunidades e mexem comigo, alguns atuam com muita dedicação e amor, se posicionando de forma muito especial, principalmente aqueles que ajudam pessoas em condições de vulnerabilidade, seja ela qual for.

Hoje quero lhes apresentar o Projeto Banho de Gato, que atua na ajuda e recuperação da dignidade de Moradores de Rua. Veja a seguir um pequeno resumo sobre ele:

O Banho de Gato é um projeto que visa o desenvolvimento social focado nos moradores quem vivem em situação de rua que vivem em situações desumanas, ficando semanas sem tomar um banho. A proposta do projeto é arrecadar kits de higiene compostos por (shampoo, condicionador, sabonete, creme dental produtos de higiene pessoal em geral) já inclusos no valor da estadia de hotel, hostel, pousada, avião… Os kits são remontados sempre contendo os produtos de higiene, mas 2 preservativos e quando são direcionados para mulheres e travestis incluem produtos como absorventes, cremes, perfumes… Os kits são distribuídos para os moradores de rua que moram na região do centro de São Paulo, próximos a Cracolândia.

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Um breve resumo

O projeto Banho de Gato surgiu no ano de 2016 quando ainda com uma proposta pequena,  sendo até então recolher kit de higiene com amigos mais próximos e distribuir pelo centro de São-Paulo, proposta que surgiu pela grande quantidade de moradores que vivem em situação de rua, consequência que gera fatores negativos na vida dessas pessoas, entre esses fatores está o banho uma necessidade básica e diária que todo ser humano precisa ter, coisa que não acontece com os moradores que vivem em situação de rua, pelo fato de não terem um lugar para se lavarem ficando dias até semanas sem um banho. Outra consequência importante para tirar o Banho de GATO do papel, foi através do TETO (ONG que atua nas comunidades de extrema pobreza com projetos sociais alinhando moradores e voluntários) uma das atividades realizada pela ONG é a construção de casas emergenciais, durante o evento é normal e faz parte ficar 2, ou 5 dias sem banho, abrindo exceção para lenço umedecido, questionamento e acomodação que foi levantando a necessidade, a importância e a felicidade após um simples banho. ‘’ É impossível tornar uma história real sem você participar dela’’. E enxergando toda essa necessidade e a importância do banho para uma pessoa, o projeto surge com Kit’s de banho compostos de sabonete, shampoo, condicionador, cremes, escova dental, absorvente, e sempre 2 preservativos, kit’s que são distribuídos para moradores de rua, junto com abraços, sorrisos, amor e uma dose de prosa, olhar nos olhos, dizer ‘’ Bom-dia’’, apertar as mãos, ser-humano é a porta de chegada para abordar um morador de rua e oferecer o Kit. O Banho de Gato doa produtos de higiene pessoal arrecadados em tamanho grande para A ONG CENA localizada próximo a Cracolândia que oferece todas as terças-feiras 200 senhas valendo banho, roupa e comida para os moradores de rua. O projeto tem alguns pontos de coletas espalhados pela cidade de São-Paulo e começa a contar com a doação de grandes empresas que acreditam no poder de transformação e em toda a beleza do trabalho e o cuidado com os moradores de rua.

QG

O projeto recebe doações de kit de higiene de qualquer estado do Brasil, kits que são enviados pelos correios para um escritório de recebimento, aonde são feitos os kits de banho e distribuídos na rua. O valor do envio sai sempre reduzido pelo fato dos produtos serem leves.

O endereço para envio dos kits é:

Rua: Martim Burchad 284. Brás /SP / CEP: 03043-020

Aos cuidados de Lenon de Oliveira Volpini.

Para mais informações sobre o projeto o e-mail é: projetobanhodegato@gmail.com

 

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APAESP abre uma nova vaga de trabalho para você!


Olá pessoal!

Compartilhando com vocês uma nova vaga aberta pela APAESP.

Ver a seguir as informações:

Terapeuta Ocupacional

Formação: Superior Completo

Possuir experiência com atendimentos em grupo

Desejável: Conhecimento em Bobath

Profissional irá realizar avaliação funcional em crianças com deficiência intelectual, síndromes genéticas, atraso no desenvolvimento Neuropsicomotor;  atendimentos terapêuticos dentro das programações do serviço de estimulação e habilitação.

Vaga para trabalhar na região do Campo Limpo (Zona Sul).

CLT

Benefícios: assistência médica; assistência odontológica; seguro de vida; vale-transporte; cesta básica.

Horário de trabalho: Segunda a Quinta das 12h às 17h/Sexta das 12h às 16h.

 

Atenciosamente,

Jennifer Teles

Recursos Humanos

APAE DE SÃO PAULO

jennifer.teles@apaesp.org.br | http://www.apaesp.org.br

Fone: (11) 5080-7132

Pesquisa reflete a importância das organizações da sociedade civil para o País


Fonte: http://observatoriosc.org.br

Valor dos benefícios gerados pelas entidades à população é maior que valor de isenção fiscal concedida a elas pelo poder público

Por Kaique Santos, do Observatório

O Fórum Nacional das Instituições Filantrópicas (FONIF) divulgou, no fim do ano passado, a pesquisa “A contrapartida do setor filantrópico para o Brasil”, realizada pela consultoria DOM Strategy Partners.

Lançada diante da necessidade do governo de aumentar a arrecadação com o corte da isenção fiscal, o estudo mostra que o valor dos benefícios gerados pelas entidades à população é maior que o valor de isenção fiscal concedida a elas pelo poder público. “Para cada R$ 1 obtido por isenção fiscal, cada instituição filantrópica retorna R$ 5,92 em benefícios para a sociedade”, revelam os dados referentes às áreas de Assistência Social, Educação e Saúde. “O governo está tentando buscar dinheiro onde não existe. E ainda pode tirar um benefício que a população precisa”, defende Eleutéria Amora, diretora executiva da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong).

As isenções também estão relacionadas às contribuições previdenciárias. A desobrigação da contribuição para a Seguridade Social de inúmeras entidades é prevista na Constituição Federal. No último mês de março, a Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou uma nota em defesa da isenção para as filantrópicas.


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