Agência da ONU e parceiros selecionam projetos para melhorar sistema prisional no Brasil


Olá pessoal, compartilhando informações com vocês!

Fonte: http://www.filantropia.ong

O Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça e Cidadania (DEPEN) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) abriram seleção pública para projetos de pesquisa que tenham como objetivo fortalecer a gestão do sistema prisional no Brasil.

O projeto, intitulado “Cartas do Cárcere”, formalizará os conteúdos recebidos pela ouvidoria, como denúncias, reclamações, solicitações, sugestões e elogios de pessoas presas ou interessadas no tema. Essa é uma oportunidade de analisar o problema pela visão de quem o vive e dar visibilidade às dificuldades da gestão prisional e ampliar o conhecimento sobre o tema.Serão consideradas instituições de ensino superior, públicas ou privadas, centros de pesquisa, fundações e institutos que comprovadamente atuam ou realizam pesquisas relativas à área temática proposta.

O prazo para entrega da pesquisa é 13 de abril, e ela deve ser enviada em anexo para os e-mails  ouvidoria.depen@mj.gov.br e prodocdepen@mj.gov.br.

Para mais informações e acesso ao Edital: http://bit.ly/2nZD07r.

Fonte: ONU


Programa de Treinamento Alavanca Social e Instituto Sabedoria

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ONG capacita mais de 27 mil pessoas para o mercado de trabalho


Olá pessoal!

Compartilhando com vocês informações sobre o Instituto da Oportunidade Social, ONG cuja Missão é criar condições para que pessoas possam ter oportunidades em suas vidas.

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O Instituto da Oportunidade Social celebra 18 anos contando 18 casos de sucesso

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o total de pessoas desempregadas no mundo pode chegar a 3,4 milhões até 2017. Até o final de 2015, somente no Brasil foram perdidas aproximadamente 1,5 milhão de vagas de trabalho. A expectativa da OIT é que até 2017, 700 mil brasileiros sejam adicionados neste quadro.

As estatísticas mostram que adquirir e manter um emprego formal difícil é cada vez mais difícil. Independentemente da crise, o nível de exigência das empresas têm aumentado e a concorrência entre os candidatos se torna mais acirrada. Jovens sem experiência ou pessoas que possuem algum tipo de deficiência têm ainda mais barreiras quando o assunto é conquistar um bom emprego.

Natural de Bom Jesus da Lapa (BA) e a mais velha de quatro irmãs, Luana de Souza Alves (25) nasceu surda dos dois ouvidos e viveu na solidão parte da infância devido a dificuldade de se comunicar, inclusive com seus familiares. Com o apoio da avó, passou a frequentar o fonoaudiólogo e o curso de Libras. Aos cinco anos, quando ingressou na escola, a avó motivou toda a família para aprender essa linguagem. Porém, até a adaptação, a solidão era constante da vida de Luana. Aos 11 anos, precisou mudar de escola e teve dificuldade de aprendizado por não compreender bem o Português. Após concluir o Ensino Médio, ela se viu  novamente frente ao desafio de procurar emprego e enfrentar novos processos de adaptação e dificuldade em se comunicar. A persistência fez com que ela conquistasse uma vaga na TOTVS, mas era necessário fazer o curso de capacitação profissional para ingressar na empresa e foi aí que Luana soube dos cursos ministrados pelo Instituto da Oportunidade Social, nos quais visualizou uma maneira de adquirir os conhecimentos necessários para ingressar no mercado de trabalho.

Para não chamar a atenção, Luana fingia que entendia o conteúdo que estava sendo apresentado, mas, na verdade, não conseguia acompanhar o curso, pois compreendia bem Libras, mas não o Português. Ao perceberem a dificuldade de Luana, os intérpretes educacionais do IOS informaram os instrutores e o Instituto passou a oferecer reforço de Português para surdos.  “Eles decidiram oferecer reforço do idioma português para os alunos surdos, como uma aula dedicada a este público, separados dos outros alunos com outras deficiências. A professora Carla se interessou por nós e decidiu aprender Libras. Para a Carla foi muito complicado, mas ela conseguiu. Muito obrigada, Carla, eu sou muito feliz por ter você na minha vida!”, relembra Luana. Além disso, ela foi encaminhada para uma psicóloga especializada no atendimento de pacientes surdos. Aos poucos, superou os bloqueios emocionais que dificultavam a interação social e atrapalhavam o aprendizado. Quando efetivamente conseguiu acompanhar as aulas, passou a ajudar os colegas que tinham dificuldade. Após quatro meses de curso, passou a trabalhar na TOTVS. Luana está na empresa há cinco anos, quatro destes no departamento de viagens onde, inclusive, ensinou Libras a seu chefe, além de realizar as atividades pertinentes à função. A partir do último ano, passou a atuar no setor Jurídico na mesma empresa, vaga na qual se candidatou e está muito satisfeita. Com ajuda da empresa, ela cursou a faculdade de Recursos Humanos e hoje possui uma vida mais completa com amigos, namorado, melhor relação com familiares, seu emprego e finalmente aprendeu a lidar e expressar suas emoções.

Estas e outras histórias estarão presentes no livro que comemora os 18 anos do Instituto da Oportunidade Social, com 18 personagens que relatam como atingiram o sucesso com a ajuda da ONG. O pré-lançamento do livro acontece em abril, durante um evento destinado a convidados que celebra o aniversário do Instituto. O livro será entregue a parceiros e apoiadores, a fim de fomentar a abertura de oportunidades para este público.

“O principal compromisso do IOS é oferecer acesso ao mercado de trabalho para jovens e pessoas com deficiência, promovendo cursos de capacitação gratuitos, mutirões de emprego, indicando os alunos aprovados para processos seletivos em empresas parceiras e para eventos focados neste setor em diversos estados do país”, explica Kelly Lopes, gestora do IOS. “Já capacitamos mais de 27 mil pessoas para diversos setores e nos orgulhamos em dizer que a maioria delas realizou sonhos e conquistou a ascensão profissional que tanto almejava”.

Sobre o IOS                                                                                        

Comprometido com a empregabilidade de jovens e pessoas que possuem deficiência física, visual parcial e/ou auditiva que tenham menor acesso às oportunidades do mercado de trabalho, o IOS, que acaba de completar 18 anos, desenvolve projetos de capacitação gratuita em temas variados. “Tecnologia”, “Comunicação” e “Administração”, por exemplo, compõem a grade de cursos. Qualificado como OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público -, o IOS já capacitou mais de 27 mil profissionais para os setores de Tecnologia da Informação, Administração, RH e Atendimento ao Varejo. A instituição é mantida por empresas privadas como a TOTVS – sua fundadora e principal mantenedora – além da IBM, Accesstage, Atlas Schindler, Brasilprev, Certisign, Rede Globo, Vedacit, Zendesk, dentre outras.

Mais informações: www.ios.org.br

 

Informações à imprensa:

PitchCom – Comunicação na medida certa!

Isadora Leone

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Paula Araujo

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ADD lança livro sobre esportes de aventura para pessoas com deficiência


Olá pessoal!

Compartilhamos com vocês o lançamento do livro “Aventura Adaptada – Um Roteiro Turístico e Cultural” , cujo conteúdo está direcionado a todas as pessoas, principalmente para aquelas com alguma tipo de deficiência. Veja a seguir uma chamada sobre este lançamento:

ADD lança livro sobre esportes de aventura para pessoas com deficiência

 O livro, que conta com o incentivo do Programa de Ação Cultural – ProAC, da Secretaria da Cultura, será distribuído gratuitamente e também ficará disponível para acesso online, a partir de setembro.

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A Associação Desportiva para Deficientes – ADD e a Áurea Editora lançam, em setembro, o livro “Aventura Adaptada – Um Roteiro Turístico e Cultural” com dicas de destinos turísticos acessíveis com opções para a prática de esportes de aventura em meio à natureza. O guia traz 6 sugestões de cidades no estado de São Paulo que oferecem atividades como Escalada, em Bragança Paulista; Trekking, em Atibaia; Paraquedas, em Boituva; Rafting, em Brotas; Paratike, em Caraguatatuba e Tirolesa/Rapel em Socorro.

“Seja qual for o tipo de limitação de uma pessoa, a emoção proporcionada por um salto de paraquedas, por exemplo, é a mesma. Queremos mostrar que é possível enfrentar qualquer aventura com vontade e uma equipe preparada para atender às necessidades específicas de cada um. Espero que, por meio deste livro, possamos incentivar novos adeptos e colaborar para que tenhamos uma sociedade cada vez mais inclusiva”, comenta Eliane Miada, fundadora da ADD.

Em um período de 30 dias, a equipe de produção do guia selecionou alguns aventureiros com deficiência para experimentar cada um dos esportes. A experiência foi a fonte das belíssimas imagens que ilustram o livro e dos depoimentos emocionantes de cada um dos participantes. Além das sugestões de rotas, os leitores também encontrarão dicas de hotéis com apartamentos adaptados e acessibilidade, orientação de trajetos para cada cidade (de carro ou ônibus) e recomendações como tipos de roupas e materiais necessários para a prática de cada atividade.

A edição 01 do livro “Aventura Adaptada – Um Roteiro Turístico e Cultural” terá distribuição gratuita. Estará disponível em bibliotecas públicas e secretarias municipais de cada uma das seis cidades citadas, além da capital paulista e também para acesso online no site:http://aventuraadaptada.aureaeditora.com.br

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Ficha Técnica

Livro: Aventura Adaptada Um Roteiro Turístico e Cultural

Código 10127 PROAC-ICMS

Editor responsável: Dirceu Pereira Junior

Planejamento e Supervisão Geral: Dirceu Pereira Junior

Produção Executiva: Ana Borges

Redação: Ana Borges, Dirceu Pereira Junior e Paulo Kehdi

Revisão: Silvia Bellintani

Revisão Técnica: Sileno Santos

Fotos: Arthur Calasans

Direção de Arte: Marcos Veras

Diagramação e Tratamento das Imagens: Bruno Matos

Controle e Administração: Carla Meire Ferreira, Marlene Mirra, Rosana Gutierrez

Pesquisa de campo: Ana Borges

Produção e logística: Carlos Alberto Souza Bento

Webdesign: Marcos Veras

Programação Web: Hnet Informática


Para mais informações:

Informações à Imprensa:

Ecco Press Comunicação

Renata Garcia Bernardes

Mayara Baptista/Carina Viana

(11) 9 8734-2739/ 9 7994-1285

mayara.baptista@eccopress.com.br

carina.viana@eccopress.com.br

ONG Escadas promove evento em favor de mulheres estrangeiras refugiadas


Olá pessoal, bom dia!

Passando hoje para compartilhar um evento com vocês.

Trata-se do evento UM NOVO TEMPO DE VIDA, dedicado a mulheres estrangeiras refugiadas no Brasil, que será realizado pela ONG Escadas em parceria com o Centro Social Nossa Senhora Palotina.

Inscrevam-se e participem!

Vejam a seguir as informações sobre o evento:

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A Ong Escadas,  em seu projeto NOVO TEMPO, mulheres estrangeiras refugiadas, em parceria com o abrigo Centro Social Nossa Senhora Palotina, promoverá um encontro entre as abrigadas e parceiros empreendedores, empregadores e entidades de capacitação.

Nosso foco no trabalho com essas mulheres é a empregabilidade, oferecendo a elas todos os recursos e apoio necessários para que possam ser inseridas no mercado de trabalho brasileiro.

O objetivo desse encontro é a promoção de um balcão de emprego, com encaminhamentos para vagas e cursos de capacitação, confecção e impressão de curriculuns, orientações profissionais, esclarecimentos de dúvidas em assuntos de imigração e afins.

Gostaríamos de convidá-los a nos apoiarem nessa ação. Sejam bem vindos!

Para maiores informações favor entrar em contato com:

Tina Costa  –  Email: min.escadas@gmail.com  –  Whatsapp: (11) 95992-1718

 

Programa Crack, é Possível Vencer tem ações em nove estados


Fonte: Rede de Mobilização Social

O programa do governo federal Crack, é Possível Vencer já recebeu adesão de nove estados: Alagoas, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Acre, Santa Catarina, Espírito Santo e Mato Grosso do Sul.

Até 2014, Alagoas receberá R$ 37 milhões , já Pernambuco R$ 85 milhões. O estado do Rio de Janeiro receberá R$ 240 milhões, o Rio Grande do Sul R$ 103 milhões. Minas Gerais terá R$ 476 milhões, o Acre terá, até 2014, R$ 13,3 milhões e Santa Catarina receberá R$ 56 milhões da União. O Espírito Santo receberá R$ 9,85 milhões e Mato Grosso do Sul R$ 29 milhões.

Estão em fase de pactuação técnica para futura adesão o Distrito Federal e a Bahia. A Paraíba se prepara para a pactuação.

Lançado em dezembro de 2011, o programa Crack, é possível vencer abrange um conjunto de ações interministeriais para enfrentar o crack e outras drogas.

Com investimento de R$ 4 bilhões da União até 2014 e articulação com estados, Distrito Federal e municípios, além da participação da sociedade civil, tem o objetivo de aumentar a oferta de tratamento de saúde e atenção aos usuários drogas, enfrentar o tráfico e as organizações criminosas e ampliar atividades de prevenção.

As ações estão estruturadas em três eixos: cuidado, autoridade e prevenção.

O programa Crack, é Possível Vencer conta com a atuação direta dos ministérios da Justiça, da Saúde e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, além da Casa Civil e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Entrevista na Rádio Cidade – Projeto Atitude Solidária


Olá pessoal!

Como todos sabem, está sendo desenvolvido um trabalho para a implantação de um Centro de Voluntariado em Jundiaí e que vai atender também a todos os municípios (08) desta região de governo.

Em dezembro/2011 foi realizada uma entrevista na Rádio Cidade de Jundiaí sobre este projeto.

Acessem o blog do Atitude Solidária e vejam os detalhes da entrevista: http://atitudesolidaria.wordpress.com/2012/02/10/entrevista-do-atitude-solidaria-na-radio-cidade/

 

Um grande abraço a todos!

Pessoas com deficiência buscam melhor educação


 

Fonte: http://portaldovoluntario.v2v.net/blogs/112818/posts/12597

Postado por Marcelo Medeiros |

“A pessoa com deficiência
quebra a cultura da indiferença.
Tenha coragem de ser diferente”

De acordo com o último Censo, 1,67% dos brasileiros, ou 2,8 milhões de pessoas, possui deficiência intelectual. São cidadãos que nos últimos anos começaram a ser mais bem recebidos pela sociedade, mas que ainda não conseguem exercer seus direitos plenamente. Hoje eles permanecem em busca de reconhecimento social e cobram políticas públicas que atendam suas necessidades plenamente, principalmente no que se refere à educação.

“A pessoa com deficiência deve ser estimulada a conquistar sua autonomia dentro de suas limitações e a buscar sua independência”, resume o pediatra Eduardo Barbosa, presidente da Federação Nacional das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Fenapae). “Assim se conquista a dignidade”.

Dignidade que vem sendo batalhada há muito. Desde a promulgação da Constituição de 1988, a situação das pessoas com deficiência intelectual melhorou, dizem os especialistas, pois houve conquistas significativas. Entre elas, estão a possibilidade de cursar escolas tradicionais, obrigadas pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) a assistir quem tiver necessidades especiais, e o direito de receber um salário mínimo por mês caso não possuam meios de subsistir. Ativistas também citam a maior exposição de questões relacionadas a pessoas com deficiência intelectual na mídia para que ela seja melhor aceita pela sociedade (veja abaixo uma lista de filmes que tratam do tema).

Dificuldades

Não à toa, apesar dos anos de reivindicações e das leis e políticas criadas, os cidadãos com deficiência intelectual ainda sofrem com o preconceito.

“As pessoas com deficiência, apesar de conquistas legais, ainda necessitam da valorização de suas habilidades e capacidades, e, também do empoderamento, no sentido de enfrentarem as adversidades e barreiras que ainda existem e as impedem de terem uma vida social plena com efetivas possibilidades de relacionamentos, trocas sociais e ganhos ambientais, e de sentirem-se pertencentes ao grupo social em que estão inseridas”, analisa Fabiana Oliveira, professora da Fatec Senai e coordenadora de Educação da Fenapae.

Educação é problema

Uma das maiores dificuldades se refere à educação. Já é consenso que crianças e jovens com deficiência intelectual não só podem, como devem ir à escola, da mesma  forma que qualquer pessoa da mesma faixa etária. O que se discute é que tipo de ensino elas devem ter. A Fenapae, por exemplo, durante anos lutou pela inclusão das pessoas com deficiência em escolas normais, reivindicação já atendida pela legislação, mas hoje diz ser preciso oferecer opções aos pais. Além da possibilidade de matrícula em uma escola regular, vagas em estabelecimentos educacionais exclusivos também devem ser abertas, de acordo com as Apaes.

“Esse atendimento deve abranger todas as possibilidades de oferta – substitutivo, complementar e suplementar- que será definido em função das necessidades do aluno”, diz Barbosa. Para ele, é preciso ainda alargar a faixa etária para a qual a educação deve ser obrigatória, hoje de 4 a 17 anos. Isto porque a pessoa com deficiência intelectual pode demorar mais a absorver conteúdos, logo, precisa ser atendida até quando for necessário. Além disso, é preciso fazer com que a criança não precise se adaptar à escola, mas ela ao aluno.

O Censo Escolar 2010 afirma que apenas 1,2% das matrículas em instituições de educação infantil é de pessoas com algum tipo de deficiência. No Ensino Fundamental, o quadro é um pouco melhor -8,5% dos estudantes possuem algum tipo de deficiência. No Ensino Médio, o percentual volta a cair -1,3% discentes possuem alguma deficiência.

Para efeito de comparação, 14% da população nacional nessas faixas etárias possui algum tipo de deficiência. Ou seja, ainda há um bom número de pessoas fora da escola. Com isso agravam sua exclusão social.

A solução para o problema, de acordo com Fabiana Oliveira, é lutar pelos direitos. “Lutar sempre para que a inclusão social não seja apenas uma promessa de governo, mas um compromisso coletivo. Acreditar que o filho pode superar-se diante das barreiras com o seu
apoio e entender o papel primordial da família nesse processo”, diz.

 

DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DAS PESSOAS DEFICIENTES


Resolução aprovada pela Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas em 09/12/75.
A Assembléia Geral Consciente da promessa feita pelos Estados Membros na Carta das Nações Unidas no sentido de desenvolver ação conjunta e separada, em cooperação com a Organização, para promover padrões mais altos de vida, pleno emprego e condições de desenvolvimento e progresso econômico e social,

Reafirmando, sua fé nos direitos humanos, nas liberdades fundamentais e nos princípios de paz, de dignidade e valor da pessoa humana e de justiça social proclamada na carta,

Recordando os princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos, dos Acordos Internacionais dos Direitos Humanos, da Declaração dos Direitos da Criança e da Declaração dos Direitos das Pessoas Mentalmente Retardadas, bem como os padrões já estabelecidos para o progresso social nas constituições, convenções, recomendações e resoluções da Organização Internacional do Trabalho, da Organização Educacional, Científica e Cultural das Nações Unidas, do Fundo da Criança das Nações Unidas e outras organizações afins.

Lembrando também a resolução 1921 (LVIII) de 6 de maio de 1975, do Conselho Econômico e Social, sobre prevenção da deficiência e reabilitação de pessoas deficientes,

Enfatizando que a Declaração sobre o Desenvolvimento e Progresso Social proclamou a necessidade de proteger os direitos e assegurar o bem-estar e reabilitação daqueles que estão em desvantagem física ou mental,

Tendo em vista a necessidade de prevenir deficiências físicas e mentais e de prestar assistência às pessoas deficientes para que elas possam desenvolver suas habilidades nos mais variados campos de atividades e para promover portanto quanto possível, sua integração na vida normal,

Consciente de que determinados países, em seus atual estágio de desenvolvimento, podem, desenvolver apenas limitados esforços para este fim.

PROCLAMA esta Declaração dos Direitos das Pessoas Deficientes e apela à ação
nacional e internacional para assegurar que ela seja utilizada como base comum de referência para a proteção destes direitos:

1 – O termo “pessoas deficientes” refere-se a qualquer pessoa incapaz de assegurar por si mesma, total ou parcialmente, as necessidades de uma vida individual ou social normal, em decorrência de uma deficiência, congênita ou não, em suas capacidades físicas ou mentais.

2 – As pessoas deficientes gozarão de todos os diretos estabelecidos a seguir nesta Declaração. Estes direitos serão garantidos a todas as pessoas deficientes sem nenhuma exceção e sem qualquer distinção ou discriminação com base em raça, cor, sexo, língua, religião, opiniões políticas ou outras, origem social ou nacional, estado de saúde, nascimento ou qualquer outra situação que diga respeito ao próprio deficiente ou a sua família.

3 – As pessoas deficientes têm o direito inerente de respeito por sua dignidade humana. As pessoas deficientes, qualquer que seja a origem, natureza e gravidade de suas deficiências, têm os mesmos direitos fundamentais que seus concidadãos da mesma idade, o que implica, antes de tudo, o direito de desfrutar de uma vida decente, tão normal e plena quanto possível.

4 – As pessoas deficientes têm os mesmos direitos civis e políticos que outros seres humanos:o parágrafo 7 da Declaração dos Direitos das Pessoas Mentalmente Retardadas (*) aplica-se a qualquer possível limitação ou supressão destes direitos para as pessoas mentalmente deficientes.

5 – As pessoas deficientes têm direito a medidas que visem capacitá-las a tornarem-se tão autoconfiantes quanto possível.

6 – As pessoas deficientes têm direito a tratamento médico, psicológico e funcional, incluindo-se aí aparelhos protéticos e ortóticos, à reabilitação médica e social, educação, treinamento vocacional e reabilitação, assistência, aconselhamento, serviços de colocação e outros serviços que lhes possibilitem o máximo desenvolvimento de sua capacidade e habilidades e que acelerem o processo de sua integração social.

7 – As pessoas deficientes têm direito à segurança econômica e social e a um nível de vida decente e, de acordo com suas capacidades, a obter e manter um emprego ou desenvolver atividades úteis, produtivas e remuneradas e a participar dos sindicatos.

8 – As pessoas deficientes têm direito de ter suas necessidade especiais levadas em consideração em todos os estágios de planejamento econômico e social.

9 – As pessoas deficientes têm direito de viver com suas famílias ou com pais adotivos e de participar de todas as atividades sociais, criativas e recreativas. Nenhuma pessoa deficiente será submetida, em sua residência, a tratamento diferencial, além daquele requerido por sua condição ou necessidade de recuperação. Se a permanência de uma pessoa deficiente em um estabelecimento especializado for indispensável, o ambiente e as condições de vida nesse lugar devem ser, tanto quanto possível, próximos da vida normal de pessoas de sua idade.

10 – As pessoas deficientes deverão ser protegidas contra toda exploração, todos os regulamentos e tratamentos de natureza discriminatória, abusiva ou degradante.

11 – As pessoas deficientes deverão poder valer-se de assistência legal qualificada quando tal assistência for indispensável para a proteção de suas pessoas e propriedades. Se forem instituídas medidas judiciais contra elas, o procedimento legal aplicado deverá levar em consideração sua condição física e mental.

12 – As organizações de pessoas deficientes poderão ser consultadas com proveito em todos os assuntos referentes aos direitos de pessoas deficientes.

13 – As pessoas deficientes, suas famílias e comunidades deverão ser plenamente informadas por todos os meios apropriados, sobre os direitos contidos nesta Declaração.

Resolução adotada pela Assembléia Geral da Nações Unidas 9 de dezembro de 1975 – Comitê Social Humanitário e Cultural.

(*)O parágrafo 7 da Declaração dos Direitos das Pessoas Mentalmente Retardadas estabelece: “Sempre que pessoas mentalmente retardadas forem incapazes devido à gravidade de sua deficiência de exercer todos os seus direitos de um modo significativo ou que se torne necessário restringir ou denegar alguns ou todos estes direitos, o procedimento usado para tal restrição ou denegação de direitos deve conter salvaguardas legais adequadas contra qualquer forma de abuso. Este procedimento deve ser baseado em uma avaliação da capacidade social da pessoa mentalmente retardada, por parte de
especialistas e deve ser submetido à revisão periódicas e ao direito de apelo a
autoridades superiores”.