Como a MSF vacinou 25 mil meninas pré-adolescentes contra câncer cervical nas Filipinas


Olá pessoal!

Não me canso de admirar o trabalho realizado pelo pessoal da Organização MÉDICOS SEM FRONTEIRAS. Incansáveis e perseverantes…é como gosto de defini-los. Não desistem da luta para resolver ou minimizar situações críticas em todo o mundo.

Hoje vou compartilhar com vocês um artigo sobre uma das campanhas realizadas pelo mundo, desta vez em Manila, capital da Filipinas, e como realizaram uma vacinação em um dos locais mais precários de lá.

Vejam a seguir o artigo elaborado pela equipe de comunicação do MSF:

Mais de 300 mil pessoas vivem abarrotadas das favelas de Tondo, coladas às docas do porto de Manila, a capital das Filipinas. Tondo tem um número insignificante de médicos – apenas um para cada 36 mil habitantes.

Nesses distritos pobres, Médicos Sem Fronteiras (MSF) lançou uma campanha em larga escala para vacinar 25 mil jovens contra o papiloma vírus humano (HPV), uma das principais causas de câncer cervical – também conhecido como câncer de colo do útero.

NO LABIRINTO DE AROMA E HAPPYLAND

Todos os dias, 12 mulheres nas Filipinas morrem de câncer cervical. Em 2015, o governo intensificou seus esforços para combater a doença, dando prioridade às regiões mais pobres do país. Manila, também a capital financeira, não é uma delas. E enquanto apenas alguns quilômetros separam o opulento centro financeiro da cidade dos bairros de Tondo, a diferença entre ricos e pobres é imensa.

Com o apoio da Manila City Health e em parceria com a organização local Likhaan, MSF lançou uma primeira rodada de vacinas em fevereiro de 2017. Mais de 25 mil jovens de 9 a 13 anos receberam a primeira dose de uma vacina que, para ser eficaz, requer uma segunda dose seis meses depois.

As favelas de Tondo podem parecer um labirinto e muitos de seus moradores levam vidas imprevisíveis. É comum que as pessoas se mudem de repente, dependendo de suas condições de vida e oportunidades econômicas.

Manila é uma das cidades mais densamente povoadas do mundo, com mais de 70 mil habitantes por quilômetro quadrado. E, embora os nomes das favelas possam parecer pitorescos, elas refletem as condições desafiadoras dos moradores. Uma é chamada de “Happyland”, um jogo de palavras com o termo “hapilan”, que significa ‘lugar de despejo’ em uma língua local. Outro, “Aroma”, evoca os cheiros fortes que vêm das montanhas de lixo que circundam as favelas.

A maioria das residências – e seus habitantes – não possuem um endereço oficial. Armazéns vultosos e em desuso tornaram-se abrigos improvisados, cada um acomodando até centenas de famílias. Nesse caos, procurar um total de 25 mil jovens no início do ano foi um desafio. Encontrá-las novamente apenas seis meses depois, ainda mais.

A relativa falta de acesso à educação sobre saúde em Tondo poderia ter prejudicado a compreensão sobre a importância crucial da segunda dose. Além disso, não era possível marcar consultas com seis meses de antecedência para essas jovens, cujas famílias geralmente vivem uma existência imediatista em condições de privação.

Foi aí que o conhecimento da Likhaan sobre as favelas revelou-se vital.

Conhecidas como mobilizadoras comunitárias, as assistentes sociais locais cobriram quilômetros de ruas, de porta em porta, para fazer o acompanhamento de tantas garotas quanto fosse possível.

Elas também organizaram uma campanha de mensagens de texto visando os 10 mil números de telefone registrados durante a primeira rodada de vacinas, para enviar lembretes sobre a segunda dose.

Finalmente, elas realizaram sessões de educação comunitária nas favelas para lembrar as pessoas da importância dessa vacinação, além de suas sessões habituais sobre saúde reprodutiva e planejamento familiar.

DERROTANDO O CÂNCER CERVICAL

A Organização Mundial de Saúde recomenda a vacinação de meninas menores de 15 anos para reduzir o número de mulheres que desenvolvem câncer cervical à medida que envelhecem. Em 2011, o governo filipino integrou a vacinação contra o HPV no programa nacional e depois o estendeu em 2015, mas as mulheres mais velhas para as quais a vacina não existia quando eram adolescentes são muito mais propensas a contrair a doença.

MSF e Likhaan também criaram programas de triagem e tratamento. Suas equipes fornecem informações sobre o câncer cervical e oferecem consultas e tratamento gratuito em sua clínica de Tondo, bem como numa clínica móvel: uma van que atravessa os bairros mais pobres de Manila para chegar a um maior número de mulheres.

A triagem de rotina leva apenas três minutos. As mulheres com células pré-cancerígenas são imediatamente tratadas com crioterapia, enquanto as pessoas suspeitas de estarem em estágio mais avançado da doença são encaminhadas para o hospital para diagnóstico. A equipe apoia essas mulheres em todas as etapas do processo.

Mais de 1.200 mulheres passaram pela triagem entre janeiro e setembro de 2017.

Após semanas de trabalho árduo, as equipes alcançaram um resultado que superou as expectativas: quase 90% das meninas receberam a segunda injeção. Nesse tipo de campanha – onde os pacientes devem ir a um centro de saúde por conta própria – os organizadores geralmente conseguem mobilizar novamente entre 60% e 70% daqueles que receberam a primeira dose.

MOBILIZAR COMUNIDADES

Com a Likhaan, MSF realizou uma campanha de informação em larga escala. Likhaan apoia a saúde das mulheres e o planejamento familiar nas Filipinas há mais de 20 anos. O objetivo da campanha era mobilizar famílias e encorajar as jovens a retornar para a segunda dose da vacina.

FOOTNOTES: Direitos autorais: Hannah Reyes Morales

Manila, Filipinas


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Cartilha da violência contra a mulher


Olá pessoal, tudo bem?

Hoje quero compartilhar com vocês um artigo publicado originalmente no site Carta Capital e trata de um assunto triste e de poucos resultados quando é tratado pelas vias normais que conhecemos hoje em dia.

A obtenção de resultados está diretamente relacionada com uma série de fatores, como idealização, vontade política, mudança de mentalidade de culturas machistas e tantas condições que necessitam de mudanças radicais na implementação de atitudes que reverta esta condição. Para ilustrar melhor, leia o artigo a seguir, além de terem a possibilidade de baixar a Cartilha da Violência contra a Mulher.

Boa leitura e reflexões a todos!

Cartilha da violência contra a mulher

O femicídio emerge de uma base social em que diversas formas de abuso da integridade da mulher são naturalizadas no cotidiano

Por Rosana Pinheiro-Machado —

Quando se fala em violência contra a mulher, a primeira coisa que pode vir à mente é a agressão física*. Isso ocorre por razões óbvias: ela deixa marcas visíveis, dói na pele e na alma, humilha e mata. No entanto, neste 8 de Março, gostaria de chamar atenção para o fato de que o femicídio emerge de uma base social mais profunda, em que diversas formas de abuso da integridade da mulher são naturalizadas no cotidiano.

Os dados de violência contra a mulher no Brasil são alarmantes. Somos o quinto país em violência contra a mulher. A cada cinco minutos, uma mulher é agredida – isso contando apenas os casos que foram denunciados, já que muitas mulheres se escondem de vergonha, dor e medo do agressor (que em 70% dos casos é o próprio parceiro).

São cinco mil mulheres mortas por ano, treze por dia. A violência contra a mulher não pode ser tratada como uma questão exclusivamente de gênero, já que ela está diretamente relacionada com a violência estrutural, com a desigualdade social, regional e racial. As maiores das vítimas desse femicídio são justamente as mulheres mais pobres, negras e do Norte e Nordeste do país.

A agressão física e o femicídio não nascem do vácuo, mas possuem raízes em representações sobre a mulher enraizadas em nossa cultura. Eles são apenas o estopim de uma sociedade marcada pela presença de diversas formas de violência contra a mulher que são menos visíveis e, portanto, nem sempre tratadas como violência.

Violência é toda forma de violação da dignidade que causa dor física ou emocional. Muito se fala em agressão doméstica, mas é assustador o silêncio e a ignorância que existem em torno do assunto de relacionamento abusivo, por exemplo. Ciúmes não é amor. Controle não é amor.

Levantar a voz e jogar um objeto na parede não são atos inofensivos para extravasar a raiva, mas um alerta vermelho. Fuja. Humilhação da mulher na frente dos outros? Fuja.

A dominação psicológica é considerada em muitos países como uma violência tão grave como a física, pois ela destrói a autoestima, anula a personalidade e tudo é vivido por meio de um processo invisível e solitário.

Uma propaganda de cerveja, que estampa diariamente a bunda da mulher, agride e assalta a personalidade de muitas mulheres. Cantadas também agridem. Temos o direito de caminhar na rua com a roupa que quisermos sem sermos molestadas. É lamentável ainda ouvir que uma mulher deveria ficar feliz por ser assediada nas ruas e por levar cantada.

No ambiente de trabalho, funcionárias têm que não apenas ouvir “galanteios” de seus chefes e ficar quietas, mas também agradecer o “elogio”. O mesmo acontece com alunas em relação aos seus professores.

Existem muitas pessoas que defendem as cantadas – seja do ambiente do trabalho, acadêmico ou mesmo o fiu-fiu da rua – como forma de praticarmos nossa brasilidade, ou seja, de exercermos a sexualidade em comparação a tantos países onde as pessoas são reprimidas.

Eu tenderia a concordar se as cantadas fossem multidirecionais e se o resultado dessa prática unilateral não culminasse em um sistema social que acaba em espancamento, estupro e mutilação de mulheres.

Também ainda existem pessoas que, quando ouvem falar de estupro, pensam naquele cara que pega uma mulher de roupa curta e justa numa praça escura. Embora isso seja um cenário possível, o estupro é muito mais ordinário do que se imagina e é praticado por vizinhos, parentes, colegas e parceiros.

Existem muitas mulheres que sequer têm noção que já passaram por situações de estupro. Situações em que não consentiram enquanto estavam embriagadas, por exemplo.

Também existe a violência que a mulher se submete por medo, vergonha ou culpa. Lá no íntimo a mulher sabe que tinha algo errado naquele sexo que ela não queria fazer, mas se sentiu culpada (de não ser a mulher maravilha na cama) de pedir para parar no meio do ato – mesmo que fosse para o namorado.

Muitas mulheres não sentem prazer e muitas sentem dor durante o sexo. Parceiros abusivos, de um lado; falta de informação, vergonha e sentimento arcaico de obrigação sexual, de outro, fazem com que mulheres se coloquem nessa situação degradante.

Quando se fala de estupro é preciso discutir consentimento. Mas as coisas não são tão simples assim. Também é preciso discutir o que é consentimento para meninas muito jovens que foram educadas em uma sociedade autoritária de valores masculinos.

Nós só podemos falar de consentimento, portanto, quando estamos falando de mulheres adultas que já possuem consciência não apenas de seu corpo, seus pontos de dor e prazer, mas também das relações de poder que estruturam o nosso cotidiano. Mas infelizmente estamos muito longe disso, já que o sexismo não é discutido obrigatoriamente nas escolas.

É risível, portanto, falar em consentimento quando nos referimos a uma aluna jovem que manteve relações sexuais com um professor, ou funcionária com seu chefe, por exemplo. É muito como a coação direta ou indireta no mundo acadêmico ou empresarial.

Afinal, o poder é a coisa mais fascinante e desastrosa que o ser humano inventou. Como sabemos, tanto o ambiente acadêmico como empresarial estão repletos de homens que usam o poder e o conhecimento como uma arma de caça e coação.

Nós, mulheres, precisamos falar de violência de forma plural porque a cantada na rua e a bunda da propaganda de cerveja são apenas a base de um sistema cultural que poderá culminar em morte.

Ninguém fará nada por nós mesmos em um sistema de poder que é predominante dominado por homens. É preciso ter mais mulheres no poder, mulheres feministas. Da mesma forma, é preciso empoderar mulheres para que respondam a cantadas sem medo, que boicotem produtos que objetificam seus corpos, que denunciem seus chefes e professores e, finalmente, que fujam de relações abusivas.

É preciso ensinar sexismo – e seu antídoto, a igualdade de gênero – nas escolas para que as meninas, já desde cedo, saibam se defender em uma sociedade de predadores. É preciso rever nossos ensinamentos para nossos alunos e alunas, sobrinhos e sobrinhas, filhos e filhas.

Infelizmente, a normalidade de ensino doméstico de gênero ainda é dizer para os meninos que eles devem ser gentis, ao estilo “abrir a porta do carro para as mulheres”. Gentileza é a base de tudo, mas dispensamos aquela gentileza que trata a mulher como uma flor frágil. Queremos a gentileza do respeito e da escuta.

Para as meninas, ensina-se a se vestirem decentemente e a se comportar “com modos”. Como agir com modos é uma coisa intangível, porque isso simplesmente não existe, temos uma sociedade em que meninas nunca se comportam e, de forma culturalmente legitimada, pagam um preço alto por isso: com sua pele, sua dor, sua carne, seu útero e sua vida.

Oito de Março é o dia nacional de luta contra a violência contra a mulher. (Carta Capital/ #Envolverde)

*Este texto é parte da cartilha do PSOL “A Luta das Mulheres Muda o Mundo”, lançada em Março/2017. 

 


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Dia de Doar – Uma cultura solidária


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Olá pessoal,

Em 29/11/16 comemorou-se no Brasil o DIA DE DOAR, onde procura-se disseminar no coração das pessoas a prática da doação.

Quando caminhamos diariamente observamos diversas carências humanas, intelectuais, materiais e financeiras ao nosso redor, cujas situações geram estados de necessidade pessoal, institucional, ambiental, etc. O que podemos fazer a respeito? Qual o nosso papel quando vivemos em sociedade? Que tipo de participação eu posso ter neste contexto? Eu tenho condições de mudá-lo? Posso colaborar de alguma forma?

Quando falamos em carências, rapidamente me vem à mente pessoas e comunidades em estado de dificuldades, a mãe natureza sendo devastada, os animais em estado de abandono e assim sucessivamente… quando observamos estas situações cabe a cada um de nós verificar o que podemos fazer. Como? Com a chegada do século 21 e a disseminação da tecnologia, as possibilidades de ajudar e doar um pouco de você aumentou ainda mais, e ações como voluntariado, doar alimento, roupas, recursos financeiros, atitudes essenciais para tentar melhorar a condição do outro foram fortalecidas com outras opções. Caso estejam indisponíveis para você doe um sorriso, um abraço, divulgações do bem, fazer parte de grupos de trabalho solidários, publicações em sites, redes sociais, criação de projetos solidários, etc.

Também não tem condições de ajudar desta forma? Se seu tempo e condições dificultam a sua participação, planeje-se, marque um dia do mês e vá até uma creche, um asilo, alguma Instituição Social, faça uma visita em alguma comunidade carente, observe, converse com as pessoas, demonstre carinho e respeito e deseje o melhor a elas, mesmo em pensamento…isso vai propagar um sentimento e energia do bem que pode ajudar.

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Você não necessita ser rico ou ter bens materiais ou intelectuais para ajudar, a sua intenção sincera e amorosa irá fazer a diferença.

Vamos doar um pouco de nós ao outro. Vamos fazer da cultura da doação uma ação de transformação social.

DIA DE DOAR SERÃO TODOS OS DIAS DO ANO!

 

Como doar parte do seu imposto de renda para Organizações sem Fins Lucrativos


Bom dia pessoal!

Compartilhando com vocês informações sobre a possibilidade de fazer a doação de parte do imposto de renda para ONGs.

A grande vantagem, além de poderem colaborar com a sustentabilidade e realização dos projetos destas instituições, é poder abater este valor do imposto de renda que você paga todos os anos.

Veja a seguir o roteiro para essa doação:

Até 8% do imposto de renda devido pode ser destinado a doações.

Até 8% do imposto de renda devido pode ser destinado a doações.

Os contribuintes que têm imposto a pagar, em vez de destiná-lo ao governo, podem doar o valor a entidades beneficentes e abater a doação do imposto de renda devido. Mas para isso é preciso que a instituição beneficiada se enquadre nas regras das doações com incentivo tributário. Em 2016 está fácil fazer doações incentivadas, já que agora é possível fazer todo o processo por meio do próprio programa gerador da declaração de IR, que também informa até qual valor é possível deduzir a doação do imposto devido.

Neste ano será possível deduzir tanto as doações incentivadas feitas ao longo de 2015 quanto aquelas feitas já em 2016, até 30 de abril, no ato do preenchimento da declaração. No primeiro caso, a doação poderia ter sido feita diretamente à entidade ou fundo beneficente dentro da modalidade incentivada até 31 de dezembro de 2015. Já no segundo caso, apenas poderão ser abatidas do IR 2016 as doações feitas até 30 de abril aos fundos que se enquadram no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por meio do programa gerador da declaração, no ato do seu preenchimento.

Além da maior praticidade, quem fizer a doação neste ano, por meio do programa, tem a vantagem de saber exatamente qual é o imposto devido e qual é o valor máximo para dedução, ao preencher a declaração. Quem fez a doação no ano passado poderá abater o valor doado na declaração deste ano, mas não teve a opção de verificar qual seria o imposto devido e o valor exato que entra no limite de dedução.

Como doar neste ano para abater o IR 2016

As doações feitas por meio do programa são aquelas destinadas aos fundos municipais, estaduais ou ao fundo nacional da criança e do adolescente, que repassam recursos a projetos voltados para os mais jovens. Eles são mantidos, conforme o caso, pelos conselhos municipais, estaduais, distrital e federal da criança e do adolescente.

Para doar no ato do preenchimento da declaração, basta entrar na ficha “Doações diretamente ao Estatuto da Criança e do Adolescente” que fica no resumo geral do programa; selecionar um ou mais fundos cadastrados na lista fornecida; e, por fim, informar o valor da doação, que deve estar dentro do limite de dedução, calculado automaticamente pelo software.

“Na cidade de São Paulo, por exemplo, o fundo que recebe as doações é o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD). No site do fundo é possível verificar quais instituições têm projetos junto ao fundo. O contribuinte escolhe o fundo para o qual ele quer doar e é este fundo que escolhe os projetos que vão receber recursos”, afirma Antonio Teixeira Bacalhau, coordenador da consultoria de IR do IOB Folhamatic.

O programa emitirá um Documento de Arrecadação de Receitas Federais (Darf), sob o código 3351, que deve ser pago em dinheiro, pessoalmente, nas agências bancárias, ou pelos meios eletrônicos oferecidos pelo banco. Isto é, bens, como imóveis, não são aceitos como doações. O pagamento deve ser feito até o último dia da entrega da declaração (30 de abril).

Para quem fez a doação fora do programa, em 2015, basta informar os pagamentos efetuados na ficha “Doações Efetuadas” – que agora não fica mais junto à ficha de Pagamentos Efetuados – indicando o nome do beneficiário, o número de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) ou no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), o código e o valor doado. Novamente, o programa informará automaticamente os limites de dedução de acordo com o imposto devido do contribuinte.

O contribuinte que fez doações em 2015 e deseja realizar novas doações por meio do programa em 2016 deve primeiramente informar as doações de 2015. Dessa forma, o programa irá calcular qual parcela já foi utilizada dentro do limite de dedução. Assim, quando o contribuinte fizer a doação dentro da declaração, o programa já informará quanto ainda lhe resta para destinar às doações e abater do IR.

Doações que podem ser abatidas

Não são todas as doações que contam com o benefício fiscal. No caso das doações que ainda podem ser feitas e abatidas em 2016, apenas podem ser deduzidas as doações feitas aos fundos municipais, estaduais, distrital e nacional da criança e do adolescente, que se enquadram no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

No caso das doações feitas em 2015 e que poderão ser abatidas em 2016, só podem ser deduzidas aquelas feitas aos fundos municipais, estaduais, distrital e nacional do idoso; aos projetos aprovados pelo Ministério da Cultura e enquadrados na Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet); aos projetos aprovados pelo Ministério da Cultura ou pela Agência Nacional de Cinema (Ancine) e enquadrados na Lei de Incentivo à Atividade Audiovisual; aos projetos aprovados pelo Ministério do Esporte e enquadrados na Lei de Incentivo ao Esporte; e aos projetos aprovados pelo Ministério da Saúde no âmbito do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (Pronas) ou do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon).

“Muita gente se equivoca sobre as doações feitas diretamente a algumas entidades filantrópicas, que não são dedutíveis por falta de previsão legal. Por isso é preciso se certificar sobre quais instituições contam com o incentivo”, explica Samir Choaib, sócio do escritório Choaib, Paiva e Justo, Advogados Associados e especialista em imposto de renda.

Segundo Antonio Teixeira Bacalhau, do IOB Folhamatic, não existe uma lista que relacione todos os projetos que possuem incentivos fiscais. “É muito importante tomar esse cuidado para verificar os projetos credenciados. Muitas ONGs pedem doações e dizem que é possível deduzi-las do imposto de renda, mas em alguns casos isso não ocorre”, afirma.

As doações para entidades beneficiadas pelos fundos que se enquadram no ECA devem necessariamente ser feitas por meio dos fundos para contarem com o incentivo. Alguns deles permitem ao doador escolher a instituição que vai receber seus recursos, mas o dinheiro precisa passar pelo fundo para contar com o benefício fiscal. Quem fizer a doação neste ano diretamente no programa gerador da declaração poderá somente escolher o fundo, mas não a entidade que vai receber os recursos.

O raciocínio dos fundos de amparo ao idoso é o mesmo daqueles enquadrados no ECA. Nas demais modalidades, é preciso se certificar se o projeto foi previamente aprovado Ministério responsável. Algumas entidades, como hospitais e fundações, oferecem mais de uma modalidade de doação, por isso é preciso ficar atento: pode ser possível doar sem o incentivo fiscal – para finalidades não enquadradas em leis de incentivo ou programas governamentais – e na modalidade de doação incentivada, para um projeto previamente aprovado e que conte com o benefício fiscal. Por isso é fundamental se informar antes de doar.

Limites de dedução

As deduções de doações só podem ser feitas no modelo de declaração completa do imposto de renda, já que pela declaração simplificada há um percentual de desconto fixo sobre a renda tributável de 20% que substitui todo tipo de dedução.

O limite de dedução para doações é de até 8% do imposto devido, mas não é possível alcançar esse limite fazendo a doação a apenas uma entidade. Para destinar 8% do imposto devido, parte das doações deve ser feita em 2012 e o benefício deve se dividir entre o Pronas, o Pronon e os outros tipos de incentivos.

As doações aos fundos que se enquadram no ECA, aos fundos de amparo ao idoso e aos demais projetos culturais e esportivos incentivados realizadas em 2015 não podem, somadas, ultrapassar o limite global de 6% do imposto de renda devido. Isto é, se o imposto devido for de 3 mil reais, o valor máximo de dedução é de 180 reais para esses tipos de doação juntos.

Já as doações feitas aos projetos aprovados no âmbito do Pronas e do Pronon, que não estão sujeitas ao limite global, não podem ultrapassar 1% do imposto devido cada uma.

As doações realizadas em 2016, que só podem ser destinadas aos fundos da criança e do adolescente, não podem passar de 3% do imposto devido, desde que o limite global de 6% não seja ultrapassado. Ou seja, quem já fez doações incentivadas no ano passado só vai poder, no máximo, inteirar o seu limite global de 6% neste ano. Quem ainda não doou também deve respeitar o limite de 3% para a próxima declaração.

Ou seja, para deduzir até 8% do imposto devido, o contribuinte deve ter doado, em 2015, 1% do imposto devido ao Pronon, 1% ao Pronas e outros 6% às outras instituições; ou 1% ao Pronas, 1% ao Pronon,  3% às demais instituições em 2012 e 3% ao ECA em 2016.

Boas doações a todos!


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Gestor de ONGs e Líderes de Comunidades, capacitem-se e a seus colaboradores para a transformação positiva das comunidades onde estão presentes.

Facebook usa inteligência artificial para fazer usuários cegos “verem” imagens


Olhar digital

Olá pessoal!

Compartilhando com vocês mais uma publicação da R2 Creative e que trata da inovação tecnológica fazendo a diferença na sociedade.

Trata-se de uma evolução muito legal para pessoas com deficiência visual e que permitirá um “olhar” diferente das inovações atuais.

Leiam o artigo no site da R2 Creative:

Facebook usa inteligência artificial para fazer usuários cegos “verem” imagens

“REDE DA CARIDADE” PROMETE PAGAR USUÁRIOS E AJUDAR ONGS


Olá pessoal!

Hoje vamos compartilhar uma publicação da ATN (http://atn.org.br) que trás uma ótima novidade para pessoas e ONGs. Trata-se da rede WOWAPP, que agrega funções de rede social, chat similar ao Whatsapp e comunicações através de áudio e vídeo, similar ao Skype.

A rede está crescendo muito no Brasil e no mundo, pois, além de oferecer facilidades gratuitas para os usuários, também irá permitir ganhos para seus usuários, que podem ser resgatados para si ou direcioná-los para Organizações Sociais sem fins Lucrativos (ONGs).

Para acessar a rede e tornar-se usuário, deve receber a aprovação de convite feito por alguém cadastrado. Para isso, acesse a esta rede do WOWAPP. Sejam bem vindos!

Vejam o artigo e conheçam mais detalhes:

wowapp

Já imaginou conversar com seus amigos por mensagens e vídeos e ainda ganhar dinheiro com isso? O app romeno WowApp Messenger promete realizar essa façanha e ainda oferece ao usuário a oportunidade de doar seus ganhos para ONGs.

“Em essência, todo usuário é um parceiro. Ele deve ser parte do nosso sucesso”, afirma Thomás Nobel, CEO do WowApp, em entrevista a EXAME.com.

O serviço segue um modelo parecido com o do Tsu, um tipo de “Facebook” que promete 90% de sua arrecadação diretamente para o usuário. A diferença é que o app romeno garante dividir “apenas” 70% de sua receita com o usuário.

Publicidade

“Nós ficamos com 30% da arrecadação, pois eu não acredito que é possível manter uma empresa com menos do que isso”, explica Nobel.

Com o aplicativo, o usuário pode criar chats particulares ou em grupo, fazer chamadas em áudio e vídeo e até ligar para telefones fixos e celulares de graça. Segundo o CEO, no próximo mês, o serviço de mensagens de voz será adicionado ao portfólio do app. Assim, em essência, o WowApp é uma mistura de Skype e WhatsApp.

O único serviço oferecido pela empresa que não é gratuito é o de chamadas internacionais. No entanto, o usuário não precisa depositar dinheiro na sua conta para fazer as ligações. Basta ele angariar alguns Wowcoins, as moedas virtuais do app. De acordo com Nobel, 100 Wowcoins valem um dólar – cerca de quatro reais na cotação atual.

Além da utilização desse recurso para as chamadas, também é possível sacar o saldo – não existe uma quantidade mínima, nem máxima, para fazer a retirada. O dinheiro é depositado na conta de preferência do cliente e, segundo Nobel, o usuário pode colocar os dados do cartão apenas quando for fazer o saque.

“Nós também queremos trazer outras maneiras de transferência para o Brasil, como o PayPal. Além disso, queremos tornar essas transações mais baratas”, explica o CEO.

Outro jeito de utilizar as moedas virtuais é a partir de doações para ONGs. Até agora, mais de duas mil instituições de caridade sediadas em 110 países tem parceria com o app – 17 só no Brasil, de acordo com Nobel. “Você pode doar o quanto quiser a partir de dez centavos de dólar. Logo o app terá a opção de doar dinheiro extra, que o usuário tirou do próprio bolso”, revela.

Como a empresa angaria fundos

Para distribuir o dinheiro para a comunidade, uma empresa precisa angariar fundos, certo? Segundo Nobel, o WowApp depende de apenas duas receitas para sobreviver: publicidade e ligações internacionais.

Isso significa que o usuário recebe uma comissão toda vez que um anúncio é adicionado no aplicativo. Outra maneira de embolsar dinheiro com o app é a partir de convites – que podem ser adquiridos com amigos ou a partir da página oficial do software. Conforme a lista de contatos cresce, mais o usuário lucra.

Desse modo, as primeiras pessoas que entraram na rede têm chances maiores de ganhar uma contribuição do que os usuários novos.

De acordo com o CEO, como o serviço chegou no Brasil recentemente – no dia 20 de outubro de 2015 – a quantidade de dinheiro adquirida pelo cliente ainda é baixa. No entanto, “se você convidar muitos amigos e utilizar o app regularmente, você verá seu rendimento crescer”, explica.

Para garantir que o usuário receba seu dinheiro, Nobel conta que o fundo voltado para os clientes é depositado em uma conta separada das aquisições da empresa.

Até a publicação desta reportagem, o WowApp já tinha cadastrado mais de 190 mil brasileiros. O aplicativo está presente em mais de 200 países e já possui 1,25 milhã de usuários. O app está disponível na App Store e no Google Play, além de também ser possível utilizá-lo em PCs Mac e Windows.

Receba o seu convite clicando aqui!

O vídeo abaixo mostra como o WowApp funciona:

Fonte: Exame.com

Captação de Recursos no Terceiro Setor é difícil? Parte 5


Business

Relembrando os momentos da parte 1, onde destacamos a insegurança pessoal e a falta de capacitação como alguns dos principais fatores da dificuldade das pessoas em realizar o planejamento e execução de campanhas de Captação de Recursos e dos momentos  da parte 2, onde destacamos a fase do sonhar, idealizar, estar preparado e iniciar a elaboração dos passos principais necessários para as definições, planejamento e execução dos processos de captação. Já na parte 3, falamos do Perfil, Características e Habilidades do Captador de Recursos e preparação para o planejamento, ingredientes importantes para o inicio do trabalho. Na parte 4 comentamos sobre a realização do planejamento como uma das etapas principais de preparação para colocar a sua campanha em ação.

Nesta nova publicação estaremos falando sobre a etapa de execução do planejamento feito para a captação de recursos.

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Execução de Tarefas

Inicia-se a etapa de maior importância nas campanhas de captação de recursos. Este é o momento em que você estará colocando em prática tudo o que idealizou, visualizou e planejou como capaz de atender a todas as necessidades de sua organização e/ou projeto.

Neste momento você já definiu todos os passos, pessoas que ficarão responsáveis pelas tarefas e cronogramas de realização. Muito importante já ter também um cronograma de reuniões periódicas que permitirão saber qual o andamento das atividades, como estão se desenvolvendo e seus resultados.

Lembra-se que na etapa anterior, baseados na Missão, Objetivo principal, Visão e Valores, você e o grupo de apoio desenvolveram todos os Objetivos Específicos, Etapas e Atividades? Agora é o momento de colocá-los em prática! Os Planos de Ação serão o guia para que tudo aconteça da forma planejada.

Para que esta fase seja desenvolvida com sucesso é importante que as pessoas envolvidas na realização das tarefas tenham pleno conhecimento do projeto, conheçam bem a missão da organização e as realize com muito amor acreditando em seu resultado.

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Neste período, a presença do Coordenador da Campanha será importantíssima, não só no acompanhamento e direcionamento das ações, mas principalmente dando apoio e motivando todos os envolvidos.

Vale ressaltar também que, independente de quem faça parte do grupo de apoio, todas as outras pessoas da organização e/ou projeto são importantes, pois colaborarão na execução das tarefas, seja através de pesquisas, consultas e até a participação direta em algumas atividades.

Todas as pessoas que fazem parte dos processos são importantíssimas, pois são a base de todas as realizações. Alto Comando, líderes de áreas da organização e pessoas que atuam nas rotinas operacionais devem estar presentes e colaborando para que tudo se realize com sucesso.

Tudo deve estar em consonância com o planejamento feito, desde um contato de alto nível com Empresários e Poder Público, onde a participação do alto comando da organização e coordenador é indispensável para que as possibilidades de apoio e parcerias seja uma realidade a curto, médio e longo prazo, até contatos e tarefas mais simples, mas igualmente importantes, pois completam o todo.

As pessoas que ficarem responsáveis pelas tarefas devem tomar sempre o cuidado de se reportar ao coordenador sobre o andamento e resultados de sua tarefa, e caso esteja tendo dificuldades, não esperar as reuniões  de acompanhamento para isso, pois pode afetar o cronograma previsto de realizações. Caso sejam encontradas dificuldades, cabe ao coordenador, juntamente com o grupo de apoio, avaliar imediatamente os fatos e redefinirem os rumos, se necessário.

Outra ação importante nesta fase é a elaboração de relatórios em dois passos:

1) Preliminar emitido por cada um dos responsáveis pelas tarefas.

2) Final, emitido pelo coordenador que servirá de base de informações para que todas as pessoas da organização tomem conhecimento do andamento da campanha.

Vale salientar que além do amor ao projeto são importantes ingredientes como a seriedade e comprometimento pela causa que estão defendendo como premissa principal, gerando assim uma onda de otimismo em todas as realizações.

Monitoramento constante em todas as etapas é necessário!

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Reuniões de Acompanhamento e Avaliações Preliminares

Etapa de suma importância que irá permitir ao coordenador e grupo de apoio acompanharem o andamento de todas as etapas e atividades de maneira mais organizada e capazes de mudar o rumo da campanha de Captação de Recursos, podendo promover algumas mudanças quando necessárias.

Apesar de haver uma etapa de Avaliação Final após todas as atividades, Avaliações Preliminares podem e devem ser feitas em qualquer instante, podendo redirecionar caminhos e resultados do planejamento feito.

Também podemos mencionar uma ação importante nestas reuniões, que é o registro de todos os fatos (sucessos e insucessos) que permitirão na última fase do Planejamento (Avaliação Final) estabelecer métricas e/ou indicadores que colaborarão nesta e em campanhas futuras.

Bom, é isso pessoal!

No próximo artigo falaremos da fase de Avaliação Final, quando todas as atividades que foram colocadas em prática serão analisadas e registradas, servindo de base para o redirecionamento e replanejamento em algumas ações que não deram certo, como deixar informações que poderão ser utilizadas em planejamentos futuros.

Até lá!

Sancionada Lei Brasileira de Inclusão


Olá pessoal!

Apesar do momento atual do país, veja a seguir uma ótima notícia!

lei da inclusão sancionada

Fonte: http://www.maragabrilli.org.br

Confira as inovações do texto e os vetos da presidente Dilma

A presidente Dilma Rousseff aprovou em julho a Lei Brasileira de Inclusão(Lei 13.146/2015) – antigo Estatuto da Pessoa com Deficiência.

O texto, relatado pela deputada Mara Gabrilli na Câmara e pelo senador Romário no Senado, foi aprovado em junho pelo Congresso Nacional. A redação classifica o que é deficiência, prevê atendimento prioritário em órgãos públicos e dá ênfase às políticas públicas em áreas como educação, saúde, trabalho, infraestrutura urbana, cultura e esporte para as pessoas com deficiência.
Entre as inovações da lei, está o auxílio-inclusão, que será pago às pessoas com deficiência moderada ou grave que entrarem no mercado de trabalho, e a definição de pena de reclusão de um a três anos para quem discriminar pessoas com deficiência.

Para garantir a acessibilidade, a lei também prevê mudanças no Estatuto da Cidade para que a União seja corresponsável, junto aos estados e municípios, pela melhoria de condições de calçadas, passeios e locais públicos para garantir o acesso de pessoas com deficiência.

Acesse a Lei Brasileira de Inclusão na íntegra.

icone educação

EDUCAÇÃO

• Proibição de escolas privadas cobrarem a mais de alunos com deficiência
• Oferta de profissionais de apoio escolar
• Obrigação de disciplinas com conteúdos sobre deficiência em cursos superiores
• Escolas de idiomas, informática e outros cursos livres são obrigadas a oferecer material acessível. A mudança é uma proposta da LBI que altera o Código de Defesa do Consumidor.

icone assistência social
ASSISTÊNCIA SOCIAL E SAÚDE

• Mudanças no critério de renda para receber o BPC
• Serviços e equipamentos do SUS e SUAS devem ter olhar integrador das políticas públicas.

icone qualidade de vida
COMUNICAÇÃO, CULTURA E LAZER

• Garantia de acessibilidade nos serviços de telefonia
• Pessoas com deficiência poderão escolher os locais acessíveis em casas de shows e espetáculos e esses locais devem acomodar grupos comunitários e familiares
• Salas de cinema terão de exibir em todas as sessões recursos de acessibilidade para as pessoas com deficiência
• Hotéis deverão oferecer ao menos 10% de dormitórios acessíveis.
• Pronunciamentos oficiais, propaganda eleitoral obrigatória e os debates transmitidos pelas emissoras de televisão devem ser acessíveis
• Telecentros públicos deverão oferecer no mínimo 10% de recursos acessíveis para pessoas com deficiência visual
• Nos lançamentos de livros, terão também de ser disponibilizadas as versões acessíveis dos títulos
• As editoras não poderão usar nenhum argumento para negar a oferta de livro acessível

Icone trabalho
TRABALHO E PREVIDÊNCIA SOCIAL

• Criação do direito ao Auxílio Inclusão, benefício de renda complementar ao trabalhador com deficiência que ingressar no mercado de trabalho
• Estímulo à capacitação simultânea à inclusão no trabalho
• Trabalhador com deficiência ou seu dependente poderá sacar o FGTS para comprar cadeira de rodas, órteses, próteses e materiais especiais.

icone habitação
HABITAÇÃO

• Reserva das unidades habitacionais para 3%
• Criação de moradias para vida independente
• Condomínios deverão oferecer um percentual mínimo de unidades inteiramente acessíveis, a ser regulamentado por lei.

icone participação social
DIREITOS CIVIS E AÇÕES DE COMBATE AO PRECONCEITO

• Pessoas com deficiência intelectual terão direito ao voto e ser votado, ao casamento e a ter filhos
• Harmonização com o Código Penal de penas relacionadas ao preconceito, discriminação e abuso contra a pessoa com deficiência
• Proibição de planos de saúde cobrarem a mais de pacientes com deficiência
• Garantia de acessibilidade no acesso à Justiça para todos os envolvidos no processo

icone direitos
MECANISMOS DE POLÍTICAS PÚBLICAS E DEFESA DE DIREITOS

• Tribunais de Contas passarão a fiscalizar também a aplicação das normas de acessibilidade
• A reforma de todas as calçadas passa a ser obrigação do Poder Público, que deverá tornar todas as rotas acessíveis

VETOS À LBI

TRABALHO
• Obrigação da contratação de pelo menos uma pessoa com deficiência por empresas com 50 a 99 funcionários

EDUCAÇÃO
• Reserva de no mínimo 10% no processo seletivo, para cursos e turnos, para estudantes com deficiência nas instituições de educação profissional e tecnológica, de educação, ciência e tecnologia, e de educação superior, públicas federais e privadas

ISENÇÃO
• Isenção de IPI na compra de automóveis por pessoas com deficiência auditiva

• Isenção de IPI nos acessórios utilizados para adaptação de veículos destinados ao uso de pessoas com deficiência

HABITAÇÃO
• Respeito aos princípios do desenho universal nos programas habitacionais, públicos ou subsidiados com recursos públicos

ACESSO À JUSTIÇA E DIREITOS
• Acessibilidade nos veículos dos Centros de Formação de Condutores (CFC)

• Prioridade à pessoa com deficiência no recebimento de precatórios