05 de Junho: Dia Mundial do Meio Ambiente


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Olá pessoal, bom dia!

Passando hoje para lembrar e comemorar com vocês o dia Mundial do Meio Ambiente.

Imensamente importante para todos, comemorar e realizar ações para melhorá-lo são situações que todos podem estar presentes. O que você pode fazer para melhorar o meio ambiente?

Vejam a seguir uma publicação do site brasilescola.uol.com.br sobre este dia.

05 de Junho: Dia Mundial do Meio Ambiente

Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 5 de junho, foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), e tem como objetivo principal chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis.

Veja também: Sustentabilidade – equilíbrio entre suprimento das necessidades humanas e preservação ambiental

Origem do Dia Mundial do Meio Ambiente

Em 1972, durante a Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente Humano, em Estocolmo, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o Dia Mundial do Meio Ambiente, que passou a ser comemorado todo dia 05 de junho. Essa data, que foi escolhida para coincidir com a data de realização dessa conferência, tem como objetivo principal chamar a atenção de todas as esferas da população para os problemas ambientais e para a importância da preservação dos recursos naturais, que até então eram considerados, por muitos, inesgotáveis.

Nessa Conferência, que ficou conhecida como Conferência de Estocolmo, iniciou-se uma mudança no modo de ver e tratar as questões ambientais ao redor do mundo, além de serem estabelecidos princípios para orientar a política ambiental em todo o planeta. Apesar do grande avanço que a Conferência representou, não podemos afirmar, no entanto, que todos os problemas foram resolvidos a partir daí.

Leia também: Conferências ambientais – reuniões de líderes de diversos países com pautas ambientais

Importância do Dia Mundial do Meio Ambiente

Atualmente existe uma grande preocupação em torno do meio ambiente e dos impactos negativos da ação do homem sobre ele. A destruição constante de habitat e a poluição de grandes áreas, por exemplo, são alguns dos pontos que exercem maior influência na sobrevivência de diversas espécies.

Tendo em vista o acentuado crescimento dos problemas ambientais, muitos pontos merecem ser revistos tanto pelos governantes quanto pela população para que os impactos sejam diminuídos. Se nada for feito, o consumo exagerado dos recursos e a perda constante de biodiversidade poderão alterar consideravelmente o modo como vivemos atualmente, comprometendo, inclusive, nossa sobrevivência.

Dentre os principais problemas que afetam o meio ambiente, podemos destacar o descarte inadequado de lixo, a falta de coleta seletiva e de projetos de reciclagem, consumo exagerado de recursos naturais, desmatamento, inserção de espécies exóticas, uso de combustíveis fósseis, desperdício de água e esgotamento do solo. Esses problemas e outros poderiam ser evitados se os governantes e a população se conscientizassem da importância do uso correto e moderado dos nossos recursos naturais.

Em razão da importância da conscientização e da dimensão do impacto gerado pelo homem, o Dia Mundial do Meio Ambiente é uma data que merece bastante destaque no calendário mundial. Entretanto, não basta apenas plantar uma árvore ou separar o lixo nesse dia, é necessário que sejam feitas campanhas de grande impacto que mostrem a necessidade de mudanças imediatas nos nossos hábitos de vida diários.

Apesar de muitos acreditarem que a mudança deve acontecer em escala mundial e que apenas uma pessoa não consegue mudar o mundo, é fundamental que cada um faça a sua parte e que toda a sociedade reivindique o cumprimento das leis ambientais. Todos devemos assumir uma postura de responsabilidade ambiental, pois só assim conseguiremos mudar o quadro atual.

A proteção e o melhoramento do meio ambiente humano é uma questão fundamental que afeta o bem-estar dos povos e o desenvolvimento econômico do mundo inteiro, um desejo urgente dos povos de todo o mundo e um dever de todos os governos.”

(Declaração de Estocolmo sobre o ambiente humano – 1972)


SANTOS, Vanessa Sardinha dos. “05 de Junho — Dia Mundial do Meio Ambiente”; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/datas-comemorativas/dia-mundial-do-meio-ambiente-ecologia.htm. Acesso em 05 de junho de 2020.


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Nova lista suja do trabalho escravo tem 202 empregadores. Confira!


Olá pessoal!

É triste observar que em pleno século 21 ainda nos deparamos com situações deploráveis que acontecem com pessoas em todo o mundo. Falo do trabalho escravo, prática ainda utilizada por pessoas sem humanidade e gananciosas na sua busca pelas riquezas, sem se importar com o Ser Humano que é utilizado, sem nenhum respeito, para esta finalidade. Aqui no Brasil, apesar da luta do governo, organizações e sociedade, ainda persistem situações como essa acontecendo.

Vejam a seguir uma publicação da Globo.com a respeito da atualização da lista de empresários que ainda se utilizam desta prática para enriquecerem:

Nova lista suja do trabalho escravo tem 202 empregadores. Confira quem são

Atualização, publicada em janeiro, identifica quem submeteu trabalhadores a condições análogas à escravidão.

Fonte: https://oglobo.globo.com

Daiane Costa – 21/01/2019 – 17:16 / Atualizado em 21/01/2019 – 17:47

RIO – A Secretaria de Inspeção do Trabalho, ligada ao Ministério da Economia, atualizou a relação de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, mais conhecida como lista suja do trabalho escravo. Nesta, há 202 nomes. A anterior havia sido divulgada em outubro e incluía 209 empregadores. Todos os nomes que constam na lista foram autuados por trabalho análogo ao de escravo por auditores fiscais, e tiveram o direito de recorrer em duas instâncias administrativas dentro do órgão, mas perderam.

Confira a lista completa aqui

De acordo com a nova lista, há uma maior incidência de casos em Minas Gerais (49) e Pará (22). Além dessas duas unidades da federação, outras 18 têm empregadores listados. No RJ há onze estabelecimentos mencionados. A maioria deles é lanchonete, além de caldo de cana, comércio de alimentos, churrascaria, pastelaria e pizzaria.

Em outubro de 2017, o governo do então presidente Michel Temer foi alvo de duras críticas ao editar um nova portaria, que tornava mais difícil caracterizar o trabalho escravo. Dois meses depois, ele voltou atrás e tornou mais rigorosas as definições de jornada exaustiva e condição degradante do trabalhador, além de ter ampliado outros conceitos para a configuração desse tipo de mão de obra. Com a nova portaria, o governo deixa em vigor no país as regras que já estavam valendo há 14 anos.

De acordo com o artigo 149 do Código Penal Brasileiro, caracterizam o trabalho análogo ao de escravo condições degradantes de trabalho (incompatíveis com a dignidade humana, caracterizadas pela violação de direitos fundamentais coloquem em risco a saúde e a vida do trabalhador), jornada exaustiva (em que o trabalhador é submetido a esforço excessivo ou sobrecarga de trabalho que acarreta a danos à sua saúde ou risco de vida), trabalho forçado (manter a pessoa no serviço através de fraudes, isolamento geográfico, ameaças e violências físicas e psicológicas) e servidão por dívida (fazer o trabalhador contrair ilegalmente um débito e prendê-lo a ele). Os elementos podem vir juntos ou isoladamente.


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Como a MSF vacinou 25 mil meninas pré-adolescentes contra câncer cervical nas Filipinas


Olá pessoal!

Não me canso de admirar o trabalho realizado pelo pessoal da Organização MÉDICOS SEM FRONTEIRAS. Incansáveis e perseverantes…é como gosto de defini-los. Não desistem da luta para resolver ou minimizar situações críticas em todo o mundo.

Hoje vou compartilhar com vocês um artigo sobre uma das campanhas realizadas pelo mundo, desta vez em Manila, capital da Filipinas, e como realizaram uma vacinação em um dos locais mais precários de lá.

Vejam a seguir o artigo elaborado pela equipe de comunicação do MSF:

Mais de 300 mil pessoas vivem abarrotadas das favelas de Tondo, coladas às docas do porto de Manila, a capital das Filipinas. Tondo tem um número insignificante de médicos – apenas um para cada 36 mil habitantes.

Nesses distritos pobres, Médicos Sem Fronteiras (MSF) lançou uma campanha em larga escala para vacinar 25 mil jovens contra o papiloma vírus humano (HPV), uma das principais causas de câncer cervical – também conhecido como câncer de colo do útero.

NO LABIRINTO DE AROMA E HAPPYLAND

Todos os dias, 12 mulheres nas Filipinas morrem de câncer cervical. Em 2015, o governo intensificou seus esforços para combater a doença, dando prioridade às regiões mais pobres do país. Manila, também a capital financeira, não é uma delas. E enquanto apenas alguns quilômetros separam o opulento centro financeiro da cidade dos bairros de Tondo, a diferença entre ricos e pobres é imensa.

Com o apoio da Manila City Health e em parceria com a organização local Likhaan, MSF lançou uma primeira rodada de vacinas em fevereiro de 2017. Mais de 25 mil jovens de 9 a 13 anos receberam a primeira dose de uma vacina que, para ser eficaz, requer uma segunda dose seis meses depois.

As favelas de Tondo podem parecer um labirinto e muitos de seus moradores levam vidas imprevisíveis. É comum que as pessoas se mudem de repente, dependendo de suas condições de vida e oportunidades econômicas.

Manila é uma das cidades mais densamente povoadas do mundo, com mais de 70 mil habitantes por quilômetro quadrado. E, embora os nomes das favelas possam parecer pitorescos, elas refletem as condições desafiadoras dos moradores. Uma é chamada de “Happyland”, um jogo de palavras com o termo “hapilan”, que significa ‘lugar de despejo’ em uma língua local. Outro, “Aroma”, evoca os cheiros fortes que vêm das montanhas de lixo que circundam as favelas.

A maioria das residências – e seus habitantes – não possuem um endereço oficial. Armazéns vultosos e em desuso tornaram-se abrigos improvisados, cada um acomodando até centenas de famílias. Nesse caos, procurar um total de 25 mil jovens no início do ano foi um desafio. Encontrá-las novamente apenas seis meses depois, ainda mais.

A relativa falta de acesso à educação sobre saúde em Tondo poderia ter prejudicado a compreensão sobre a importância crucial da segunda dose. Além disso, não era possível marcar consultas com seis meses de antecedência para essas jovens, cujas famílias geralmente vivem uma existência imediatista em condições de privação.

Foi aí que o conhecimento da Likhaan sobre as favelas revelou-se vital.

Conhecidas como mobilizadoras comunitárias, as assistentes sociais locais cobriram quilômetros de ruas, de porta em porta, para fazer o acompanhamento de tantas garotas quanto fosse possível.

Elas também organizaram uma campanha de mensagens de texto visando os 10 mil números de telefone registrados durante a primeira rodada de vacinas, para enviar lembretes sobre a segunda dose.

Finalmente, elas realizaram sessões de educação comunitária nas favelas para lembrar as pessoas da importância dessa vacinação, além de suas sessões habituais sobre saúde reprodutiva e planejamento familiar.

DERROTANDO O CÂNCER CERVICAL

A Organização Mundial de Saúde recomenda a vacinação de meninas menores de 15 anos para reduzir o número de mulheres que desenvolvem câncer cervical à medida que envelhecem. Em 2011, o governo filipino integrou a vacinação contra o HPV no programa nacional e depois o estendeu em 2015, mas as mulheres mais velhas para as quais a vacina não existia quando eram adolescentes são muito mais propensas a contrair a doença.

MSF e Likhaan também criaram programas de triagem e tratamento. Suas equipes fornecem informações sobre o câncer cervical e oferecem consultas e tratamento gratuito em sua clínica de Tondo, bem como numa clínica móvel: uma van que atravessa os bairros mais pobres de Manila para chegar a um maior número de mulheres.

A triagem de rotina leva apenas três minutos. As mulheres com células pré-cancerígenas são imediatamente tratadas com crioterapia, enquanto as pessoas suspeitas de estarem em estágio mais avançado da doença são encaminhadas para o hospital para diagnóstico. A equipe apoia essas mulheres em todas as etapas do processo.

Mais de 1.200 mulheres passaram pela triagem entre janeiro e setembro de 2017.

Após semanas de trabalho árduo, as equipes alcançaram um resultado que superou as expectativas: quase 90% das meninas receberam a segunda injeção. Nesse tipo de campanha – onde os pacientes devem ir a um centro de saúde por conta própria – os organizadores geralmente conseguem mobilizar novamente entre 60% e 70% daqueles que receberam a primeira dose.

MOBILIZAR COMUNIDADES

Com a Likhaan, MSF realizou uma campanha de informação em larga escala. Likhaan apoia a saúde das mulheres e o planejamento familiar nas Filipinas há mais de 20 anos. O objetivo da campanha era mobilizar famílias e encorajar as jovens a retornar para a segunda dose da vacina.

FOOTNOTES: Direitos autorais: Hannah Reyes Morales

Manila, Filipinas


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Construa um Brasil com menos corrupção


Bom dia pessoal!

Passando hoje para compartilhar com vocês um artigo do Observatório Social Brasileiro, cujo tema é antigo, atual e se não fizermos nada, provavelmente no futuro também. A corrupção é um “cancro” que assola o Brasil desde os tempos do império, e hoje atinge níveis alarmantes, causando dor e dificuldades a todos aqueles que dependem dos serviços públicos para viver. É hora de mudar através do voto!!!

Construa um Brasil com menos corrupção

Fonte: http://osbrasil.org.br

O texto base do “Plano Nacional de Integridade, Transparência e Combate à Corrupção”, lançado no dia 27 de setembro, durante a Conferência Ethos 360° em São Paulo, está disponível para receber a contribuição da sociedade civil. O documento foi elaborado de forma coletiva pelas seguintes organizações: Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (ENCCLA), Instituto Ethos, Observatório Social do Brasil, Rede Brasil do Pacto Global (ONU), Rede de Controle Nacional e Transparência Internacional Brasil, com a participação do ex-ministro Jorge Hage e apoio do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de São Paulo (IEA), da FGV Direito SP e FGV Direito RJ.

Este documento, denominado como texto base, foi formulado com o intuito de subsidiar o diálogo, provocar o debate público e indicar medidas a serem trabalhadas na agenda de Integridade. O texto do Plano Nacional contém, dentre outros itens, a avaliação do estágio atual e a identificação de desafios e novos avanços necessários. Trata-se de uma proposta de um conjunto de medidas abertas à contribuição de todos, que resultarão em projetos de lei, emendas, programas, posicionamentos públicos ou campanhas de mobilização.

Conheça o texto base do Plano Nacional de Integridade, Transparência e Combate à Corrupção aqui.

“Entendemos que, assim como em outras democracias, só é possível prosperar no enfrentamento à corrupção através de um Plano Nacional que seja capaz de tratar os pilares de integridade de forma sistêmica. É também importante que o mecanismo de construção desse Plano promova o envolvimento de distintos segmentos e atores da sociedade”, destaca o documento.

Dessa forma, todxs são convidados a conhecer, se apropriar, refletir e contribuir com a construção deste imprescindível documento. Acesse aqui para enviar a sua sugestão. O processo de consulta pública ficou aberto até o dia 30/11, e novas sugestões podem chegar para complementar.

Via Ehtos

 

 

ONU Brasil lança campanha pelo fim da violência contra a juventude negra


Bom dia pessoal!

Sempre é muito bom observar movimentos na sociedade e Instituições no sentido de reduzir a desigualdade, discriminação, preconceitos, etc. A ONU Brasil lançou uma campanha contra a violência direcionada à juventude negra e traça parâmetros importantes para a transformação de fatos tristes que ainda acontecem em determinadas camadas da sociedade.

Compartilho com vocês hoje um artigo da ONU Brasil que trata deste assunto:

A Organização das Nações Unidas no Brasil lança, no próximo dia 7 de novembro, a campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra jovens negros.

A iniciativa, ligada à Década Internacional de Afrodescendentes, envolve os 26 organismos da equipe de país da ONU. O objetivo é sensibilizar sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais a respeito da importância de políticas de prevenção e enfrentamento da discriminação racial.

A Organização das Nações Unidas no Brasil lançou em 7 de novembro, a campanha “Vidas Negras”, pelo fim da violência contra jovens negros.

A iniciativa, ligada à Década Internacional de Afrodescendentes, envolve os 26 organismos da equipe de país da ONU. O objetivo é sensibilizar sociedade, gestores públicos, sistema de Justiça, setor privado e movimentos sociais a respeito da importância de políticas de prevenção e enfrentamento da discriminação racial.

Para a ONU, o racismo é uma das principais causas históricas da situação de violência e letalidade a que a população negra está submetida. Atualmente, um homem negro tem até 12 vezes mais chance de ser vítima de homicídio no Brasil que um não negro, segundo o Mapa da Violência.

O lançamento, com divulgação de vídeos e materiais de campanha, teve início às 15h30, na Casa da ONU, em Brasília (DF), e contou com a presença do coordenador residente das Nações Unidas, Niky Fabiancic; de representantes do governo e da sociedade civil que atuam no tema; e do ator Érico Brás — apoiador da campanha “Vidas Negras” e participante dos vídeos e peças.

No Brasil, sete em cada dez pessoas assassinadas são negras. Na faixa etária de 15 a 29 anos, são cinco vidas perdidas para a violência a cada duas horas. De 2005 a 2015, enquanto a taxa de homicídios por 100 mil habitantes teve queda de 12% entre os não negros, para os negros houve aumento de 18%.

“O Brasil é um dos 193 países comprometidos com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Um dos principais compromissos dessa nova agenda é não deixar ninguém para trás em relação às metas de desenvolvimento sustentável, incluindo jovens negros. Com a campanha Vidas Negras, a ONU convida brasileiras e brasileiros a se engajarem e promoverem ações que garantam o futuro de jovens negros”, comenta o coordenador residente da ONU, Niky Fabiancic.

Segundo pesquisa realizada pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) e pelo Senado Federal, 56% da população brasileira concorda com a afirmação de que “a morte violenta de um jovem negro choca menos a sociedade do que a morte de um jovem branco”. O dado revela o grau de indiferença com que os brasileiros têm encarado um problema que deveria ser de todos.

A campanha quer chamar atenção para o fato de que cada perda é um prejuízo para o conjunto da sociedade. Além disso, deseja alertar sobre como o racismo tem restringido a cidadania de pessoas negras de diferentes formas.

Peças e números

Segundo dados recentemente divulgados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), de cada 1 mil adolescentes brasileiros, quatro vão ser assassinados antes de completar 19 anos. Se nada for feito, serão 43 mil brasileiros entre os 12 e os 18 anos mortos de 2015 a 2021, três vezes mais negros do que brancos.

Entre os jovens, de 15 a 29, nos próximos 23 minutos, uma vida negra será perdida e um futuro cancelado, segundo o Mapa da Violência. A campanha defende que esta morte precisa ser evitada e, para isso, é necessário que Estado e sociedade se comprometam com o fim do racismo — elemento-chave na definição do perfil das vítimas da violência.

As peças da campanha abordam diferentes facetas da questão, que vão da discriminação como obstáculo à cidadania plena; passam pelo tratamento desigual de pessoas negras em espaços públicos; e pelo vazio deixado pelos jovens assassinados nas famílias e comunidades; chegando até o problema da filtragem racial (escolha de suspeitos pela polícia, com base exclusivamente na cor da pele).

Participam dos vídeos e demais materiais, além de Érico Brás, Taís Araújo, Kenia Maria, Elisa Lucinda e o Dream Team do Passinho.

A campanha, principal ação do Sistema ONU Brasil no mês da Consciência Negra, não para por aí. Ela seguirá estimulando o debate sobre a necessidade urgente de medidas voltadas para superação do racismo nos diferentes segmentos da sociedade.

Para atendimento à imprensa, por favor, entre em contato com:
Thiago Ansel – Consultor de Comunicação da Campanha Vidas Negras
ansel@unfpa.org | (61) 3038-9253 | (21) 99545-5647


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Austrália abre supermercado gratuito apenas com produtos que seriam descartados


Olá pessoal,

Compartilhando com  vocês uma notícia publicada no site ciclovivo.com.br e que foi também compartilhada por Franciscas Moraes no Twitter (@fmoraes1963).

Ideia fantástica, que, se adotada em todos os países do mundo, reduziria significativamente a fome que teima em estar presente em toda parte, apesar de produções fantásticas de alimentos em diversos países, como o Brasil, que é líder na produção de alimentos, com uma agropecuária forte, mas com um desperdício e modelo de distribuição muito aquém do que poderia estar presente para as populações carentes. Como diz o velho ditado: “Em casa de ferreiro o espeto é de pau”.

Independente destas questões, é muito legal ver na Austrália e alguns países encontrando soluções para evitar o desperdício e principalmente suprir as necessidades de pessoas menos favorecidas. Não tenho conhecimentos de que no Brasil exista um projeto como esse, mas se não tem, já passou da hora de iniciar um modelo semelhante em todos cantos do país. E nestas horas fico fazendo um paralelo entre o momento atual do Brasil, com uma crise enorme nas áreas político/institucional, com bilhões sendo desviados para interesse de poucos, que poderiam ser utilizados para projetos como esse e outros também importantes que não acontecem por pura falta de recursos. Oxalá tudo se encaminhe para isso no mais breve tempo. Leiam a seguir a matéria. Boa leitura e reflexões:

Austrália abre supermercado gratuito apenas com produtos que seriam descartados

O mercado é baseado no modelo “Pegue o que precisa, dê o que puder.”
Tudo é gratuito para aqueles que não podem pagar por isso, ou é possível doar a quantia que a pessoa desejar. Foto: Divulgação/OzHarvest

Seguindo uma tendência de outros países do mundo, a Austrália ganhou se primeiro supermercado com produtos rejeitados por supermercados, restaurantes e pelos próprios clientes. Criado pela OzHarvest, ONG de combate ao desperdício de alimento, no novo mercado as cenouras antigas e alimentos enlatados com data de validade por vencer, ou recém-vencidos, são tratados com respeito e dignidade. Tomates maduros, que seriam jogados no lixo, são empilhados com orgulho.

A mercearia teste, localizada em Sidney, vai além dos rótulos de venda e uso para lidar com o desperdício de alimentos e seu impacto no meio ambiente e para combater a fome. Tudo é gratuito para aqueles que não podem pagar por isso. Ou é possível doar a quantia que a pessoa desejar.

A loja armazena uma gama de produtos, incluindo frutas e legumes frescos, pães, conservas, refeições congeladas, bebidas, e produtos de higiene pessoal e de limpeza. As prateleiras serão semanalmente modificadas, dependendo do que for recuperado. Os clientes são incentivados a doar qualquer coisa que eles não queiram mais.

O desperdício de alimentos na Austrália custa cerca de US $ 20 bilhões por ano. Os consumidores australianos desperdiçam vinte por cento dos alimentos comprados e jogam fora uma em cada cinco cestas de compras de alimentos todos os anos. Quatro milhões de toneladas de alimentos acabam em aterros sanitários, onde se decompõem e acabam emitindo metano, um potente gás de efeito estufa.

O empresária australiana atrás do OzHarvest, Ronni Kahn, acredita que este supermercado é um passo na direção certa. “Toda vez que salvamos comida boa, ajudamos o planeta. Cada vez que usamos esse alimento para a alimentação de pessoas famintas, lidamos com questões sociais”, diz Kahn em entrevista à revista Broadsheet.

Ronni Kahn, a idealizadora do projeto | Foto: Divulgação/OzHarvest

O OzHarvest trabalha com mais de 2.500 doadores de alimentos. “Nós resgatamos alimentos que não podem ser vendidos por supermercados e varejistas de alimentos pelo seu prazo de validade, mas que ainda estão perfeitamente bons para o consumo”, diz Kahn. “Se algo expirou, isso não é motivo para jogá-lo fora.” “Só resgatamos comida que seja absolutamente comestível. Estamos mostrando aos nossos consumidores como é loucura que este produto tenha sido rejeitado”, diz ela. “Todos os nossos motoristas são treinados no manuseio, eles não aceitam nenhum produto que eles mesmo não comeriam.”

A maioria dos produtos são produtos considerados com “defeitos” como enlatados amassados ou frutas e legumes com alguns “hematomas”, que acabam indo parar no lixo. “Tudo o que fazemos não é sobre lucro, é sobre propósito”, diz Kahn.

“As pessoas vão entrar e dizer: ‘Uau, isso é exatamente o que eu iria comprar em qualquer lugar, e agora eu posso apenas levá-lo, usá-lo, ou dar para alguém”.

Khan diz que a OzHarvest planeja abrir outros estabelecimentos, tanto em Sidney como em todo o país. “Acreditamos totalmente que isso será um catalisador para outros desenvolvedores imobiliários. Temos a capacidade de levá-lo ao redor do país, se todas as forças se unirem. Este é um modelo duplicável.”

 

Saiba mais sobre o projeto na página deles no Facebook

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Cartilha da violência contra a mulher


Olá pessoal, tudo bem?

Hoje quero compartilhar com vocês um artigo publicado originalmente no site Carta Capital e trata de um assunto triste e de poucos resultados quando é tratado pelas vias normais que conhecemos hoje em dia.

A obtenção de resultados está diretamente relacionada com uma série de fatores, como idealização, vontade política, mudança de mentalidade de culturas machistas e tantas condições que necessitam de mudanças radicais na implementação de atitudes que reverta esta condição. Para ilustrar melhor, leia o artigo a seguir, além de terem a possibilidade de baixar a Cartilha da Violência contra a Mulher.

Boa leitura e reflexões a todos!

Cartilha da violência contra a mulher

O femicídio emerge de uma base social em que diversas formas de abuso da integridade da mulher são naturalizadas no cotidiano

Por Rosana Pinheiro-Machado —

Quando se fala em violência contra a mulher, a primeira coisa que pode vir à mente é a agressão física*. Isso ocorre por razões óbvias: ela deixa marcas visíveis, dói na pele e na alma, humilha e mata. No entanto, neste 8 de Março, gostaria de chamar atenção para o fato de que o femicídio emerge de uma base social mais profunda, em que diversas formas de abuso da integridade da mulher são naturalizadas no cotidiano.

Os dados de violência contra a mulher no Brasil são alarmantes. Somos o quinto país em violência contra a mulher. A cada cinco minutos, uma mulher é agredida – isso contando apenas os casos que foram denunciados, já que muitas mulheres se escondem de vergonha, dor e medo do agressor (que em 70% dos casos é o próprio parceiro).

São cinco mil mulheres mortas por ano, treze por dia. A violência contra a mulher não pode ser tratada como uma questão exclusivamente de gênero, já que ela está diretamente relacionada com a violência estrutural, com a desigualdade social, regional e racial. As maiores das vítimas desse femicídio são justamente as mulheres mais pobres, negras e do Norte e Nordeste do país.

A agressão física e o femicídio não nascem do vácuo, mas possuem raízes em representações sobre a mulher enraizadas em nossa cultura. Eles são apenas o estopim de uma sociedade marcada pela presença de diversas formas de violência contra a mulher que são menos visíveis e, portanto, nem sempre tratadas como violência.

Violência é toda forma de violação da dignidade que causa dor física ou emocional. Muito se fala em agressão doméstica, mas é assustador o silêncio e a ignorância que existem em torno do assunto de relacionamento abusivo, por exemplo. Ciúmes não é amor. Controle não é amor.

Levantar a voz e jogar um objeto na parede não são atos inofensivos para extravasar a raiva, mas um alerta vermelho. Fuja. Humilhação da mulher na frente dos outros? Fuja.

A dominação psicológica é considerada em muitos países como uma violência tão grave como a física, pois ela destrói a autoestima, anula a personalidade e tudo é vivido por meio de um processo invisível e solitário.

Uma propaganda de cerveja, que estampa diariamente a bunda da mulher, agride e assalta a personalidade de muitas mulheres. Cantadas também agridem. Temos o direito de caminhar na rua com a roupa que quisermos sem sermos molestadas. É lamentável ainda ouvir que uma mulher deveria ficar feliz por ser assediada nas ruas e por levar cantada.

No ambiente de trabalho, funcionárias têm que não apenas ouvir “galanteios” de seus chefes e ficar quietas, mas também agradecer o “elogio”. O mesmo acontece com alunas em relação aos seus professores.

Existem muitas pessoas que defendem as cantadas – seja do ambiente do trabalho, acadêmico ou mesmo o fiu-fiu da rua – como forma de praticarmos nossa brasilidade, ou seja, de exercermos a sexualidade em comparação a tantos países onde as pessoas são reprimidas.

Eu tenderia a concordar se as cantadas fossem multidirecionais e se o resultado dessa prática unilateral não culminasse em um sistema social que acaba em espancamento, estupro e mutilação de mulheres.

Também ainda existem pessoas que, quando ouvem falar de estupro, pensam naquele cara que pega uma mulher de roupa curta e justa numa praça escura. Embora isso seja um cenário possível, o estupro é muito mais ordinário do que se imagina e é praticado por vizinhos, parentes, colegas e parceiros.

Existem muitas mulheres que sequer têm noção que já passaram por situações de estupro. Situações em que não consentiram enquanto estavam embriagadas, por exemplo.

Também existe a violência que a mulher se submete por medo, vergonha ou culpa. Lá no íntimo a mulher sabe que tinha algo errado naquele sexo que ela não queria fazer, mas se sentiu culpada (de não ser a mulher maravilha na cama) de pedir para parar no meio do ato – mesmo que fosse para o namorado.

Muitas mulheres não sentem prazer e muitas sentem dor durante o sexo. Parceiros abusivos, de um lado; falta de informação, vergonha e sentimento arcaico de obrigação sexual, de outro, fazem com que mulheres se coloquem nessa situação degradante.

Quando se fala de estupro é preciso discutir consentimento. Mas as coisas não são tão simples assim. Também é preciso discutir o que é consentimento para meninas muito jovens que foram educadas em uma sociedade autoritária de valores masculinos.

Nós só podemos falar de consentimento, portanto, quando estamos falando de mulheres adultas que já possuem consciência não apenas de seu corpo, seus pontos de dor e prazer, mas também das relações de poder que estruturam o nosso cotidiano. Mas infelizmente estamos muito longe disso, já que o sexismo não é discutido obrigatoriamente nas escolas.

É risível, portanto, falar em consentimento quando nos referimos a uma aluna jovem que manteve relações sexuais com um professor, ou funcionária com seu chefe, por exemplo. É muito como a coação direta ou indireta no mundo acadêmico ou empresarial.

Afinal, o poder é a coisa mais fascinante e desastrosa que o ser humano inventou. Como sabemos, tanto o ambiente acadêmico como empresarial estão repletos de homens que usam o poder e o conhecimento como uma arma de caça e coação.

Nós, mulheres, precisamos falar de violência de forma plural porque a cantada na rua e a bunda da propaganda de cerveja são apenas a base de um sistema cultural que poderá culminar em morte.

Ninguém fará nada por nós mesmos em um sistema de poder que é predominante dominado por homens. É preciso ter mais mulheres no poder, mulheres feministas. Da mesma forma, é preciso empoderar mulheres para que respondam a cantadas sem medo, que boicotem produtos que objetificam seus corpos, que denunciem seus chefes e professores e, finalmente, que fujam de relações abusivas.

É preciso ensinar sexismo – e seu antídoto, a igualdade de gênero – nas escolas para que as meninas, já desde cedo, saibam se defender em uma sociedade de predadores. É preciso rever nossos ensinamentos para nossos alunos e alunas, sobrinhos e sobrinhas, filhos e filhas.

Infelizmente, a normalidade de ensino doméstico de gênero ainda é dizer para os meninos que eles devem ser gentis, ao estilo “abrir a porta do carro para as mulheres”. Gentileza é a base de tudo, mas dispensamos aquela gentileza que trata a mulher como uma flor frágil. Queremos a gentileza do respeito e da escuta.

Para as meninas, ensina-se a se vestirem decentemente e a se comportar “com modos”. Como agir com modos é uma coisa intangível, porque isso simplesmente não existe, temos uma sociedade em que meninas nunca se comportam e, de forma culturalmente legitimada, pagam um preço alto por isso: com sua pele, sua dor, sua carne, seu útero e sua vida.

Oito de Março é o dia nacional de luta contra a violência contra a mulher. (Carta Capital/ #Envolverde)

*Este texto é parte da cartilha do PSOL “A Luta das Mulheres Muda o Mundo”, lançada em Março/2017. 

 


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