Como se comportam doadores do Brasil e do mundo


Olá pessoal!

Hoje estamos compartilhando com vocês um artigo publicado no Jornal Folha de São Paulo e escrito por Paula Fabiani do IDIS. O artigo fala de pesquisas e tendências no Brasil e no mundo sobre a cultura da doação. Muito interessante para Organizações Sociais e captadores de recursos. Veja a seguir:

Green donate button

Acesse a área de postagens do Instituto sabedoria e leia o artigo!

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Acesse também o site Instituto Sabedoria e capacite-se para suas próximas jornadas.

Uma ótima semana a todos!

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Você conhece o aplicativo que facilita doações para ONGs?


Olá pessoal!

Tempos modernos, ideias modernas.

Estamos vivendo uma era onde a tecnologia afeta diretamente nossas vidas e graças a Deus e também a empreendedores espalhados por todo o mundo, nasceram ideias muito boas que vieram modificar positivamente o contexto diário de pessoas e empresas. Falo dos aplicativos, figuras quase que obrigatórias em nossas vidas atuais.

Hoje quero compartilhar com vocês um artigo do QSOCIAL sobre um aplicativo que ajuda organizações sociais a captarem recursos através dele. Vejam a seguir:

Equalizze_aplicativo para doação

Poder contribuir com uma causa diferente a cada mês, via smartphone, é o diferencial do Equalizze, aplicativo lançado ontem em São Paulo e que estimula o comprometimento do cidadão com doações para projetos sociais.

A startup criada pelo administrador de empresas André Felli Alves, 30 anos, é uma plataforma de financiamento coletivo que oferece atualmente um cardápio de nove organizações da sociedade civil que trabalham em quatro áreas _ assistência social, educação, meio ambiente e saúde.

O funcionamento é simples: o usuário baixa o aplicativo, gratuitamente, na Apple Store ou no Google Play, faz um cadastro e estabelece o valor mensal de sua contribuição (de R$ 30 a R$ 180). A cada mês, ele seleciona a ação que pretende apoiar e pode compartilhar com suas redes sociais, dando mais visibilidade à causa.

Assim que a contribuição for confirmada, o valor é repassado à organização escolhida, e o Equalizze verifica se o dinheiro foi realmente empregado no programa.

“O objetivo é oferecer ao usuário uma lista de ONGs reconhecidas por seu trabalho. Como vamos fazer a prestação de contas, as organizações que passarem por essa avaliação receberão um selo de idoneidade”, afirma André.

Por ora, somente organizações de São Paulo estão na plataforma, mas a ideia é expandir. ONGs que tenham interesse em participar do Equalizze devem enviar um e-mail para contato@equalizze.com. Há uma avaliação e, após a aprovação, o projeto é inserido no aplicativo.

Do total dos recursos arrecadados, 2% são retidos para reinvestir na plataforma e, após o desconto das taxas de cartão de crédito, o restante é direcionado às organizações.

 

Por QSocial

Chuveiro sustentável reutiliza 90% de água e 80% de energia


Olá pessoal!

Compartilhando com vocês um exemplo e modelo de sucesso em tempos atuais.

Espero que gostem!

chuveiro

Fonte: http://www.ciclovivo.com.br

Criado na Suécia, equipamento também filtra a água e garante banhos mais longos sem culpa na consciência.

Um chuveiro sustentável desenvolvido na Suécia é capaz de economizar 90% da água e 80% de eletricidade por métodos sustentáveis, além de filtrar a água fornecida para as residências por meio da rede de esgotos. Fora diminuir os gastos com as tarifas de água e de energia, o novo sistema permite que as pessoas tomem banhos mais longos sem causar sérios impactos no meio ambiente.

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Batizado de OrbSys, o chuveiro foi inspirado em tecnologias utilizadas por cosmonautas, e, de acordo com seus criadores, ele é capaz de gerar, para as residências, uma economia superior a mil dólares nas tarifas de água e energia. No site da empresa, o internauta pode estimar a economia média oferecida pelo sistema de acordo com a cidade em que vive – no Brasil, estão disponíveis os cálculos para São Paulo, onde o OrbSys traria uma diferença média de cerca de três mil reais ao fim do ano, considerando que quatro banhos de dez minutos são tomados diariamente na residência.

Além de filtrar e bombear a mesma água durante o banho, o sistema armazena a maior parte do aquecimento em seu interior, provocando uma significativa economia de eletricidade. “Com o meu chuveiro, que está em constante reciclagem da água, você só usaria cerca de cinco litros de água por um banho de dez minutos. Em um banho regular, você iria usar 150 litros de água, 30 vezes mais. É muita economia”, enfatiza Merhdad Mahdjoubi, responsável pelo equipamento.

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O chuveiro sustentável teve brilhante desempenho durante a fase de testes, em que se constatou que o sistema pode fornecer vazão de até 24 litros por minuto, os quais são reutilizados imediatamente no banho. Vale lembrar, também, que os modelos convencionais possuem vazão média de fluxo de água de 15 litros por minuto – o que faz os usuários do OrbSys tomarem uma ducha mais confortável e sem preocupações com o gasto excessivo do recurso.

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O projeto foi apresentado pela primeira vez quando Mahdjoubi ainda estava cursando Desenho Industrial na Universidade de Lund, um dos mais influentes centros acadêmicos da Suécia. O inventor projetou o chuveiro em parceria com o Centro Espacial Johnson da NASA, que, na época, tinha por objetivo difundir novas tecnologias para expedições espaciais. Até agora, o chuveiro sustentável de alto desempenho não é comercializado.

Redação CicloVivo

Estudo mostra que 895 milhões de pessoas no mundo ainda passam fome


Olá pessoal!

A fome é algo que dilacera o corpo e a alma de milhões pelo mundo, sendo suas consequências desastrosas, não somente pelo aspecto orgânico, o qual a corpo perde em tudo e definha até a morte se não restabelecida em tempo, mas principalmente no aspecto psicológico, onde o Ser, já perdendo a força pela falta do alimento e seus nutrientes, olha para o lado e percebe que o fim está próximo e que suas forças estão se exaurindo até que não suporte mais. Imagine a cena de uma mãe ou um pai que não consegue alimentar um(a) filho(a), deve ser simplesmente desesperador….

Mapa mundial da fome

Observamos todos os dias, na maioria do países, o desperdício de alimentos onde são sendo jogados fora milhões de toneladas de alimento que poderiam saciar a fome de tanta gente. Isso acontece de uma forma natural, já que não conseguem olhar o seu entorno e saber que podem mudar uma vida se assim o desejarem. Também existe o exemplo e o momento positivo, cuja luta incansável de pessoas que, não podendo mudar o mundo, procuram mudar este panorama no seu bairro, na sua cidade, como forma de minimizar o sofrimento de pessoas. Este exemplo dado por elas devia iluminar e servir de exemplo para todas s nações da planeta, que poderiam mudar este contexto através da união e fornecimento de alimento e a água, que são os princípios básicos de sobrevivência humana. Observo muitas vezes organizações sociais fazendo de tudo para minimizar este efeito, mas infelizmente ainda não tem força para combater a causa. O importante é todos fazerem a sua parte e proporcionar uma maneira de pressionar os governantes de seus países, empresários bilionários e tantos outros que podem, se unidos na mesma direção, mudar esta condição. Apesar de alguns avanços nas últimas décadas ainda existe muito a se fazer….

Oxalá tudo se concretize para o melhor destas pessoas que padecem de fome pelo mundo.

Veja a seguir um artigo do site Ciclo Vivo e que, apesar de ter sido publicado em 2014, trata-se de uma tema atual. Leia e reflita sobre como podemos mudar isso…boa leitura!

fomenomundo

Imagem do site http://cemanosdeitabuna.ning.com/

Cerca de 805 milhões de pessoas no mundo, uma em cada nove, sofre de fome crônica no mundo, segundo o relatório O Estado da Insegurança Alimentar no Mundo (Sofi 2014, na sigla em inglês), divulgado em Roma, na Itália, pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

O estudo confirmou tendência positiva observada nos últimos anos de redução da desnutrição mundialmente: o número de pessoas subnutridas diminuiu em mais de cem milhões na última década e em mais de 200 milhões desde o período 1990-1992.

Segundo o documento, a redução da fome nos países em desenvolvimento significa que a meta dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de diminuir à metade a proporção de pessoas subnutridas até 2015 pode ser alcançado “se apropriados e imediatos esforços forem intensificados”.

Até o momento, 63 países em desenvolvimento alcançaram o objetivo, entre eles o Brasil, e outros seis estão a caminho de consegui-lo até 2015. O documento incluiu este ano sete estudos de casos, entre eles o Brasil. De acordo com o levantamento, o Programa Fome Zero, que colocou a segurança alimentar no centro da agenda política, foi o que possibilitou o país a atingir este ODM. O estudo também destaca os programas de erradicação da extrema pobreza, a agricultura familiar e as redes de proteção social como medidas de inclusão social no Brasil.

O relatório é uma publicação conjunta da FAO, do Programa Mundial de Alimentos (PMA) e do Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (Fida).

“Isto prova que podemos ganhar a guerra contra a fome e devemos inspirar os países a seguir adiante, com a ajuda da comunidade internacional se for necessário”, dizem, no relatório, o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, o presidente do Fida, Kanayo Nwanze, e a diretora executiva do PMA, Ertharin Cousin. Eles ressaltaram que “substancial e sustentável redução da fome é possível com comprometimento político”.

O documento ressaltou que o acesso a alimentos melhorou significativamente em países que experimentaram progresso econômico, especialmente no Leste e Sudeste da Ásia. O acesso à comida também aumentou no Sul da Ásia e na América Latina, mas principalmente em países que têm formas de proteção social, incluídos os pobres no campo, segundo o estudo.

No entanto, o relatório apontou que apesar do progresso significativo geral, ainda persistem várias regiões que ficaram atrás. Na África Subsaariana, mais de uma em cada quatro pessoas continua com fome crônica. A Ásia abriga a maioria dos famintos – 526 milhões de pessoas. A América Latina e o Caribe são as regiões que fizeram os maiores avanços na segurança alimentar.

Como o número de pessoas subnutridas permanece alto, os chefes das agências reforçaram a necessidade de renovar o compromisso político para combater a fome por meio de ações concretas e encorajam o cumprimento do acordo alcançado na cúpula da União Africana, em junho, de acabar com a fome no continente até 2025.

Os líderes das organizações destacaram que a insegurança alimentar e a desnutrição são problemas complexos que devem ser resolvidos de maneira coordenada e apelam aos governos para trabalhar em estreita colaboração com o setor privado e a sociedade civil.

O relatório reforça que a erradicação da fome requer o estabelecimento de um ambiente propício e um enfoque integrado, que incluam investimentos públicos e privados para aumentar a produtividade agrícola, o acesso à terra, aos serviços, às tecnologias e aos mercados, além de medidas para promover o desenvolvimento rural e a proteção social dos mais vulneráveis.

Por Ana Cristina Campos – Agência Brasil

The Ice-Bucket Challenge: a campanha de captação de recursos mais comentada dos últimos anos


Olá pessoal!

Esta campanha já aconteceu há algum tempo, mas sempre é bom relembrar o sucesso, participação mundial e arrecadação. Foi realmente impressionante.

Projetos geradores de renda são ótimos, mas também bons desafios para vencer, pois, apesar de poderem ser bem planejados, apresentam variáveis que, se não forem observados podem trazer dificuldades durante sua realização.

Este, ao contrário, conseguiu atingir todos os meios de comunicação e mídias, e uma adesão surpreendente. Acompanhem abaixo o artigo da Associação Brasileira de Captação de Recursos, elaborado por Flávia Lang.

Fonte da imagem: www.forbes.comFonte da imagem: http://www.forbes.com

Nos últimos dias a campanha americana The Ice-Bucket Challenge, ou “desafio do balde de gelo” ganhou incrível visibilidade nas redes sociais e na mídia. Algumas pessoas gostam e outras não, mas uma coisa ninguém pode discordar: a campanha é um fenômeno em arrecadação de recursos para uma organização que trabalha com uma doença não tão conhecida e disseminada: a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). De acordo com os dados da ALS Association – organização americana que promove essa campanha–, ela arrecadou mais de US$ 53.3 milhões (116 milhões de reais) de 29 de julho a 21 de agosto. Comparando com o mesmo período do ano passado, o resultado surpreende: é 24 vezes maior (US$ 2.2 milhões). Mais de 1.1 milhão de pessoas realizaram a primeira doação para a organização e esse número não para de crescer. Incrível, não?

logo als association

Desenvolvo campanhas de engajamento público e captação de recursos de pessoas físicas há mais de 15 anos e, depois de acompanhar o debate nas redes sociais, iniciei uma reflexão sobre a campanha baseada nas informações publicadas no site da ALS Association e na mídia, focando nos aspectos de captação de recursos. Acredito que muitas novidades ainda estão por vir e, depois que a campanha terminar, será muito interessante estuda-la mais a fundo.

  1. A causa – Sempre que converso com uma organização, a primeira pergunta que me fazem é: “a causa da nossa organização não é tão forte, como podemos arrecadar fundos?”, ou “existem causas mais importantes como criança e meio ambiente, como conseguiremos?”.

Minha resposta é sempre a mesma: eu acredito que todas as causas são importantes, merecem ser tratadas com respeito e, no mundo diverso de hoje, temos espaço para buscar apoiadores para todos. Nesse caso específico, a Esclerose Lateral Amiotrófica é uma doença não tão conhecida e que atinge um grupo pequeno de pessoas se comparada com outras doenças. Mas nem por isso ela deve ser ignorada. Isso demonstra que, independentemente da causa, uma boa ideia, bem implementada, tem grande potencial de mobilizar recursos.

  1. A inspiração – A campanha foi inspirada na história de Pete Frates, antigo capitão de um time de beisebol, esporte tão tradicional nos EUA quanto o futebol no Brasil. Em 2012, ele foi diagnosticado com Esclerose Lateral Amiotrófica, uma doença neurodegenerativa progressiva e fatal que afeta as células do sistema nervoso e da medula, causando uma paralisia motora irreversível. A campanha começou no mundo esportivo. O banho de água com gelo é comum no esporte americano para comemorar uma grande vitória ou um título. Então, acredito que para essa causa essa demonstração faz um certo sentido. Mais recursos para pesquisa podem significar avanços ou mesmo uma vitória.
  2. O ícone inicial – O apoio de Pete Frates, que desde que descobriu a doença tem uma ligação forte com a causa e com a organização, foi essencial para esse sucesso. Ao longo dos últimos dois anos, Frates buscou construir uma rede de amigos e simpatizantes que organizaram eventos para levantar fundos para a pesquisa sobre a ELA. Ele é uma celebridade com forte vínculo com a causa. Então, temos um ponto adicional: o ícone inicial da campanha já tinha uma relação real com a causa e, para ele, ela é muito relevante.
  3.  O desafio – No Brasil isso ainda não é muito comum, mas desenvolver campanhas criando desafios para captar recursos para uma organização é uma forma muito difundida nos EUA e na Inglaterra, entre outros países. Muitas pessoas iniciam campanhas de captação de recursos para realizarem uma corrida ou outras atividades. Apesar de não termos essa tradição, a campanha trabalha com um formato muito popular onde foi criada.
  4. Conexão – Um dos principais fatores de sucesso é a conexão. Na linguagem de captação de recursos “peer to peer fundraising “(captação de recursos com seus pares), mas isso não significa necessariamente conexão com a causa. A fortaleza da campanha é a conexão entre as pessoas. Então, apesar de arrecadar um valor incrível e ter um número enorme de pessoas que realizaram a primeira doação, os próximos passos é que definirão a campanha. Até o momento, essa campanha é como um evento, com data de início e término. Neste caso, ela é um sucesso. Se analisarmos o compromisso futuro dos doadores com a organização, a pergunta é se a ALS Association conseguirá transformar esse doador pontual em um doador comprometido, que realiza doações no longo prazo. Espero que eles busquem a segunda opção e que seja atingida, mas para isso têm um grande caminho para fidelizar essas pessoas.
  5.  A importância de contribuir – Essa campanha utilizou uma forma ousada e divertida para captar recursos, envolvendo as pessoas em uma ação. Apesar do desafio ser tomar um banho gelado ou doar, de acordo com muitas matérias sobre o assunto nos EUA, as pessoas fazem ambos: contribuem e aceitam o desafio, disseminando a campanha e conquistando novos adeptos. Isso contribui de forma essencial para a propagação da campanha. O resultado seria completamente diferente se fossem vídeos somente solicitando uma doação para uma causa.
  6. Infraestrutura – Uma organização precisa estar preparada para receber os novos doadores. É necessário ter uma base de dados, um sistema para o recebimento de doações eficiente, um formulário seguro e fácil para a realização da doação e um servidor que aguente o aumento do trafico adicional gerado pela campanha. Imagina se eles não estivessem preparados, as pessoas não conseguiriam doar e o resultado seria bem diferente.
  7. Viralidade e abrangência – Essa é uma campanha baseada no marketing viral, o que significa que não tem um alto custo de investimento. Por outro lado, uma organização perde o controle quando utiliza marketing viral, a campanha fica nas mãos dos participantes. E, a partir daí, tudo pode acontecer para o bem ou para o mal. Ninguém esperava esse resultado surpreendente em montante arrecadado, número de doações, número de vídeos, comentários, compartilhamentos, participação das pessoas (celebridades ou não), disseminação da informação e participação internacional.
  8. Celebridades envolvidas – Quando uma campanha tem o apoio de uma celebridade, principalmente que esteja alinhada com a causa, normalmente os resultados são mais expressivos. Nesse caso, a campanha foi iniciada no mundo do esporte com celebridades próximas a Frates. Mas, com todos os componentes de uma campanha viral, ela rapidamente se “alastrou” para celebridades mundiais de esportes, negócios, música, artes, entre outros. E o mais importante: as pessoas comuns aderiram. São pessoas como eu e você que somamos as mais de 1.1 milhão de novas doações. Na minha percepção, isso é um fator superpositivo. Não conheço outra campanha que atingiu tantas pessoas mundo afora, disseminou tanta informação sobre uma causa e bateu níveis recordes em captação de recursos com pessoas físicas em curto espaço de tempo como esta da ALS Association que não sejam campanhas de emergências relacionadas com grandes desastres naturais como, por exemplo, o Tsunami na Ásia ou o terremoto no Haiti.

Algumas pessoas comentaram que existem doenças mais importantes que precisam de recursos. Ou epidemias mais urgentes. Eu não acredito que deveria existir competição sobre qual é a causa mais importante. Como escrevi anteriormente, acredito que todas as causas são importantes e essa campanha pede recursos para essa causa, sem desmerecer nenhuma outra.

A campanha é um sucesso em arrecadação de recursos para uma causa não tão conhecida e acredito que devemos utilizar esse caso para reflexão e aprendizado. Isso mostra, mais uma vez, que todas as causas podem encontrar seu espaço. Por outro lado, estamos falando de sucesso financeiro. Quem trabalha com captação de recursos sabe que esses doadores não necessariamente realizarão uma segunda ou terceira contribuição. E para isso existem outros formatos de campanhas que buscam doadores fieis a uma causa e contribuem por muitos anos.

ice-bucket-challenge

Outros comentaram que as celebridades estão participando para se promover. Acredito que isso também possa ser verdade, mas uma boa campanha não é aquela que traz benefícios mútuos? Quando uma empresa doa, as organizações não têm um pacote de contrapartida que oferecem para elas de exposição de marca, entre outros benefícios? Por que as celebridades não podem contribuir com uma campanha e se promoverem ? Aliás, muitas delas nem precisam de semelhante exposição, na realidade.

Outras perguntas relevantes:

A ALS Association ou qualquer outra organização conseguiria captar mais de US$ 53.3 milhões sem o apoio de celebridades? A campanha é baseada no marketing viral, mas conseguiria essa abrangência?

E os resultados: imagine o beneficio que esse recurso vai gerar e o número de pessoas que ficarão informadas sobre essa causa. E imagine quantas pessoas descobrirão que todos podem doar e que, com um pouco de cada um, podemos fazer muito!

Vale lembrar que essa é uma campanha americana criada no contexto americano. Agosto é alto verão, beisebol é um esporte tradicional, o banho de gelo faz parte da cultura, entre outras coisas. Como em qualquer campanha realizada fora do país, boas campanhas inspiram, mas dificilmente uma campanha que utiliza componentes culturais, pode simplesmente ser copiada. É preciso colocá-las no contexto local. Várias celebridades brasileiras aderiram ao desafio e também doaram (ou não) para a ALS Association ou outra organização brasileira. Mas essa não é uma campanha brasileira, criada para captar recursos aqui. Para isso, teríamos que considerar, por exemplo, a crise de água que estamos enfrentando, o combate ao desperdício, entre outros fatores culturais. Enfim, pensar em outro desafio para outra causa ou para a mesma, mas dentro da realidade brasileira é o nosso desafio.

Campanhas criativas e que conectem as pessoas são essenciais para o sucesso na captação de recursos de pessoas físicas. Normalmente buscamos a conexão da pessoa com a causa. A ALS Association ousou, arriscou e continua colhendo os frutos financeiros. No longo prazo precisaremos fazer uma outra análise para saber se realmente a causa entrou na agenda de pelo menos uma parcela das pessoas que doaram neste momento. Mas também temos que analisar se o objetivo, nesse caso, não era só o dinheiro e a visibilidade. Se for, já foi atingido.  E com muito sucesso.

Quando desenvolvemos uma campanha, precisamos estabelecer objetivos claros para permitir uma avaliação correta.  Às vezes somos muito temerosos com o tipo de campanha que devemos desenvolver. Para crescermos, podemos nos inspirar nessa campanha, utilizando componentes que conectem pessoas a pessoas e a causas, que envolvam, engajem e principalmente que no final, elas decidam contribuir para um mundo melhor para todos, respeitando as escolhas de cada um, inclusive de doação, e descubram como é bacana fazer a diferença. Reforçando esse ciclo onde as organizações e as pessoas contribuem e convidam novas pessoas para apoiar uma causa, desenvolveremos um ciclo virtuoso em que todas as causas só têm a ganhar.

Flavia Lang Revkolevsky é especialista em mobilização de recursos de pessoas físicas. Cofundadora e gestora daAder&Lang. Possui mais de 15 anos de experiência na liderança das áreas de comunicação, marketing e desenvolvimento institucional de organizações internacionais como Greenpeace, CARE e Plan International. Fez parte da diretoria e, atualmente, é membro do Conselho Fiscal da ABCR. E-mail: flang@aderelang.com.

Instituto Sabedoria inaugura um novo formato de cursos: Você escolhe e nós criamos


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Bom dia pessoal! Replicando postagem do  Instituto Sabedoria.

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Não me canso de procurar novas alternativas. Cada acontecimento, fatos e resultados é motivo para pensar em fazer de uma forma diferente, sempre como meio de colaborar com a capacitação e aprendizado de pessoas, empresas e organizações sociais. Desta vez idealizamos o projeto “SUA ESCOLHA” ou em inglês “YOUR CHOICE”O que vem a ser? Veja a seguir:

about_us

Este projeto, apesar de não ser inédito aqui no Instituto Sabedoria, foi baseado numa ideia criada internamente chamado de ÚNICO SABER, cujo principal objetivo é privilegiar a todos os interessados com o poder da escolha do que desejam aprender.

Os cursos do Instituto Sabedoria são a nossa paixão e poder compartilhar conhecimentos e informações para pessoas, empresas e organizações sociais são nossa principal missão.

escolhas pessoais

Seja em áreas de Criação, Planejamento, Administração, Gestão, Elaboração de Projetos, Captação de Recursos, Parcerias, Voluntariado ou outras que se apresentem, nossa crescente preocupação é a de mantê-los sempre atualizados e com conteúdos especialmente preparados para que possam extrair o máximo de conhecimentos que façam a diferença em suas vidas, sejam pessoais ou profissionais.

Nossa premissa é a de não pulverizar as informações, evitando criar cursos que deixem dúvidas nos alunos, no mínimo eles são idealizados para despertar o entendimento do assunto e a curiosidade em buscar se aprofundar no tema. A ideia sempre é a criar eventos que possam trazer os conhecimentos que as pessoas e organizações desejam, a fim de estarem capacitadas para as tarefas através de assuntos dirigidos às suas necessidades, só que num padrão fixo em sua grade e conteúdos, sendo atualizados periodicamente para estarem sempre com as melhores informações.

SUA ESCOLHA!

                                                                            SUA ESCOLHA!

A partir de 2016, vamos manter esta linha, mas também criar uma inteiramente nova.

Este novo modelo irá ter duas grades de cursos e possibilidades: cursos e eventos direcionados ao terceiro setor, que fazem parte de nosso DNA, e também uma grade com cursos de outras áreas da economia e interesse, porém, como uma sensível novidade, eles serão criados desenvolvidos de acordo com temas, assuntos e necessidades escolhidos pelos interessados, permitindo o aprendizado dirigido para sua real necessidade.

dúvidas e escolhas

É lógico que este formato, excelente em sua concepção e ideia, terá algumas diferenças em relação à grade fixa, com a criação, o planejamento e realização feitos com mais antecedência, sendo necessário um tempo antes de coloca-los em prática para os interessados. Exemplo: Pessoas, Empresas e/ou Organizações querem conhecimentos relacionados à Captação de Recursos e Parcerias agregando o Voluntariado como forma de colaborar nos processos de planejamento e captação. O prazo mínimo para que todo o material do curso fique pronto para ser ministrado é de 30 dias, podendo variar de acordo com o assunto e conteúdos solicitados.

Já aplicamos este conceito no Projeto Único Saber, direcionado para apenas 01 pessoa e no lugar que ela escolher, com o conteúdo e ementa de sua livre escolha, porém, com algumas diferenças, pois neste novo modelo, o grupo de alunos já deverão estar inscritos, com todos concordando com a pauta escolhida, sendo necessária a aprovação unânime em relação ao conteúdo, para que todos fiquem satisfeitos e felizes com o aprendizado recebido.

Este novo modelo mantém todos os benefícios, promoções e descontos já concedidos para outras modalidades.

Enfim pessoal, é isso! Uma novidade que esperamos que gostem.

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Primeira professora com Down do país ganha prêmio nacional de educação


Olá pessoal! Replicando postagem do Instituto Sabedoria para vocês!

Existem muitas coisas que valem a pena divulgar, mesmo que a informação ou notícia não seja tão recente, mas essa com certeza vale. É extremamente importante o artigo que encontrei no site Catraca Livre e que fala sobre uma pessoa que venceu seus desafios, independente de suas dificuldades, preconceitos ou limitações. Este é um exemplo que replico com alegria para todos os usuários e pessoas que seguem nossas postagens. Que ela possa nos inspirar para tudo se tornar ainda melhor. Apresento-lhes a Profª Débora Seabra. Vejam a matéria a seguir:

professora com down

A professora potiguar Débora Seabra, 33 anos, primeira educadora com síndrome de Down do país, recebeu no final de outubro o Prêmio Darcy Ribeiro de Educação 2015, em Brasília. Ela foi considerada exemplo no desenvolvimento de ações educativas no Brasil. O prêmio é promovido pela Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e acontece anualmente.

Débora é formada em Magistério em nível médio na Escola Estadual Professor Luis Antônio, em Natal (RN), com estágio na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). Trabalha há dez anos como professora e hoje atua na Escola Doméstica, um colégio particular da sua cidade.

A professora roda o Brasil e já foi em outros países, como Argentina e Portugal, para falar sobre o combate ao preconceito na sala de aula.  Em 2013, ela lançou o seu primeiro livro, chamado “Débora conta histórias”, recheado de fábulas infantis.

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Esta e tantas outras histórias pelo mundo nos inspiram a transformar o meio que vivemos.

O Instituto Sabedoria lhe dá os mais sinceros parabéns pelo prêmio Profª Débora, e pelo exemplo a todos nós.

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Uma ótima semana a todos!

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