Captar Recursos no Terceiro Setor é difícil? Parte 3


Bom dia pessoal!

Feliz por estar com vocês novamente e dando sequência em nossa conversa sobre captação de recursos no terceiro setor.

Relembrando os momentos da parte 1, onde destacamos a insegurança pessoal e a falta de capacitação como alguns dos principais fatores da dificuldade das pessoas em realizar o planejamento e execução de campanhas de Captação de Recursos e dos momentos  da parte 2, onde destacamos a fase do sonhar, idealizar, estar preparado e iniciar a elaboração dos passos principais necessários para as definições, planejamento e execução dos processos de captação.

Hoje estamos trazendo a vocês aspectos que complementam as informações anteriores, sendo o perfil e principais características do captador importantíssimas para melhorar as possibilidades de sucesso em campanhas de captação de recursos. Isto não significa que esta importante atividade deva ser realizada apenas por alguns privilegiados, mas que quanto melhor for a sua preparação e habilidades, melhor será o resultado.

Todos têm condições de realizar a tarefa e sempre digo aos alunos e pessoas que nos acompanham que apesar de não possuirmos o perfil ideal, podemos fazer parte de uma equipe onde as habilidades e dom de cada um se complementa para conseguir atingir objetivos, mas é inegável que o líder deve ter conhecimentos e dons que o levem a conduzir as tarefas até sua finalização, e estar capacitado e preparado é fundamental.

perfil

Literaturas que eu já li, cursos que já participei, eventos, etc., indicam algumas características muito importantes para que o captador possa desenvolver com segurança suas atribuições e responsabilidades, sendo fundamental ter, senão na totalidade, a maior parte destas condições em seu currículo pessoal e profissional.

Dentre as características principais destacamos algumas como:

Perfil, Características e Habilidades do Captador de Recursos (Pequeno resumo)

  • Formação em Administração, Relações Públicas, Marketing, etc. (Sugestões).
  • Ter a facilidade em comunicar-se pessoalmente, ao telefone e na escrita.
  • Saber planejar, ser flexível, ter bom senso e sem deixar objetivos de lado.
  • Ser apaixonado pelo que faz e pela causa em todas as etapas do trabalho.
  • Ser criativo no planejamento das ações.
  • Saber delegar responsabilidades.
  • Interessante possuir conhecimentos em inglês.
  • Filiar-se a outras ONGs para acompanhar a evolução dos projetos.
  • Busca do conhecimento constante através de novos cursos e leituras.
  • Saber elaborar Projetos.
  • Saber coordenar equipes de trabalho.
  • Conhecer a fundo a Missão, principais objetivos e projetos da organização.
  • Atualização diária através dos meios de comunicação.
  • Participar constantemente de eventos correlacionados.
  • Conversar com pessoas experientes em sua área de ação.
  • Sua relação interpessoal deve ser um dos pontos fortes nas relações humanas.
  • Realizar pesquisas constantes, sempre em busca de novas formas de captação.
  • Ser transparente e ter respeito pela instituição e pessoas envolvidas, sejam elas da equipe ou doadores.
  • Ser paciente em todas as etapas de trabalho.
  • A persistência e perseverança são fatores de empuxo para unir a equipe.
  • Gostar de pessoas.

reunião captação

Os resultados sempre serão obtidos a partir da participação efetiva de todos os envolvidos, desde as pessoas que ocupam altos postos dentro da organização, como àqueles que realizam as tarefas mais humildes. Todos são importantes e ter a visão de importância de cada um deles é essencial para a melhor condução dos processos.

captação_eu conheco meu investidor

Além do perfil, é importante o captador perceber e se preparar em algumas ações fundamentais antes de iniciar uma campanha, sendo todas elas resultado do conhecimento e perfil desejados na coordenação das atividades. Neste quesito destacamos algumas muito importantes e que farão parte do planejamento da campanha:

  • Antes de entrar em contato com um provável doador, procure conhecer o máximo possível sobre ele;
  • Idealizar um Plano de Comunicação e abordagem adequadas a cada situação;
  • Resumo contendo os destaques e sucessos;
  • Criar uma apresentação institucional e do projeto;
  • Saber interpretar as principais exigências e características de editais;
  • Saber da importância dos recursos na execução dos projetos;
  • Nunca” consiga somente uma fonte de recursos, pois, caso o doador cesse sua colaboração, a organização terá problemas para continuar o projeto;
  • Ter bons conhecimentos da legislação vigente.

Poderíamos relacionar muitas outras ações importantes e isto será feito em nosso próximo bate-papo, onde destacaremos algumas dicas importantes para que tudo se realize por completo e com sucesso, teremos a oportunidade de falar com mais detalhes sobre cada uma delas.

Esperamos que as informações possam ajuda-la(o) na reflexão das ideias e possibilidades e os ajudem a conseguir planejar e executar ações para a obtenção dos recursos necessários e importantes para seus projetos.

Sintam-se à vontade para comentar e solicitar informações em casos de dúvidas e até sugestões para nossos próximos artigos.

Até lá pessoal! Sejam bem vindos á Alavanca Social e Instituto Sabedoria.

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Brasileiras em ação no Nepal


Bom dia pessoal!

Acredito sempre que toda situação, por pior que possa parecer, sempre nos revela modelos e condições surpreendentes, que nos coloca a pensar em todo o potencial que temos para reverter determinadas situações.

Dentro desta linha de pensamento, trago-lhes um artigo publicado pela revista Responsabilidade Social.com e que mostra a força de algumas pessoas na luta para levar melhores condições a outros em condição de vulnerabilidade. Falo de mulheres que, após os terremotos no Nepal, encontraram forças para ajudar as pessoas em seu momento de dor e tristeza. Veja a seguir o relato:

Brasileiras em ação no Nepal

http://www.responsabilidadesocial.com/

16 DE JUNHO DE 2015 — LUÍSA CAVALCANTI, — EDIÇÃO Nº 193

Movidas pela oportunidade de ajudar as comunidades afetadas pelo terremoto no Nepal, as brasileiras Lena Tosta e Simone Nascimento se uniram para fazer sua contribuição. Aqui você conhecerá a história do projeto que elas estão desenvolvendo e, além disso, uma entrevista exclusiva com Lena pode ser conferida aqui.

LEVANTA NEPAL funciona como um coletivo que coloca em rede comunidades, voluntários individuais, organizações e doadores no resgate às condições fundamentais de dignidade às vilas rurais mais afetadas. Passada a primeira fase de ajuda emergencial Nepal, de doações em comida, remédios e barracas, seu foco agora está em colaborar na construção de abrigos temporários, escolas e banheiros que aguentem a monção e promover ações pontuais para ajudar no reestabelecimento das atividades comunitárias, com foco em famílias vulneráveis.

Lena e Simone escolheram começar por Jaundada, uma comunidade muito necessitada cujo tamanho se adequa à sua capacidade de ajudar equitativamente.

ABRACE JAUNDADA

Jaundada é uma comunidade Magar, uma das etnias mais antigas e atualmente a mais numerosa do Nepal. Povo de língua sino-tibetana, eles se estendem por todo o Himalaia central até o centro-oeste nepalense. Trata-se de uma comunidade remota, oficialmente parte da vila de Kunchok, mas distante quase uma hora por estrada de terra do povoado maior. Fica no distrito de Sindhupalchok, um dos dois mais afetados pelo terremoto no Nepal, onde ocorreu praticamente 50% das fatalidades e quase a totalidade dos sobreviventes ficou desabrigada.

nepal 1

O Abrace Jaundada é um projeto do Levanta Nepal que está em pleno curso. Após uma fase inicial de pesquisa de necessidades, de projeções e da construção da primeira casa, na semana passada a comunidade concretizou sua parte, de erguer a base de dezenove abrigos! Estamos providenciando a compra do material para o teto e para os banheiros nesta semana. Ademais, continuaremos acessando as necessidades prioritárias de pessoas vulneráveis na comunidade e a possibilidade de estender o projeto a comunidades vizinhas.

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Os Recursos

Lena arrecadou o suficiente para lançar o projeto de construção de abrigos com as doações que recebeu através de pedidos em redes sociais e depósitos em sua conta pessoal. Também já possuem recursos humanos. Formaram um time de voluntários nepalenses e estrangeiros: Buba Lalit, Rajan Rana, Suraj Tamang, Mikke Soussi, Maximillien Borg, Simone Nascimento e Lena Tosta. Ademais, contam com a colaboração de um professor da comunidade, Chetan Tilmasina, como mobilizador social, e também com o apoio da iniciativa construction d’ecoles (http://www.facebook.com/maximilien.nepal).

Estamos trabalhando muito, com muito amor e o máximo de sensatez, aprendendo e apanhando diariamente num cenário caótico, mas sabemos que podemos contar com vocês. Tem tanta gente que gostaria até de estar aqui, colocando a mão na massa conosco! – Lena Tosta.

Para quem não pode fazê-lo, Lena pede que não deixem o terremoto se tornar a notícia de ontem agora que o processo mais caro começou! Doações podem ser feitas até 30/6/15 pelo Western Union em nome de Lena T. D. Tosta no endereço Jhochhen Tole, Basantapur, Kathmandu, Nepal, 44600.

Depósito feito, é só mandar o número de rastreamento via inbox, acompanhar os resultados de sua ação pela página Levanta Nepal e sentir um sorriso nepalense se abrir em agradecimento.