Pesquisa aponta que brasileiro confia mais na mídia e empresas do que em ONGs


Ongs-no-Brasil

Fonte: Rede Gots

A pesquisa Trust Barometer 2013, realizada pela Edelman Significa, aponta que no Brasil, entre os segmentos analisados, a mídia aparece como o mais crível (66%), seguido de empresas (64%), ONGs (59%) e, por último, o Governo (33%). A décima terceira edição do estudo, realizado com 31 mil pessoas, em 26 países, mostra um panorama de crise nas lideranças das principais instituições e maior ceticismo do público.

Globalmente, o que o estudo chama de confiança atribuída cresceu em todos os setores e as ONGs ainda ocupam a liderança histórica – desde 2007 são as mais críveis e neste ano ainda recuperaram posições, passando de 54% para 61%. As empresas estão em segundo lugar (56%), seguidas pela mídia (55%). O governo, a exemplo do Brasil, aparece como a instituição de menor prestígio e ocupa a última posição, com um índice de apenas 46%.

Na opinião do público informado brasileiro, o nível geral de confiança subiu ligeiramente em relação ao ano anterior, passando de 51% para 55%, e o país ocupa a 12º posição no ranking global, atrás de China (80%), Índia (71%) e México (68%).

Para o secretário-geral do GIFE, Andre Degenszajn, o lugar que as ONGs ocupam na percepção da sociedade brasileira é preocupante, mas não chega a surpreender. “Considerando o contexto de insegurança jurídica e crescente criminalização das ONGs (no Brasil), é esperado que o nível de confiança nessas organizações seja baixo. Mas o descolamento entre a sua finalidade — orientada pela defesa de interesses públicos e de grupos sociais — e a sua imagem deve levar a uma reflexão das próprias organizações sobre o seu papel e sobre como se comunicam com a sociedade em geral.”

Segundo o vice-presidente do Instituto Ethos, Paulo Itacarambi, os principais componentes que geram o valor das empresas em geral são intangíveis. “Dentre estes valores  de uma organização está a confiança, muito baseada na sustentabilidade e responsabilidade social que ela tem”. Paulo levanta alguns pontos da diferença entre o nível de confiança em ONGS no Mundo e no Brasil. Ele analisa que o Brasil ainda tem que desenvolver uma cultura de doação, para que as organizações estejam sempre a serviço do interesse público. “ Outro fator que influencia negativamente é a insegurança jurídica. É importante um marco regulatório para dar mais confiabilidade ao setor”.

Andre ressalta ainda a necessidade de uma maior transparência por parte das ONGS.” A ampliação da transparência de suas ações pode ser um forte instrumento para alterar esse cenário de baixa confiança.”
Crise de liderança
A análise da pesquisa deste ano aponta para uma crise de liderança em todas as instituições. Quando julgados por seus comportamentos éticos, aqueles que comandam empresas e governos enfrentam o ceticismo dos cidadãos. Segundo o CEO da Edelman Significa, Yacoff Sarkovas, a crise de liderança requer uma profunda revisão de valores por parte dos líderes. “Por isso, cabe às instituições não apenas mudarem suas formas de comunicar, mas de se comportar – propósito, valores e atitudes.”, afirma Sarkovas.

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