Fundação Roberto Marinho adota franquia social como forma de impulsionar parcerias


Fonte: http://www.idis.org.br

11/07/2011 – Em entrevista ao portal, a Coordenadora Geral de Franquia Social da Fundação, Renata Campante, explica a visão da organização sobre este modelo de ação, as linhas de atuação e como são selecionados os potenciais parceiros.

Fundação Roberto Marinho - Renata Campante

Ampliar o número de beneficiados diretos de seus projetos em todo o País, sem ter de ampliar sua estrutura fixa, construir redes sociais estruturadas e integradas, movidas por causas públicas compartilhadas pela organização, e contribuir para o fortalecimento de instituições do terceiro setor que compartilham dos valores em que a Fundação Roberto Marinho acredita.

Estas foram as premissas que orientaram o desenvolvimento do modelo de franquia social da Fundação Roberto Marinho, em 2006.

Até 2009, os potenciais parceiros eram identificados e procurados pela Fundação. Desde o ano passado, a seleção passou a ser feita por meio de convocatória pública. As linhas de atuação incluem projetos educativos, ambientais e voltados à preservação do patrimônio público.

Confira a entrevista.

Quais são as vantagens do modelo de franquia social?
As principais vantagens são a constituição de um processo de trabalho em rede, em que a instituição detentora de uma metodologia repassa para outras instituições seu conhecimento, técnica e experiência, visando maximizar o benefício de projetos sociais; a disseminação de experiências bem-sucedidas e ampliação do impacto de projetos que têm como objetivo básico o benefício social; a troca de experiências entre organizações do terceiro setor e construção conjunta de soluções que possam ser oferecidas para as mais diversas demandas do País.

Quais são as áreas de atuação?
A Fundação atua nas áreas de educação (básica, aprendizagem e qualificação profissional); patrimônio histórico (material e imaterial), meio ambiente e televisão, com o Canal Futura. A Franquia Social optou por atuar primeiramente na área de educação básica e aprendizagem (Lei 10.097/2000), por serem assuntos urgentes na pauta das políticas públicas. Estamos iniciando a atuação com a qualificação profissional básica, também em virtude da carência do País em mão de obra qualificada.

A Fundação recebe propostas de apoio a projetos ou identifica parceiros por meio de pesquisa de campo, com a ajuda de especialistas?
A Fundação identifica os potenciais parceiros. A partir de 2010, iniciamos um processo anual de Chamada Pública, com todos os indicadores necessários para que as instituições que se interessem em fazer parte da Rede de Parceiros Implementadores possam responder aos requisitos solicitados.

Quais são os requisitos exigidos dos potenciais parceiros?
Em primeiro lugar, que sejam instituições do terceiro setor – com constituição mínima de 2 anos. Também devem trabalhar com educação, contar com equipes pedagógicas na sua estrutura e ter experiência comprovada com implementação de projetos de educação que beneficiem a faixa etária de jovens e adultos.

Como é feita a formação oferecida pela Fundação Roberto Marinho?
A formação das instituições se dá de forma presencial, num momento inicial, e segue com uma formação à distância, feita anualmente, de forma contínua por meio de ambiente virtual.

Quais são os principais projetos implementados com a franquia social?
Para a implementação por meio da Franquia Social, temos:
Aprendiz Legal – Objetiva a formação profissional básica de jovens de 14 a 24 anos.  Ele baseia-se na Lei 10.097/00, a Lei da Aprendizagem, sendo uma proposta de articulação nacional da sociedade pela inclusão dos jovens;
Telecurso – Esta é uma proposta pedagógica e metodológica para a educação básica, especialmente para a Educação de Jovens e Adultos. Com experiência validada há mais de uma década, tem uma estrutura curricular modular e ano letivo flexível. Sem dúvida, é uma possibilidade de inclusão para milhões de brasileiros – sem falar que foi indicado no Guia de Tecnologias, do MEC (Ministério da Educação).

Qual considera o principal desafio das organizações que atuam na área social?
No Brasil, é o de conseguir atender ao maior número de beneficiários dos projetos que implementam e, paralelamente, garantir a sua sustentabilidade.

Prêmio a histórias que mobilizam recursos tem inscrições até 15 de agosto


15/07/2011 – Terceira edição do prêmio “Uma boa história mobiliza”, promovido pela Revista Filantropia, Resource Alliance/IDIS e Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR) indicará ganhadores ao The Resource Alliance Global Awards for Fundraising, cujos vencedores serão anunciados em outubro, durante o International Fundraising Congress, na Holanda.

Este ano, a iniciativa julgará histórias em duas categorias: “Grande Ideia, baixo orçamento” e “Inovação em Captação de Recursos”. A primeira categoria vai premiar ações de captação de recursos de pequenas e médias organizações, que tenham sido implementadas com baixos investimentos. Já a segunda, as ações de captação de recursos consideradas inovadoras e eficazes.

Cada categoria possui requisitos próprios, que serão os critérios levados em conta na avaliação dos participantes.

Categoria: Grande Ideia, baixo orçamento
• Pequenas e médias organizações com despesas anuais não superiores a R$ 1,5 milhão;
• Organizações que nos últimos dois anos vêm implementando uma nova ação, projeto ou campanha que gerou recursos para a entidade e tenha sido implementada com baixo investimento;
• Organizações que mobilizam diferentes tipos de recursos, além do financeiro;
• Organizações cuja ação tenha consistência e sustentabilidade comprovada na implementação.

Categoria: Inovação em Captação de Recursos
• Campanhas ou ações de captação de recursos que tenham sido implementadas de maneira inovadora nos últimos dois anos;
• Aprendizados que possam ser replicados por outras organizações similares;
• Campanhas ou ações com resultados significativos, comprovados em termos de recursos mobilizados;
• Organizações que mobilizam diferentes tipos de recursos, além do financeiro.

Os participantes deverão se inscrever pelo formulário divulgado no site da Revista Filantropia. Somente serão consideradas organizações brasileiras legalmente constituídas. As inscrições serão avaliadas por um júri indicado pelos organizadores do Prêmio. Os três primeiros colocados de cada categoria terão suas histórias publicadas na Revista Filantropia.

As inscrições devem ser feitas até 15 de agosto de 2011, no site da Revista Filantropia, ou preenchendo os formulários de inscrição abaixo.

Para baixar o formulário de inscrição da Categoria: Grande Ideia, baixo orçamento, clique aqui.

Para baixar o formulário de inscrição da Categoria: Inovação em Captação de Recursos, clique aqui.

Após o preenchimento do formulário, é preciso enviar o documento para o e-mail: thais.mi@zeppelini.com.br.

Os resultados serão divulgados até o dia 1º de setembro de 2011.

O vencedor de cada categoria será indicado para participar do Resource Alliance Global Awards for Fundraising, cujos ganhadores serão anunciados durante o International Fundraising Congress, a ser realizado na Holanda, de 18 a 21 de outubro de 2011, e terá direito a coaching de duas horas com um consultor da Resource Alliance/IDIS no Brasil.

Segundo Rodrigo Alvarez, coordenador do convênio The Resource Alliance e IDIS e responsável pelo programa de mobilização recursos do IDIS, “O Prêmio é parte de nossa missão de apoiar o desenvolvimento do setor, valorizando a excelência em captação de recursos no Brasil e gerando conteúdo sobre casos de sucesso. A partir deste ano, criamos categorias alinhadas com o The Resource Alliance Global Awards, promovido internacionalmente pela The Resource Alliance, como forma de integrar a experiência brasileira à internacional”.

Voluntariado e tecnologias em programas empresariais


O que as mídias sociais e as ferramentas tecnológicas podem ajudar em um programa empresarial de voluntariado

Hoje a informação circula de forma rápida e instantânea e bombardeia as pessoas por diversos canais: via celular, televisão, rádio, internet, cartazes, folders, jornais, por outras pessoas, etc. Dentre estas formas de comunicação, a internet ganha destaque especial, mudando a maneira de difundir as informações, pela oportunidade de interação e colaboração instantânea a partir do momento dos acontecimentos. Um exemplo do alcance da internet é o fato de, muitas vezes, as pessoas que estão fisicamente mais próximas de um acontecimento sabem do ocorrido depois de pessoas que estão em lugares longínquos.

E o que o grande volume de informações e as possibilidades trazidas pela internet têm haver com voluntariado dentro das empresas? Em um cenário onde a busca e a troca de informações é crescente e constante, posicionar e mostrar temas que envolvam as questões sociais torna-se essencial. Assim, dar visibilidade aos temas sociais trabalhados e discutidos pelos voluntários e a empresa nas diversas ferramentas da internet, garantem as possibilidades de colaboração para mobilizar, envolver, planejar e comunicar as ações voluntárias.

Se um programa de voluntariado, para ter bons resultados, precisa da participação das pessoas, a colaboração possibilitada pela web facilita o envolvimento dos voluntários apontando problemas, soluções e legitimando as ações por meio da personalidade dos integrantes do programa. E para isso acontecer hoje, os voluntários podem utilizar o twitter, facebook, orkut, e-mails, sms, blogs, youtube, ning ou site específico do programa.

Entretanto, é preciso ter cuidado com a utilização dessas ferramentas. O programa de voluntariado não é apenas a interação entre as pessoas, mas o resultado da interação entre elas e a somatória que culmina com ações que impactam no mundo real.  Por isto, é importante iniciar o programa de forma presencial, com o olho no olho, definindo a essência do trabalho que deverá ser realizado, para posteriormente ganhar eco, novas adesões e colaborações por meio da internet.

Além da colaboração, hoje a internet também possibilita uma ação voluntária direta, como tradução de textos, pesquisas, análise de documentos, criação de sites, mobilização nas mídias sociais, entre outros. No site www.voluntariosonline.org.br existem diversas oportunidades e exemplos.

Criticar ou supervalorizar a tecnologia pode fazer com que você não aproveite os benefícios que elas podem proporcionar para a causa que seu grupo está atuando. Ter a consciência de que a transformação social alcançada pelas ações voluntárias só tem efeito se beneficiarem pessoas e locais reais, é o primeiro passo para utilizar as mídias sociais de forma assertiva. O contato online pode ser um ótimo instrumento para gerar articulação, formulação, mobilização, comunicação e monitoramento das ações voluntárias praticadas e atentas com as demandas das instituições sociais, pessoas e comunidades.