Série de TV sobre violência usa animação para se comunicar com jovens


As palavras são anões; os exemplos são gigantes. (Provérbio suíço)

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Não moro no Rio de Janeiro e o que costumeiramente ouvimos pelos meios de comunicação são situações envolvendo a violência, corrupção, mau atendimento à população, política tendenciosa e muito mais.  O que sinto certa tristeza é ver que estes mesmos órgãos de divulgação não se dignam em estarem divulgando as ações, as lutas, os projetos da sociedade em todas as áreas, que vem vagarosamente, mas de forma firme, modificando o cenário na bela cidade do Rio de Janeiro.

É com alegria que divulgo a notícia abaixo, onde, através de um forte meio de comunicação, poderão ser mostrados aos jovens, temas relacionados à violência e que procura advertir a todos a importância de não agir desta forma, mas poder escolher sobre uma melhor opção de vida para si e para todos.

Oxalá, exemplos como esse possam crescer e dar um direcionamento a toda à sociedade.

Parabéns !!!  Realmente é um belo exemplo.

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Série de TV sobre violência usa animação para se comunicar com jovens

Fonte: Carlos Helí de Almeida, Jornal do Brasil

(Nota:  Informação recebida através de Carlos R S Moreira do Grupo Yahoo 3º Setor – http://br.groups.yahoo.com/group/3setor)

RIO – Programas de TV de fundo educativo quase sempre pecam pelo excessos didáticos e formais. Lutas.doc, série de cinco documentários sobre as representações da violência na história do Brasil, que começa a ser exibida na próxima terça-feira pela TV Brasil e suas retransmissoras, afiliadas e associadas, promete quebrar mais este paradigma da televisão pública.
Dirigida por Luiz Bolognesi e Daniel Augusto, a produção usa de linguagem
ágil e acessível para falar sobre temas polêmicos, como revoluções
históricas e guerrilhas urbanas. Trechos animados de longas-metragens dão
leveza e dinamismo à narrativa; a edição, como em um videoclipe ágil,
minimiza a possibilidade dos depoimentos de estudiosos, políticos e
pensadores convidados se estenderem na direção do tédio.

O objetivo é alcançar um tipo de espectador que normalmente nem olharia para um programa do gênero: o jovem. Os capítulos de Lutas.doc irão ao ar sempre às terças-feiras, às 22h45, e reprisados nas quinta-feiras seguintes, à
meia-noite.

– Criamos um formato que pudesse ser atraente para públicos de todas as
idades mas, principalmente, para os jovens – admite Daniel Augusto, diretor, roteirista e montador, autor da série Mapas urbanos. – O Lutas.doc é particularmente interessante para os estudantes de nível colegial ou que já estão começando a faculdade. Ele apresenta um monte de questões pertinentes à situação que vivemos hoje, mas de uma forma moderna, comunicativa, aberta à interpretações. Oferecemos mais perguntas do que respostas.

A produção é resultado da parceria entre a TV Brasil e as produtoras Gullane e Buriti, o que destaca seu caráter independente. O programa, que põe em xeque a visão do brasileiro como um povo pacífico, nasceu de um antigo projeto de Bolognesi de fazer um documentário sobre o tema. O roteiro foi extraído de uma pesquisa sobre a história do Brasil do ponto de vista de suas lutas armadas, encomendada a um grupo de antropólogos da Universidade de São Paulo.

Dividida em cinco episódios, a série recebeu contribuições valiosas de
filósofos, psicólogos, historiadores e sociólogos, como Eduardo Gianneti,
Olgária Mattos, Laura de Mello e Souza, Contardo Calligaris; políticos, como
o presidente Lula, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, a senadora
Marina Silva e a ex-vereadora Soninha Francine, atual subprefeita da Lapa,
em São Paulo. Também integram o projeto o testemunho de livres pensadores egressos dos movimentos sociais como Ferrez, José Júnior (Afroreggae) e João Pedro Stédile (MST).

Em Guerras sem fim?, o primeiro capítulo, historiadores e pensadores
refletem sobre a violência uma como constante na história do Brasil, desde a chegada dos europeus e os conflitos com as nações indígenas.

Recursos urbanos, o seguinte, traça um paralelo entre as vítimas das guerras brasileiras e a disponibilização de mão-de-obra barata, desde a época da escravidão. O terceiro, Fábrica de verdades, analisa o papel da mídia no país e a importância da teledramaturgia na sociedade brasileira. Heroína sem estátua, o penúltimo, discorre sobre o papel da mulher e dos rebeldes. O último, O que vem por aí, é dedicado a prognósticos sobre o Brasil em 2100. Trechos de filmes como Cidade de Deus (2002), de Fernando Meirelles, Brava gente brasileira (2000), de Lúcia Murat, fornecem contexto dramático ao momento histórico abordado.

– Nosso propósito é iluminar, de uma certa forma, a história do Brasil,
revelar o quanto ela pode ser interessante e apaixonante e, no processo,
fornecer pistas para ajudar a entender o que somos hoje – diz Bolognesi,
produtor e roteirista de Bicho de sete cabeças (2001) e Chega de saudade
(2007).

A pesquisa levantada para o documentário acabou inspirando um desenho
animado de ficção em longa-metragem. No centro dele está um personagem que testemunha as atrocidades cometidas no Brasil através dos séculos em nome de ações pacificadoras. Batizado como Só lutas e dividido em quatro partes, o filme, que começou a ser desenvolvido há três anos, está previsto para chegar ao circuito até dezembro deste ano. Enxertos dele são vistos em Lutas.doc.

– O protagonista é um imortal, vive no Brasil há 600 anos. Na primeira
parte, ele é um tupinambá; no segundo, o negro Cosme Bento, que lidera a
revoltada que ficou conhecida como Balaiada (1838-1941), no Maranhão,
conflito do qual nasceram o exército brasileiro, o cangaço e a figura de
Duque de Caxias. Na terceira, ele participa da luta armada nos anos 60. A
última se passa no futuro, no Rio de Janeiro de 2090, cidade inundada pelas
águas do mar, enquanto há falta de água doce no país – informa Bolognesi. –
Como é um desenho animado com pegada de entretenimento, também está focado no público jovem.

“Lutas.doc” será exibido na TV Brasil durante cinco terças-feiras, sempre às
23h (com reprises às quintas, à meia-noite).

O primeiro episódio,  5/01/10, será “Guerra sem fim?”. Depois virão “Recursos humanos” (dia 12), “Fábrica de verdades” (dia 19), “Heroína sem estátua” (dia 26) e “O que vem por aí” (dia 2 de fevereiro).

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