A Primeira Infância


Boa tarde !

Onde queremos chegar ?   O que nos reserva o futuro ?

Perguntas difíceis de responder, até porque para a realização de alguma coisa, seja ela qual for, dependerá com certeza de um bom planejamento, uma boa preparação e o trabalho aliado ao esforço que cada um pode oferecer.

As nações do mundo todo, independente de crenças, raças, tradições, necessidades e interesses, etc., procuram sempre fazer a preparação de uma boa base para que o futuro possa ser da maneira planejada.  Esta condição, sem dúvida nenhuma, repousa em nossas crianças,  já que são elas que herdarão tudo aquilo que nos envolve diretamente.   Se queremos transformar, é preciso que a educação de nossas crianças seja sólida para que  as gerações futuras possam ser os agentes principais desta nova realidade.  Esta situação, para ser alcançada, vai depender de todos nós (pais, sociedade, instituições privadas e governo) e individualmente podemos fazer a diferença em nosso meio, catalizando a força que pode vir a transformar a realidade de cada um e formar os homens que comandarão amanhã, em pessaoas mais justas e menos egoístas.

Observando atentamente os noticiários aqui no Brasil e em vários países do mundo, é que esta base está seriamente comprometida devido a políticas públicas mal elaboradas e interesses pessoais cada vez mais expostos à opinião pública, não oferecendo subsídios para mudanças.

Nossas crianças precisam de ajuda, carinho, condições favoráveis e muito repeito, necessitam do apoio da família e comunidade para que as pessoas que comandam, regem e fazem as leis, possa olhar com mais carinho para elas, a fim de mudar um cenário que pode continuar até se acabar por completo e da pior maneira possível se nada for feito agora !

Vamos protegê-las e dar todas as condições para que tudo se transforme numa realidade melhor para todas as gerações futuras.

A entrevista abaixo dá uma idéia das necessidades  de nossas crianças e de planos que as envolvem no Brasil.

Marcelo Rachid de Paula – 04/02/2009

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Primeira Infância em primeiro lugar!

alt textGustavo Amora é cientista político, mestre em ciência política pela Universidade de Brasília e responsável pela Secretaria Executiva da Rede Nacional Primeira Infância. Conversando com o Portal, Gustavo fala sobre o Plano Nacional pela Primeira Infância e da importância do cuidado com esta fase na vida das crianças. Confira!

O que é a primeira infância?

Gustavo Amora – Primeira Infância é o período compreendido entre o nascimento e os seis anos de idade. Há quem defenda o período de zero a oito anos, mas a maioria dos pesquisadores e instituições da área defende a primeira acepção do termo. A Primeira Infância é um período fundamental na vida do ser humano, e para isto é preciso que haja o acompanhamento por parte da família, sociedade e Estado. Isto garante em um primeiro momento o cuidado e os estímulos necessários para o bebê, e ao longo dos anos posteriores possibilita que se aprofunde o desenvolvimento da fala e da inserção em um meio social que a respeite e valorize. Os três primeiros anos de vida são os mais delicados e os que garantem saúde e desenvolvimento pleno na vida adulta. Nas discussões dentro da Rede, costumamos falar que a criança não é o futuro do país, como a maioria das pessoas costuma afirmar, mas sim o presente, ou seja, um sujeito de direitos que possui nome, história, intersubjetividade e desejos, sem falar na sua liberdade.

Qual é a importância do Plano?

Gustavo Amora – Ao longo dos últimos anos, a Rede discutiu profundamente sobre qual seria a estratégia mais eficaz para fazer com que a sociedade brasileira e suas lideranças políticas percebessem a importância da Primeira Infância. Neste meio tempo, as organizações membros da Rede fizeram questão de reafirmar a constatação de que o Brasil já possui um arcabouço legal considerável no que se refere à infância, um exemplo é o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, que é um avanço legal até quando comparado às democracias mais consolidadas do mundo. Neste momento, a Rede se fez a seguinte pergunta: “- Se já existem tantas leis que protegem a infância, porque então a realidade do país parece apontar para o seu abandono?” Neste momento é que surgiu a idéia do Plano Nacional pela Primeira Infância, onde suas principais características seriam:

  • 1º Abrangência – Significa que os direitos da criança vão além daqueles tradicionalmente reconhecidos como direito à vida, segurança, educação, saúde, etc. Conforme está escrito no Plano Nacional, estamos falando de direito à convivência familiar, convivência comunitária, integridade física, psicológica e moral, direito de brincar, que implica o direito a ter brinquedos e espaço e tempo de brincar, direito à cultura etc.
  • 2º – Participação Social – A Rede e, por conseguinte o Plano Nacional foram elaborados a partir de ampla participação social que incluiu segmentos da sociedade civil de dentro e fora da Rede – como é o caso desta consulta pública em que estamos discutindo com a sociedade as diretrizes do Plano. Além disso, a Rede também se compõe por alguns órgãos e entidades governamentais como o Ministério do Desenvolvimento Social, Educação, Saúde, o IBGE e etc. Deste modo, quando o Plano for apresentado ao governo, é possível que ele não seja mais uma novidade para o Executivo, o que em tese pode agilizar sua tramitação.
  • 3º – Plano de Estado – A idéia de aprovar um plano de Estado é fazer com que as políticas implementadas por ele não sejam obra deste ou daquele governo, o que lhe renderia um caráter transitório e até eleitoreiro. A idéia é que o Plano seja absorvido pelas funções permanentes do Estado.
  • 4º – Longa duração e aprovação por Lei – O plano deverá ter a duração de quatorze anos (2009-2022) o que irá garantir metas de curto e médio prazo e que permitirá ações efetivas e transformadoras em termos de políticas públicas. Além disso, será aprovado pelo Congresso Nacional, o que denota a discussão pluripartidária do tema e a efetivação dos direitos ali garantidos.

O restante do conteúdo da entrevista vejam no link a seguir:

http://portaldovoluntario.org.br/blogs/54330/posts/2062

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