CRISE ?


O artigo abaixo nos remete a fazer uma reflexão sobre as consequências da “crise” mundial que se instalou oficialmente desde outubro/2008.  Porque digo “oficialmente” ?   Porque enquanto ela não foi devidamente divulgada e noticiada, todos os mercados e países do mundo estavam trabalhando e criando novos meios e condições para seu próprio crescimento e também para o benefício global.   Bastou ela ser divulgada que, como num passe de mágica, Bancos quebraram, empresas faliram, outras já começaram a falar em demissões em massa,….e por aí afora.

Até onde se estende verdadeiramente a atual crise e até que ponto a ganância de alguns e esperteza de outros contribuiram para que ela se tornasse ainda maior do que realmente é ?  Ou será que o ser humano somente desperta para a realidade depois do fato consumado e divulgado ?  Até onde a manipulação de informações pode influenciar o todo ?

Estas são apenas algumas de milhares de indagações que podem ser feitas e com milhares de versões diferentes em suas respostas e avaliações.

O Terceiro Setor veio para ficar e fortalecer bases e necessidades já existentes.  Creio que este é mais um teste que deveremos passar, onde o fortalecimento de idéias e o desejo de realizar, aliadas a novas tendências, podem fazer a diferença nos resultados obtidos em seus projetos sociais e ambientais.   Vamos usar toda a criatividade que as pessoas possuem, todos os meios e recursos tecnológicos e principalmente uma característica chamada “Solidariedade” que está latente em todos nós !

Marcelo Rachid de Paula – 21/01/2009

Terceiro Setor deve sofrer forte impacto com a Crise Econômica

Para sobreviver, empresas apertarão o cinto, e projetos sociais ficarão em segundo plano; Segundo especialistas, crise global será importante teste para avaliar se as empresas manterão a atual onda voltada à sustentabilidade.

A crise financeira global acertará em cheio a onda de sustentabilidade que o mundo corporativo viu crescer nos últimos anos. Enquanto o financiamento para as organizações e projetos sociais acusa os primeiros sinais de aperto, em diversas empresas a preocupação com a área socioambiental começa a ceder espaço para a preocupação com a própria sobrevivência financeira.

Ainda que ninguém conheça ao certo a dimensão e os efeitos da crise sobre a economia real, especialistas ouvidos pela Folha são unânimes em afirmar que ela será um importante teste para a continuidade – ou a interrupção – dessa onda.

Em um primeiro momento, as estruturas de financiamento do chamado terceiro setor (representado pelas iniciativas da sociedade civil com caráter de utilidade pública) tendem a ser as mais afetadas devido à crise internacional.

“Estamos justamente em um momento de planejamento e, como o cenário para o próximo ano ainda é incerto, a tendência é o setor privado apertar o cinto no repasse de recursos ao terceiro setor. É um contexto preocupante para o terceiro setor como um todo e para o investimento social privado em particular”, afirma Fernando Rossetti, secretário-geral do Gife (Grupo de Institutos Fundações e Empresas), entidade que reúne os principais investidores sociais privados do país.

O aperto financeiro, que em alguma medida também virá do setor público, ocorre em um ambiente em que a competição por recursos já estava acirrada, resultado do aumento no número de organizações e das exigências mais rígidas por parte dos financiadores. E coloca em xeque a própria sustentabilidade de algumas organizações.

No Brasil, esse aperto tende a ser reforçado por uma característica local: a origem dos recursos repassados ao terceiro setor guarda estreita relação com os resultados das empresas em cada ano.

“As organizações que conseguiram diversificar o seu modelo de sustentabilidade, diversificando as fontes de receitas, são as mais bem preparadas para passar por essa crise. As que não fizeram isso tendem a ser mais prejudicadas”, afirma Rossetti, lembrando que esse movimento já ocorreu em outros países, como os EUA.

Fonte: http://www.agenciaaids.com.br/site/noticia.asp?id=10860

Por André Palhano

Colaboração para a Folha

Fonte: Folha de S. Paulo

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