CHUVAS EM SANTA CATARINA


Saiba como ajudar as vítimas das chuvas em Santa Catarina

Publicada em 28/11/2008 às 16h33m

O Globo; TV Globo; CBN BH; Agência Brasil

RIO, SÃO PAULO e BELO HORIZONTE – A Defesa Civil de Santa Catarina está recebendo doações em dinheiro para ajudar as pessoas atingidas pelas chuvas dos últimos dias no estado. Foram abertas contas bancárias. Segundo a Defesa Civil, até esta sexta-feira, as doações de brasileiros de todo o país já tinham ultrapassado R$ 3 milhões.

Já outros tipos de doações devem ser entregues nas prefeituras dos municípios prejudicados. Quem está fora de Santa Catarina deve procurar se informar na Defesa Civil de sua cidade.

Segundo a Defesa Civil, água potável – em galões de cinco litros – está no topo da lista de necessidades. Em segundo ligar, estão os alimentos não-perecíveis. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, Álvaro Mauss, explica que a doação deve ser de comida pronta. A Defesa Civil catarinense tem um telefone para mais informações: (48) 4009 9886.

– Pedimos comida pronta para o consumo, que não exija preparo, água, fogão, gás. São bolachas, biscoitos, barras de cereais, latas de sardinha, alimentos de fácil manuseio – afirmou Mauss.

Há necessidade também de produtos de limpeza, colchões, cobertores e travesseiros em bom estado. Entidades públicas e privadas também estão promovendo campanhas e recolhendo material em vários estados. Doações de alimentos podem ser feitas em seis pontos da Defesa Civil, localizados nos municípios de Blumenau, Brusque, Itajaí, Jaraguá do Sul, Joinville e Timbó.

Os interessados em contribuir com qualquer quantia podem fazer depósito nas contas abaixo:

Banco/SICOOB SC – 756 – Agência 1005, Conta Corrente 2008-7

Caixa Econômica Federal – Agência 1877, operação 006, conta 80.000-8

Banco do Brasil – Agência 3582-3, Conta Corrente 80.000-7

Besc – Agência 068-0, Conta Corrente 80.000-0.

Bradesco S/A – 237 Agência 0348-4, Conta Corrente 160.000-1

Itaú S/A – 341, Agência 0289, Conta Corrente 69971-2

SICREDI – 748, Agência 2603, Conta Corrente 3500-9

SANTANDER – 033, Agência 1227, Conta Corrente 430000052

O nome da pessoa jurídica é Fundo Estadual de Defesa Civil, CNPJ – 04.426.883/0001-57.

De acordo com a Defesa Civil, todo o dinheiro arrecadado será utilizado na compra de mantimentos para os atingidos pela enchente.

Defesa Civil alerta para falsos e-mails

A Defesa Civil, no entanto, alertou a população que deseja colaborar para tomarem cuidado com falsas mensagens de ajuda, enviadas por e-mail, divulgando números de contas bancárias para depósitos de doações em dinheiro. De acordo com os técnicos da Defesa Civil, o órgão não envia mensagens eletrônicas com pedidos de auxílio aos desabrigados. As contas oficiais para depósito de ajuda são divulgadas pelo site da Defesa Civil em www.defesacivil.sc.gov.br .

Centenas de internautas encaminharam a denúncia ao órgão alegando terem recebido mensagens com números de conta corrente diferentes das divulgadas pelo site oficial do órgão. Conforme o alerta dos responsáveis pela Defesa Civil, as contas bancárias abertas para auxílio aos flagelados estão em nome do Fundo Estadual de Defesa Civil de Santa Catarina.

Fonte: http://oglobo.globo.com/pais/mat/2008/11/25/saiba_como_ajudar_as_vitimas_das_chuvas_em_santa_catarina-586545945.asp

FRENTE BRASILEIRA DO TERCEIRO SETOR


Ontem, 13/11/2008, na sede do SESCON-SP, aconteceu o evento “FÓRUM EM DEFESA DO 3º SETOR”.

O encontro, apoiado por dezenas de empresas como Associações, Fundações, OAB, Sindicatos e outros, teve uma participação maciça e representativa de diversas áreas do 3º setor.  Na oportunidade foi lançada a idéia e criada a FRENTE BRASILEIRA DO TERCEIRO SETOR, que estará atuando de maneira decisiva para que a Medida Provisória nº 446, bem como o Projeto de Lei nº 3021 não sejam aprovados, ou, sofram as modificações que alterem o quadro atual.

O assunto principal foi a aprovação na Câmara dos Deputados em 10/11/2008, da Medida Provisória nº 446, que trata-se de uma cópia fiel do Projeto de Lei 3021 que tramita no Congresso Nacional há algum tempo e que não avança devido a pressão de todos os lados por parte das Organizações e pessoas que lutam para que ela não seja aprovada.

Apesar da diversidade de participantes e até de opiniões divergentes em alguns aspectos, todos foram unânimes em dizer que a MP 446 é um retrocesso para o 3º Setor e vai aumentar ainda mais a operacionalidade das instituições, os custos, além de proporcionar problemas para aquelas que tem vários objetivos a atingir.

Existem vários artigos na MP que foram considerados inconstitucionais e que ferem o estabelecido na edição de 1988, e que provocaram indignação da grande maioria, como: Aprovação das Certificações Filantrópicas sendo feita apenas pelo Ministro e tirando dos Conselhos Federais e regionais esta incumbência, a obrigatoriedade de ter um CNPJ para cada área de atuação, ou seja, se a organização atuar nas áreas de Saúde, Educação e Assistência Social, será necessário o desmembramento de cada uma delas em empresas separadas, o que vai trazer um transtorno muito grande, aumento dos custos e dificuldades na aperacionalidade de seus projetos.  Outro fator muito comentado no evento foi a clara intenção do governo em “Estatizar” o 3º setor, criando um esvaziamento em tudo o que foi conquistado até agora.

O governo, no entanto, em contrapartida ao mencionado acima, resolveu fazer a média  com o claro objetivo de conseguir apoio das organizações e anistiou dividas das mesmas como forma de amenizar o impacto que ela vai causar.

Outros assuntos e sugestões foram comentados no Fórum, que pretende, com a Coordenação de 06 (seis) organizações, estar informando a todos os interessados nesta luta.

O prazo para a entrada de emendas, modificações ou até mesmo pedido de cancelamento da MP, se encerram hoje (14/11/2008).  De acordo com vários depoimentos durante o evento, várias organizações e entidades de classe estarão protocolando hoje em Brasília uma “enxurrada” de emendas e solicitações referentes a MP.

Caso queiram ter informações mais detalhadas sobre o evento, bem como se cadastrar para fazer parte da Frente Brasileira do Terceiro Setor, entrar em contato com Ana Paula Camargo do SESCON através de:

www.sescon.org.br

Telefone: (11)3304-4441 ou secretaria@sescon.org.br

Vamos fazer parte desta Frente !

Financiamento Internacional


Financiamento internacional – Quem define a agenda?

20/10/08

*Barry Knight and Caroline Hartnell.

Quem define a agenda: o fundador ou o beneficiado? Esta pergunta é tão velha quanto o financiamento. No entanto, recentemente mudou-se a forma de discuti-la. O ímpeto, dado nas últimas rodas de discussões, se deve ao surgimento do filantrocapitalismo ou “nova” filantropia, um debate que tem sido energizado pela publicação do livro de Michael Edwards: “Simplesmente Um Imperador a Mais”.

“Quem define a agenda?” é uma pergunta retórica. Como disse Firoze Manji editor da revista “Pambazuka News”: “Somente os financiadores têm dúvidas sobre a resposta a esta pergunta”. Júlia Unwin, no “The Grantmaking Tango”, [1] mostra que as decisões dos financiadores têm papel fundamental na formação da sociedade civil.

Ela receia que os financiadores públicos possam influenciar a independência da sociedade civil e introduz um caloroso debate na Grã-Bretanha perguntando-se se empresas sem fins lucrativos deveriam trabalhar com contratos de serviços públicos. Quando o empurrão vinga, restam poucas dúvidas de que os financiadores estão na direção certa. Como depois de tudo eles pagam pelo que fazem, a decisão deles é a que conta.

Ainda não se sabe se a verdadeira questão é a tendência atual de financiamento (que não é somente uma reserva da “nova” filantropia), desviando-se cada vez mais da tomada de decisão em direção aos financiadores do Norte e mais longe dos países em desenvolvimento. Será que se as fundações já estabelecidas também estão adotando a retórica e as práticas na nova filantropia? Michael Edwards cita a Gates “supostas preocupações de virar uma Fundação Ford”, mas parece que o enfoque deles tem-se aproximado.

Em direção a uma filantropia mais estratégica

Está claro que a tendência em direção a uma filantropia mais estratégica tem estado em ascensão já por algum tempo. Esta tem sido orientada em parte pelo pensamento das fundações a respeito do impacto do seu trabalho, direcionando-se para um foco mais amplo, objetivos mais claros e programas que dependem de menor número de grandes doações.

Programas reativos às doações são cada vez em menor número apesar de notáveis exceções como a Fundação Esmee Fairbairn, uma das maiores fundações da GB, que mudou para doações reativas mais abertas a partir de Janeiro de 2008. Algumas fundações têm chegado a ser mais como “fundações operacionais” seguindo o modelo alemão onde não há doações: somente contratos.

Filantrocapitalismo é uma forma extrema de estratégia filantrópica. Esta “nova” filantropia, como descrita por Michael Edwards, tem três características principais. Primeiro, implica no gasto de largas quantidades de dinheiro derivados na sua maioria de lucros obtidos no setor financeiro e de TI nas últimas duas décadas. Segundo, se baseia na crença de que os métodos empresariais podem resolver problemas sociais uma vez que são reconhecidos por serem superiores aos outros métodos utilizados no setor público ou na sociedade civil. Terceiro, alega que estes métodos podem alcançar não só transformações sociais como também aumento à acessibilidade aos benefícios sociais e aos serviços. Edwards desafia estes dois últimos em “Simplesmente um Imperador a Mais”.

Filantrocapitalismo e Controle do Doador

Enquanto os críticos do filantrocapitalismo têm a tendência de centralizar suas queixas na inadequação para fomentar mudanças sociais de longo prazo ou justiça social, uma das conseqüências despercebidas do filantrocapitalismo é o receptor do dinheiro passar a ser um mero agente do doador e sua perspectiva no mundo pouco acrescenta: um perigo reforçado no artigo da página 36, com o relevante título: “Subempreitada ou Visionários?”.

No entanto, o tema de quem controla o que é vital na sociedade é importante porque as pessoas que estão oprimidas ou marginalizadas desejam estar no controle do seu próprio destino ao invés de serem tratadas como objetos de caridade ou peão de um grande jogo de xadrez da solução dos problemas mundiais.

Qual é a compatibilidade do controle local com o foco orientado a objetivos da filantropia “estratégica” que está virando progressivamente a norma? Não muito, de acordo com Tade Aina, Representante da Fundação Ford do Leste da África, como manifestou na reunião de Maio em Nairobi, onde ela descreveu algumas das características do que ela chama de “nova arquitetura da assistência”.

As doações tendem a chegar somente para as maiores, mais formais, melhor estruturadas instituições possuidoras de estruturas aceitáveis para o consórcio doador, embora os fundos estejam relacionados a programas ou projetos. “Eles não dão apoio a investimentos em fundações ou em propriedades de instituições locais”. Isto também significa “menos apoio flexível para assuntos definidos e adotados de forma autônoma pelas instituições locais” e eles “terão que se encaixar no planejamento nacional de desenvolvimento ou na estreita visão dos grandes doadores privados”.

Ele fala sobre o “consenso emergente de procedimentos e metodologias que predomina nas empresas e negócios liderados pelos filantrocapitalistas, onde também se agregam antigas filantropias como a Fundação Rockefeller e sua insistência em manter uma visão estreita, de alto impacto, com resultados claros e mensuráveis”.

Texto extraído site: http://www.gife.org.br/alliancebrasil/noticias.php?codigo=120