As Cinco Competências Básicas Necessárias


As Cinco Competências Básicas Necessárias

Por Adelaysde Silva

Relações Interpessoais: trabalha com outras pessoas:

Participa como membro de uma equipe: contribui para o esforço do grupo.

Ensina novas habilidades aos outros.

Serve aos clientes e consumidores.

Exerce liderança: comunica idéias para justificar sua posição, persuade e convence os outros, assume desafios e responsabilidades por procedimento e políticas.

Negocia: trabalha com acordos envolvendo intercâmbio de recursos, resolve interesses divergentes.

Trabalha com diversidade: trabalha bem com homens e mulheres de diferentes culturas.

Recursos: Identifica, organiza, planeja e aloca recursos:

Tempo: seleciona atividades relevantes para o objetivo, ordena-as, disponibiliza o tempo e prepara e segue programas.

Dinheiro: usa ou prepara orçamentos, faz previsões anota registros e faz ajustes para adequar com os objetivos.

Material e facilidades: adquire, estoca, disponibiliza e usa materiais ou espaços com eficiência.

Recursos humanos: ensina habilidades e distribui o trabalho adequadamente entre as pessoas, avalia desempenho e proporciona retroação.

Informação: Adquire e utiliza informações:

Adquire e avalia informação.

Organiza e mantém informação.

Interpreta e comunica informação.

Utiliza computadores para processar informações.

Sistemas: Compreendo inter-relações complexas:

Compreende sistemas: conhece como os sistemas social, organizacional e tecnológico trabalha e opera eficazmente.

Monitora e corrige desempenho: distingue tendências, prevê impactos sobre a operação de sistemas, diagnostica desvios no desempenho de sistema e corrige disfunções.

Melhora e desenha sistemas: sugere modificações em sistemas existentes e desenvolve novos sistemas alternativos para melhorar o desempenho.

Tecnologia: Trabalha com a variedade de tecnologias:

Seleciona tecnologia: escolhe procedimentos ferramentas e equipamentos incluindo computadores e tecnologia relacionadas.

Aplica tecnologias à sua tarefa: compreende meta geral e procedimentos apropriados para implantar e operar equipamentos.

Mantém e conserta equipamentos: previne, intensifica e resolve problemas com equipamento incluindo computadores e outras tecnologias.

Fonte: What Requires of Schools, Secretary’s Commission on Achieving Necessary Skills, Washington, DC, U.S. Department of Labor 1991, p.

Tempos atuais


O que se passa na cabeça das pessoas ? Quando nos concentraremos mais nas soluções do que nos problemas?  Qual o prazer que as pessoas (aí envolve também meios corporativos interessados em promover o distúrbio) tem em criar situações que além de se tornarem pesadelos para a comunidade, ficam impregnados nelas próprias, tornando-se desta maneira um grande pesadelo para elas mesmas.

O que se observa é a tendência de pensamentos e atitudes que estão corroendo os alicerces da sociedade como um todo e as pessoas mais humildes e despreparadas para este contexto passam a sofrer exageradamente e suas necessidades pessoais são deixadas de lado.  Infelizmente, isto obviamente acabou respingando também no 3º setor e as instituições que dão suporte a esta faixa da sociedade, sendo atingidos diretamente no cerne da questão para o qual foram fundadas e destinadas, que é a execução de projetos sociais, sócio ambientais e ambientais, etc. , prejudicando sensivelmente a o resultado final do trabalho de todos os envolvidos.

Vamos pegar um exemplo atual que foi o caso do sequestro e morte da menina Eloá em Santo André, onde o resultado final acabou sendo desatroso afetando e alterando o curso de vida de muitas pessoas.  Porque estou citando isso ?  Simplesmente pelo fato das organizações corporativas atuantes na mídia estarem distorcendo o tempo todo o foco da questão e procurando dar ênfase para situações paralelas, acabando por manipular a opinião pública e principalmente àqueles diretamente envolvidos, como Eloá, Naiara e Rosemberg, bem como seus pais e amigos.

É gritante a necessidade que as corporações tem de estar “incendiando” as notícias para conseguir altos índices do Ibope em suas programações.  Para corroborar estas questões observem o que está sendo discutido neste momento pelos telejornais: Se houve um tiro antes da explosão, se o rapaz estava no corredor ou perto da porta, se havia um ou muito policiais na hora da invasão, se a bala que atingiu a parede era dos policiais, etc.   E não se fala nada sobre qual será a solução para o fato, que é o assassinato da menina Eloá e suas consequências.  Estão somente preocupados em divulgar o entorno e os sintomas e estão se esquecendo de focar na solução definitiva da questão que é a ação de sequestro culminando com morte e feridos, ou seja, estão falando o tempo todo se os policiais negociaram de forma correta, o retorno ao cativeiro da menina Naiara, o fato do pai da menina ser um procurado pela justiça lá no nordeste, e por aí a fora.

Espero e rezo para que as pessoas possam se compadecer da dor dessas pessoas e procurar aprender com isso, levando este aprendizado a todas as áreas de suas vidas.

Ao 3º Setor, espero que a crise financeira mundial e fatos marcantes como este, não venham prejudicar projetos maravilhosos que estão sendo realizados ou mesmo parados por falta de recursos.

É importante cada um fazer uma reflexão sobre o que acontece em nossas vidas, buscar a união de idéias e conceitos voltado para o progresso pessoal e da comunidade como um todo, construindo desta maneira um ambiente melhor para todos.  Que cada um faça a sua parte !

Escrito por Marcelo Rachid de Paula – 23/10/2008

Série Captação de Recursos


Captador de recursos deve ver doação como investimento”, diz palestrante

“O captador de recursos deve fazer com que a doação não seja vista como caridade, e sim como um investimento”, afirmou o mexicano Adalberto Viesca, na oficina “Como construir uma estratégia de comunicação”, realizada no Senac São Paulo, durante a 11ª Conferência Latino-Americana de Mobilização de Recursos para o terceiro setor.

Viesca falou sobre as estratégias que utiliza para captar recursos para sua universidade e afirma ser necessário que o futuro doador saiba que o seu investimento não será apenas um benefício para a instituição, mas terá agregara valores a ele mesmo. “Não queremos desenvolver a habilidade de convencer alguém do nosso sonho, e sim convencê-lo da importância que o apoio terá para ele”, diz.

Para o palestrante, é preciso que, antes de solicitar a doação, estejamos cientes de qual seria o valor justo para o nosso projeto, pois a quantia solicitada reflete as intenções da instituição. “Um valor muito baixo ou a ausência de valores pré-estipulados dão a impressão de que não temos grandes ambições”, diz.

Adalberto Viesca não acredita que as empresas invistam em responsabilidade social apenas por marketing. Para ele, se fosse apenas esse o objetivo seria mais fácil o investimento em publicidade e propagandas.

Viesca também alertou sobre os principais erros das empresas no momento de captar recursos. Entre esses erros está o hábito de buscar sempre os mesmo doadores, de suplicar os recursos e de não deixar clara a proposta. ” Da forma como a captação é realizada, o investidor acredita que qualquer doação é muito mais do que o necessário”, diz.

É preciso investir numa captação de recursos efetiva e não somente filantropia, na visão do especialista, pois dessa forma, a instituição corre o risco de seguir apenas sobrevivendo e não se desenvolvendo.

(Cássia Gisele Ribeiro)